segunda-feira, abril 17, 2023
«Cinza, Agulha, Lápis e Fosforozitos & outros brevíssimos textos sobre quase nada», de Robert Walser
segunda-feira, abril 03, 2023
«Cidadãos - Uma Crónica da Revolução Francesa», Simon Schama
sexta-feira, março 31, 2023
Estudos 4. Galeria/Atelier Ícone
quarta-feira, março 29, 2023
«Modos de Ver», John Berger
«O Prazer no Desenho», Jean-Luc Nancy
segunda-feira, março 20, 2023
Estudos 3, Galeria Atelier Ícone
«Notícias do Bloqueio», de Joana Emídio Marques
«Um Discurso Escondido - Alfredo da Silva e as greves na CUF durante a I República, 1910-19» de Vanessa de Almeida
«Quando em tempos os operários fundaram uma Associação de Classe, o Sr. Alfredo da Silva conseguiu, por processos vários, mas que tendiam sempre a atrair as simpatias ingénuas do pessoal, a transformar a associação, fundada para defesa económica dos trabalhadores, numa simples sociedade de recreio, que hoje tem o nome de Grémio Recreativo CUF, fornecendo dinheiro para a compra de instrumentos e organização de uma banda de música, fazendo assim desaparecer a Associação de Classe. (pág.93)»
quinta-feira, março 16, 2023
«A Voz das Mulheres», de Sarah Polley
sábado, março 11, 2023
«Breve História Mundial da Esquerda», Shlomo Sand
quinta-feira, março 09, 2023
Estudos 2 Galeria Atelier Ícone
Estudos 1 Galeria Atelier Ícone
segunda-feira, março 06, 2023
«As Tábuas de Buxo de Apronenia Avitia», de Pascal Quignard
terça-feira, fevereiro 28, 2023
Dois policiais
Dois policiais, duas narrativas completamente distintas separadas também pelo tempo. A primeira, de Carter Dickson, A Flecha Assassina, publicada nos anos 30, consegue ser uma obra interessante passando-se somente num tribunal e, menos, numa tasca inglesa. Toda a trama de um assassinato é descoberta em pleno tribunal, incentivando-nos a deduzir, pelo leitor, o caminho que levará ao final do enredo. As estratégias levadas a cabo pelos advogados de defesa e acusação são marcadas por uma forma literária que nos prende do princípio ao fim.
Já Os Diários Secretos, de Camila Lackberg de 2007, são 500 páginas, algumas desnecessárias, que retratam a impossibilidade da Suécia e dos Suecos em verem-se livres de um passado de colaboração com os nazis e ocupação alemã sob a capa de uma neutralidade criminosa. Pelos vistos, e segundo as palavras da autora, foram muito mais os colaboracionistas do que os resistentes. Mas isso são contas de outro rosário. A trama é mais viva nas últimas páginas do que o enredo inicial onde a autora, que tem mais de 20 milhões de livros vendidos, parece não saber para onde quer ir a narrativa. Foi com algum alívio que vimos confirmar as nossas suposições de quem era o assassino. Afinal não foram os nazis os carrascos, também aí há bons rapazes!!, mas sim um velho resistente. Ele há gente para tudo.
alc
sábado, fevereiro 25, 2023
«Tár»
segunda-feira, fevereiro 20, 2023
«Alfabeto Adiado», de José Ricardo Nunes. 13 anos depois um livro diferente com o mesmo título
segunda-feira, fevereiro 13, 2023
«Não-Lugares. Introdução a uma antropologia da sobremodernidade», de Marc Augé
sexta-feira, fevereiro 03, 2023
«A Mais Baixa Profissão», Boris Vian
quinta-feira, fevereiro 02, 2023
«Os Anos», Annie Ernaux
Mas «Os Anos» de Annie Ernaux é um livro de memórias, por vezes duras, outras de verdadeira euforia, mas com uma preocupação central que é demonstrada pela epígrafe de Tchekov que escolheu:
« - Sim. Seremos esquecidos. É assim a vida, nada a fazer. O que hoje nos parece importante, sério, cheio de consequências, pois bem, um dia vai cair no esquecimento, vai deixar de ter importância. E o que é curioso é que não podemos saber hoje, o que, um dia, vai ser considerado bom e importante ou medíocre e ridículo. (...) Até pode acontecer que esta vida de agora, que tanto defendemos como nossa, venha um dia a ser considerado estranha, desconfortável, imbecil, não seja suficientemente inocente e, quem sabe, seja até condenável.»
E é este centro de um «diário» de 20 anos que a autora desfila os acontecimentos que a marcaram mais negativa ou positivamente na sua vida. Mas isso pouco interessa. A libertação que constituiu para a mulher a invenção da pílula, que permitiu a esta «comportar-se sexualmente como um homem» sem o perigo da gravidez indesejada, a despenalização do aborto, as carreiras académicas que abraçaram, a possibilidade do divórcio e do recomeço são etapas que descreve com a nostalgia de quem passou pelo Maio de 68 já mais velha que os estudantes barricados no Quartier Latin e na Sorbonne. Previu e aceitou a libertação que residiu nas revoltas quer dos estudantes, quer dos trabalhadores em greve geral. Mas também o tédio das sucessivas eleições e traições da maioria dos políticos socialistas e o quase desaparecimento do PCF. Claramente da esquerda socialista, antirracista, anti Le Pen, destaca o consumo desenfreado como um mal que corrói lentamente a Europa e já não só a França. Acusa os media de induzir ao esquecimento pela avalanche de «notícias» que substituem rapidamente as verdadeiras causas. Causas essas que podem ser perigosas para os governos e que criam a anomia social.
Durante muito tempo professora de liceu simpatizava e, simultaneamente, desconfiava dos jovens que os via cada vez mais consumistas e alienados pelo imediato. Entediavam-se, formavam «turmas desumanas» e quando se manifestavam na rua como em 95, logo que parte das suas reivindicações eram aceites pelos governos, recolhiam às aulas. Via a aproximação da reforma, destruindo apontamentos e livros que antes serviam para preparar aulas e o medo de perder gradualmente a memória foi decisiva para a escrita deste livro. Portanto, quem o ler, sabe que os momentos que ela analisa são os mesmos por que passámos, principalmente a partir dos anos 70, quando atingimos a liberdade em Portugal. A identificação torna-se assim uma atrativo simpático deste «Os Anos» que termina significativamente com um «Salvar qualquer coisa do tempo onde não voltaremos a estar». O círculo então fechou-se.
Livros do Brasil/Porto Ed.
1ª edição em França - 2008. Em Portugal - 2020
Tradução de Maria Etelvina Santos
António Luís Catarino
segunda-feira, janeiro 30, 2023
«Só o Tempo Dirá», de Jeffrey Archer
quinta-feira, janeiro 19, 2023
«Vida a Crédito - arte contemporânea e capitalismo financeiro», Tomás Maia
Na Galeria da Revista «A Ideia». Manuel de Castro e Pedro Oom
«O Manipulador», de John Grisham










