Soube ontem: Morrer na Praia vai estar no Teatro de Campo Alegre, no Porto em 15 e 16 de Novembro. Também não sei como se processa a compra de bilhetes, mas vão por mim, e tentem saber na bilheteira do teatro como se podem comprá-los.
domingo, novembro 03, 2013
«Morrer na Praia», peça de teatro de Filipa Leal no Teatro de Campo Alegre, no Porto
Último JL: António Carlos Cortez faz a crítica de «Compositores do Período Barroco», de José Ricardo Nunes
«O livro mais recente de José Ricardo Nunes poderá não ser encontrado nas secções dedicadas à poesia. Com um título suficientemente ''estranho'' para quem não identifique a Deriva como chancela editorial que tem vindo a publicar poetas mais jovens (Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Ricardo Gil Soeiro, Pedro Eiras ou Luís Maffei são alguns dos autores do seu catálogo), este Compositores do Período Barroco pode muito bem passar por ser uma espécie de compêndio sobre a música daquele período, espécie de guia dos mais relevantes compositores daquele tempo. Em todo o caso, importa ver que o título, até por nos poder conduzir a um equívoco, é já uma relevante pista de leitura...» Assim se inicia a longa e rigorosa crítica no último Jornal de Letras, de António Carlos Cortez sobre Compositores do Período Barroco de José Ricardo Nunes, recém editado pela Deriva e presente em todos as livrarias. Vale a pena consultá-lo.
Apresentação de Segmento, de Hugo Neto. Com Filipa Leal, dia 2 em Lisboa
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| Hugo Neto ao fazer a sua intervenção, ladeado por Filipa Leal e cá pelo editor |
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| Palavras também dirigidas à Filipa |
Lançamento de Segmento, de Hugo Neto, foi ontem em Lisboa, no Ateneu. Mais concretamente no Bar Primeiro Andar, junto ao Coliseu, nas Portas de Santo Antão. Contou com a presença de Filipa Leal e houve emoção como só ela é capaz de transmitir numa passagem de testemunho sentida. Muita gente, gente interessada e com disponibilidade para conhecer um jovem poeta como o Hugo. Gente que não desiste de saber como se pode construir um novo quotidiano baseado na compreensão da poesia. No fundo, tão simples como isso. Vai ser muito difícil esquecer aqueles momentos.
quinta-feira, outubro 31, 2013
Um poema de Hugo Neto, em Segmento. Lançamento no sábado em Lisboa
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| Hugo Neto com o Sado ao fundo. 2013 |
terça-feira, outubro 29, 2013
Ler Que se Lixe a Troika, de João Camargo. 2ª edição
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| 2ª edição |
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| João Camargo na última manifestação do QSLT, Lisboa, 26 de Outubro de 2013 Foto Paulete Matos |
Um livro com em excelente levantamento das principais manifestações dos últimos três anos em Portugal e que marcam indelevelmente a política portuguesa. A contestação ao sistema partidário actual, de modo a aprofundar a democracia, é uma constante do livro de João Camargo, assim como o levantamento das principais causas da chamada «crise» austeritária que nos (des)governa. Fundamental ler. Já na 2ª edição.
domingo, outubro 27, 2013
Apresentação de Segmento, de Hugo Neto
Eis a primeiríssima obra de Hugo Neto que a Deriva vai publicar já a 2 de Novembro. Setubalense, Hugo Neto é um jovem estudante de Letras de Lisboa e que trabalha em restauro de obras de arte. Esta semana iremos dar notícias e propor às pessoas irem conhecê-lo no Bar Primeiro Andar, junto ao Coliseu (nas Portas de Santo Antão, 110, 1º andar, claro!), em Lisboa. A apresentação ficará a cargo de Filipa Leal.
sábado, outubro 26, 2013
Fotos da apresentação de Dos Espaços Confinados, Coimbra
A Livraria Alfarrabista Miguel de Carvalho soube criar um espaço agradável numa verdadeira homenagem ao livro. Foi um prazer conhecê-la e conversar com as dezenas de amigos e indefectíveis da poesia de Catarina Costa. O ambiente era, portanto, óptimo e foi assim até ao fim da conversa que se manteve com a Catarina. A Sandra leu alguns textos do livro e as pessoas ficaram a saber da nítida diferença entre o seu último livro e este. Ouviram atentas (até emocionadas, como foi dito) as palavras construídas com o cuidado e rigor que a autora imprime à sua escrita. Uma certeza: Catarina Costa foi convidada in loco para estar presente no próximo Mal Dito, Festival de Poesia em Coimbra, e em Novembro, Aurelino Costa disponibilizou-se para apresentar Dos Espaços Confinados, na Póvoa de Varzim, no Diana Bar.
Esperemos agora que a Fnac e a Bertrand se apercebam da novidade que constitui esta poesia e sejam pródigos na distribuição. O público de poesia só terá a ganhar.
Sobre Dos Espaços Confinados, de Catarina Costa
«Nessa época fui trabalhar para longe, um sítio urbano, mas
agreste. Não respirava nem ar de cidade nem de campo, a atmosfera era em mim um
peso abafado, de exalações entorpecidas a corroerem por dentro as divisões da
hospedaria, o meu quarto.» É a poética muito própria de Catarina Costa que
assim se exprime, sendo criada por estranhas linhas que se interceptam e cruzam
em cidades imaginadas, estruturas urbanas constituídas por centros e
arrabaldes, campos que sugerem proximidades contraditórias, que se relacionam
com vultos que agem e se movem num aparente caos, metáfora da modernidade.
Não deixa de ser notável que a autora consiga de um modo tão
eficaz ligar ruas, espaços, escadas, janelas,
soleiras, vultos esquivos que se movem à noite, envoltos em halos de
luz, mas com o aviso do tempo sempre presente, fustigado em cada criação
poética. Tempo e luz, acção e claridade apresentam-se quase sempre, na poesia
de Catarina Costa, como uma dialéctica necessária ao poema. Será por isso que
diz: «Os espaços, os objectos, o próprio horizonte estão dentro da nebulosidade
própria de uma época e só os reconhecemos pelo hábito de darmos forma ao que
nos rodeia.»
É com esse desassombro poético que as palavras de Catarina
Costa assumem, no papel, uma identidade tão própria, quase ao ponto da emoção,
quando, numa escultura formada de palavras se deixa envolver por possíveis
nostalgias: «Escrevia-te para que chegássemos a um acordo sobre o nada. E sem
que me respondesses eu continuava a escrever-te cartas e mais cartas porque,
tal como tu, também eu queria perceber o porquê de uma tão grande percentagem
de matéria negra.»
Cidade, tempo, linhas, palavras, luz, noite, gente, seriam
as chaves óbvias para acalmar o caos criado por Catarina Costa, mas que ninguém
certamente terá a ousadia de usar, porque esse contraponto seria a ordem, o fim
da poesia.
António Luís Catarino
Coimbra, 25 de Outubro de 2013
sexta-feira, outubro 18, 2013
Apresentação de Dos Espaços Confinados, de Catarina Costa em Coimbra
sexta-feira, outubro 11, 2013
Apresentação de Dos Espaços Confinados, de Catarina Costa com nova data e local
Confirma-se: dia 25 de outubro, sexta-feira, pelas 21:30 horas terá lugar a apresentação de Dos Espaços Confinados, de Catarina Costa. Será na Livraria Alfarrabista Miguel de Carvalho, em Coimbra. Seguirá convite para todos.
Lembramos que o lançamento deste livro esteve agendado para este fim de semana, mas problemas técnicos levaram aos seu adiamento.
Neofascismos e apatias
Não sei se, hoje, Portugal não simpatizaria com uma solução parecida com a de Marine Le Pen que entretanto atinge já os 24% de votos em França. Não digo isto para provocar o que quer que seja. Não tenho grande vontade de provocar alguém, muito menos essa entidade cada vez mais abstracta que é o «povo».
Digo-o porque me incomoda verdadeiramente a extrema-direita e tudo o que ela representa como o regresso a valores que julgava já ultrapassados: a submissão da mulher, a estupidez do racismo, as hierarquias infalíveis, a força como finalidade última da acção humana, o preconceito e a homofobia, a eliminação dos fracos, o ódio à paz e à cultura, a valorização da guerra. Basta isto para me pôr a penantes para resistir. Com qualquer forma de resistência, diga-se. E sei de muita gente que o fará com alegria, até. O que me incomoda verdadeiramente (repito) é a aliança que o fascismo actual faz com a tecnologia e o capitalismo banqueiro e de tipo «asiático». Isto sim, faz um caldo que pode levar a vitórias eleitorais com o símbolo último da austeridade como argumento fundador.
Entretanto, sairei hoje para ir ver Hanna Arendt. E pensar que Eichman era um tipo vulgar. É essa vulgaridade que cria os piores monstros. A apatia do povo português assusta-me tanto como ele.
quarta-feira, outubro 09, 2013
Aqui na Terra, do jornalista Miguel Carvalho, à venda na Nova Almedina do ArrabidaShopping
Está à venda na Nova Almedina do Arrabida Shopping, no Porto, o livro Aqui na Terra, do jornalista da Visão, Miguel Carvalho e editado na Deriva
terça-feira, outubro 08, 2013
Alteração da data de lançamento de Dos Espaços Confinados
Devido a problemas técnicos que não foram resolvidos em tempo útil pela tipografia com que trabalha a Deriva, o lançamento do livro de Catarina Costa, Dos Espaços Confinados, que estava previsto para este fim de semana, em Coimbra, foi adiado para dia 26 de outubro, em local a anunciar. Lamentamos muito este facto e pedimos desculpa a todos e em especial à autora.
segunda-feira, outubro 07, 2013
Recensão de Literatura para a Infância e a Juventude e Educação Literária no El Correo Gallego
Recensão a "Literatura para a infância e juventude e educação literária", um volume coletivo organizado por Madalena Teixeira da Silva e Isabel Mociño González, com a chancela da Deriva Editores. Também foi publicada no "El Correo Gallego".
quinta-feira, outubro 03, 2013
Entrevista a Catarina Costa, autora de Dos Espaços Confinados
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| Catarina Costa |
No dia 11 de outubro, pelas 21:30, na Casa da Escrita, em Coimbra, Catarina Costa apresentar-nos-á o seu Dos Espaços Confinados, o último livro de poemas que publicou, em conjunto com a Deriva Editores. Temos a certeza que este seu novo livro irá ser um acontecimento poético que obrigará à atenção que merece. Eis a entrevista que a autora nos deu:
Catarina, não é a primeira vez que edita.
Fale-nos da sua criação poética anterior.
De facto, publiquei um livro em 2008, “Marcas de urze”, pela Editora Cosmorama. É um livro de poemas curtos escritos em verso e com uma linguagem mais apoiada em imagens herméticas. Em virtude de a minha escrita ter-se modificado muito desde então, este meu primeiro livro provoca-me hoje alguma estranheza.
Como surgiu Dos Espaços Confinados?
De facto, publiquei um livro em 2008, “Marcas de urze”, pela Editora Cosmorama. É um livro de poemas curtos escritos em verso e com uma linguagem mais apoiada em imagens herméticas. Em virtude de a minha escrita ter-se modificado muito desde então, este meu primeiro livro provoca-me hoje alguma estranheza.
Como surgiu Dos Espaços Confinados?
Comecei a
escrever os textos que compõem Dos
espaços confinados ainda sem ter uma ideia para o livro que daí iria
resultar. Depois verifiquei que os
motivos de muitos dos textos se desenvolviam tendo como pano de fundo espaços
físicos que acabavam por ser interiorizados e onde ressaía uma certa ideia de
fechamento, ou de confinamento, como se houvesse algo mais ou menos indefinido
a prender as personagens.
Enganamo-nos quando dizemos que Dos Espaços Confinados é um livro de poesia (excelente por sinal) onde se cruzam vários caminhos em espaços quase sempre urbanos? Porquê essa procura na cidade?
Enganamo-nos quando dizemos que Dos Espaços Confinados é um livro de poesia (excelente por sinal) onde se cruzam vários caminhos em espaços quase sempre urbanos? Porquê essa procura na cidade?
Essa procura
faz-se na cidade, que associo, com a ilusão que lhe possa estar subjacente, à pluralidade
das escolhas. De qualquer modo, a referência explícita à cidade é mais patente
na primeira parte do livro, que foi a que escrevi há mais tempo.
As pessoas que aparecem em Dos Espaços Confinados são vultos
fugidios. Limitam-se às suas actividades repetitivas, enquadradas na sociedade,
dando ideia que fogem de qualquer coisa. Do tédio? De que fogem, afinal?
Não sei. Algumas
das personagens foram baseadas em pessoas com quem me fui cruzando e que me
apareceram efectivamente como vultos. Nunca as conheci o suficiente para
decifrar os seus movimentos.
Qual a situação actual, no país, para os jovens poetas? Em Coimbra há a Casa da Escrita, mas é suficiente?
Qual a situação actual, no país, para os jovens poetas? Em Coimbra há a Casa da Escrita, mas é suficiente?
Todos os espaços
culturais, como a Casa da Escrita, são valiosos na divulgação de novos
trabalhos. Penso que a situação actual que o país atravessa afecta a poesia
apenas enquanto objecto de mercado. A poesia parte não poucas vezes de algum
tipo de conflito e por isso não julgo que as crises sejam um obstáculo à sua
escrita, que continuará a ser realizada marginalmente ou não.
Catarina, já pensa no seu próximo livro?
Catarina, já pensa no seu próximo livro?
De certo modo,
sim. Eu escrevo de uma maneira mais ou menos continuada consoante os diferentes
períodos de vida sem pensar em termos de construção de um livro. Ciclicamente,
olho para aquilo que escrevi e começo a dar-lhe uma estrutura.
segunda-feira, setembro 23, 2013
António Ramos Rosa - A Mão de Água e a Mão de Fogo
A Mão de Água e a Mão de Fogo : antologia poética / António
Ramos Rosa ; posf. Maria Irene Ramalho Sousa Santos. Capa: António Luís Catarino PUBLICAÇÃO: Coimbra : Fora
do Texto, 1987 DESCR. FÍSICA: 279 p. ; 21 cm COLECÇÃO: Poesia nosso tempo ; 45
Em 1987 a Fora do Texto, de Coimbra, editou A Mão de Água e Mão de Fogo, uma antologia de António Ramos Rosa que acompanhou, junto com António Martins, a edição da obra. Tem posfácio de Maria Irene Ramalho sendo que a capa é cá do editor, nessa ocasião vivendo nessas paragens. Marcou-me imenso o trabalho que tive com António Ramos Rosa e vivi intensamente os seus períodos de euforia e também de profundo silêncio que alternavam entre si. Marcou-me a profundidade da sua inteligência e os seus gestos de grande generosidade traduzidos pela oferta de um desenho ou pelas palavras escolhidas e que se nos dirigia, como se fosse um poema que construía. Até sempre.
Ana Teresa Pereira e o elogio de José Tolentino Mendonça
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| Foto de José Miguel Rodrigues |
Há algo de muito justo e nobre no último artigo de José Tolentino Mendonça na Revista do Expresso desta semana, quando se refere a Ana Teresa Pereira como «uma das mais extraordinárias escritoras (que) continua a ser uma perfeita desconhecida». Assim é. Pessoalmente, nunca compreendi este silêncio à volta da autora, mesmo depois de ter ganho o Grande Prémio de Romance e Novela da APE de 2012. Mas deparo-me, mesmo assim, com outro mistério: é que já não é o primeiro prémio, nem o segundo, nem sequer o terceiro que ganha. Tem perto de trinta livros publicados e conheço-a desde os anos 80 fidelizando um público entre o qual me incluo, desde a célebre colecção da Caminho policial. Avanço outras hipóteses: Ana Teresa Pereira tem uma escrita gótica, nada fácil, rebuscada e muito centrada nas teias do corpo e do invisível, das emoções. Mas não me fio que seja isso, porque há quem escreva mal e tenha a distinta lata de pensar que o faz e ainda por cima seja reconhecido. Avento mais uma: viver na Madeira, com as tais insularidades que se pagam caro, no afastamento dos círculos literários do continente. Mas não, não pode ser isso, porque há vários exemplos que o negam. E, paulatinamente, vejo-me na contingência de dar razão a Paulo Kellerman, outro escritor premiado com um APE e a Henrique Manuel Bento Fialho que já escreveu sobre isso. É possível que este «esquecimento» tenha a ver com a escolha pelo conto que Ana Teresa Pereira realizou e, ainda por cima, com uma grande qualidade literária. E tenho receio que tenha razão o Paulo quando diz que, neste país, o conto é um estilo maldito. Talvez seja, mas existir José Tolentino Mendonça que a fez lembrar dá-me outro alento e pensar que ainda há justiça por cá.
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Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas, coord. Pedro Eiras
O encontro «Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas» aconteceu
no Auditório da Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, a 11 de Outubro de
2007, organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos, com concepção inicial e
coordenação de Pedro Eiras.
Nesse dia, a todos os títulos memorável pelo seu interesse e
pela novidade no campo da crítica e do ensaio literário, ouviram-se as
intervenções de Marinela Freitas, Mariana Leite, João Paulo Sousa, Catarina
Nunes de Almeida, Miguel Ramalhete Gomes, Raquel Ribeiro, Margarida Gil dos
Reis, Helena Lopes, Joana Matos Frias, José Ricardo Nunes, Andréia Azevedo
Soares e Daniel Jonas.
Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas começou por ser um ciclo
de palestras em torno de um desafio comum. Realizou-se no dia 11 de Outubro de
2007, em quatro sessões de comunicações e debates, no Auditório da Biblioteca
Florbela Espanca, com organização da Câmara Municipal de Matosinhos. (…)
Durante todo o dia 11 de Outubro, um público numeroso e
fidelíssimo acompanhou e dialogou com estas leituras da mais jovem poesia. O
livro que agora se publica corresponde aos doze textos, revistos, eventualmente
repensados a partir dos debates. (…)
Da mais premente contemporaneidade se fala também neste
livro. Os doze autores chegaram ao ensaio precisamente no momento em que os
poemas aqui lidos eram escritos. Pretende-se dar conta desse encontro. Alguns
dos autores deste livro, embora se apresentem aqui como ensaístas, são também
poetas revelados nas décadas de 1990-2000, e chegam a ser estudados em alguns
ensaios.
Geram-se pois, ao mesmo tempo, coincidências e dispersão –
igual-mente produtivas. Por um lado, há referências que se cruzam, repetem,
permitem definir projectos do que seja a poesia hoje. Para uma escrita
necessariamente em transformação, dizem-se assim algumas cartografias
possíveis.
Do Prefácio, por Pedro Eiras
Preço: 10,80 euros
Referência 1504006
ISBN 978-972-9250-37-8
Edição: Maio 2008
PP: 184
Formato: 210 x 145
Capa: Brochado
sexta-feira, setembro 20, 2013
Crítica de António Carlos Cortez a Bartlebys Reunidos no último JL
A crítica de António Carlos Cortez a Bartlebys Reunidos, de Ricardo Gil Soeiro, pode encontrar-se na página 13 do último Jornal das Letras de 18 de setembro a 1 de outubro de 2013
terça-feira, setembro 10, 2013
Hoje, na Bertrand Dolce Vita, Porto
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| Bartlebys Reunidos, de Ricardo Gil Soeiro na secção de Poesia. Junto com Domingo no Corpo, de Aurelino Costa, Vale Formoso de Filipa Leal, Compositores do Período Barroco de José Ricardo Nunes |
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| Compositores do Período Barroco, de José Ricardo Nunes |
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| Que se Lixe a Troika, de João Camargo, bem acompanhado na secção de Política |
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| Na secção de Ensaio o livro da Deriva/ILC da FLUP coordenado por Teresa Martins de Oliveira Ao Encontro de Max Frisch |
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José Ricardo Nunes,
livrarias,
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Ricardo Gil Soeiro,
Teresa Martins de Oliveira
sexta-feira, setembro 06, 2013
Deriva Juvenil. 4 escolhas das Escolas
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Luís Mourão,
Plano Nacional de Leitura,
Ramón Caride
Deriva Infantil. 4 escolhas para as escolas
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| O Aquário, de João Pedro Mésseder e ilustrado por Gémeo Luís. 4ª Edição. 12.50 euros. No Plano Nacional de Leitura. Inúmeras explorações pedagógicas elaboradas por professores aqui neste blogue. |
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| Com Quatro Pedras na Mão. Poemas sobre o Porto. Música de Suzana Ralha cantada pelo Bando dos Gambozinos. Ilustração de Emílio Remelhe. No Plano Nacional de Leitura. 18 euros, com CD |
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| Conto da Travessa das Musas, de João Pedro Mésseder e ilustrado por Manuela São Simão. 12 euros |
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| Vozes do Alfabeto, de João Pedro Mésseder, ilustrado por João Maio Pinto. No PNL. 9,50 euros |
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Encontros Luso-Galaicos-Franceses do Livro Infantil e Juvenil,
Gémeo Luís,
João Maio Pinto,
Joao Pedro Mésseder,
Manuela São Simão,
PNL
sábado, agosto 31, 2013
Joaquim Castro Caldas, cinco anos
Como se pode medir a ausência de um poeta? Não sabemos, nem nos atrevemos a fazer muitas considerações sobre essa falta que nos faz não ter aqui o Joaquim. Faz-nos falta o seu viver poético, faz-nos falta o seu sorriso irónico, faz-nos falta a sua mordacidade, faz-nos falta a sua incapacidade partilhada em viver a vidinha. Um abraço, Joaquim.
Uma aura
Numa folha branca
se passa a mão
e apetece marrar
ficam marcados
na areia dorida
os passos que se dão
para deixar a maré
e rasgar uma outra
à água que rebenta
em espuma a praia
se o corpo se entrega
a uma concha aberta
Mágoa das Pedras, Deriva, 2008
Aurelino Costa na Porta Treze
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| A Livraria Porta Treze em Vila Nova de Cerveira |
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| Luandino Vieira apresentando Aurelino Costa |
Foi hoje, na Porta Treze, em Vila Nova de Cerveira, a sessão de poesia de Aurelino Costa que trouxe, com ele, Domingo no Corpo. A sessão foi interessante e participativa tendo, vários convidados, lido os poemas do último livro do autor. Um espaço simpático e a convidarmos a seguir as suas actividades. Luandino Vieira recebeu-nos. Prometemos lá voltar. Presentes: Anxo Pastor que fez a capa e a ilustração da obra e Alexandre Teixeira Mendes entre muitos outros.
quinta-feira, agosto 29, 2013
Transiberic Love, de Raquel Freire
Ler Transiberic Love é um desafio aos sentidos, se ainda os
temos incólumes e isto após os ataques continuados à nossa vida quotidiana
vindas do estado e dos mercados. Revemo-nos nele. Sentimo-lo em cada linha, em
cada palavra, mesmo que Raquel Freire tenha escolhido algumas claramente
panfletárias. Não importa. Aliás, essas palavras tornam-se excepcionalmente
belas no contexto do livro. Tudo ali é coerência, tudo ali se enquadra num
livro emotivo, revolucionário, vívido e, literariamente, extremamente
interessante.
Tinha curiosidade em lê-lo e dois dias me bastaram, rápidos
a absorvê-lo e, principalmente, a compreendê-lo. Estou na casa dos 50 e entre
Janes Joplin e Amy Winehouse, já passaram os Clash, os Velvet Underground,
David Bowie ou Byrne. Filho da tal revolução sexual dos anos 60 e desconfiado
de tanta fruta, preferi, jovem, aguardar pelo movimento punk e ver no que
paravam as modas quanto à libertação sexual, argumentando ao mesmo tempo pela
necessidade de uma revolução social. Entretanto, tal como Maria, personagem
revolucionária do romance, vi-me a comprar jornais todos os dias, a ter
emprego, a gerir o tédio como quem não queria a coisa. Erro meu, erro nosso.
Quando vivíamos a Arte de Viver da Geração Nova, de Vaneigem, não levámos
suficientemente a sério o aviso: «Aqueles que falam de revolução e de luta de
classes sem se referirem explicitamente à vida quotidiana, sem compreenderem o
que há de subversivo no amor e de positivo na recusa das coações, esses têm na
boca um cadáver.» Já Raquel Freire prefere a fórmula de uma revolucionária
obrigando-se a proclamar «se não puder dançar, então isto não é uma revolução».
As personagens de Transiberic Love são livres na sua beleza
andrógina, na recusa de serem catalogados no binómio biológico, provocando a sociedade,
voando com as suas asas de anjos loucos, bebedores, drogados, procurando
violentamente a felicidade. Duvido que não haja o mínimo de comoção no leitor
quando a autora nos faz dançar com Marx, com os que estiveram presentes na I e
II Internacionais, ou quando estamos numa reunião comunitária com transsexuais,
lésbicas, homossexuais ou bissexuais ávidos por reconhecimento das suas
identidades: «Danço. Olho-nos a dançar nas discotecas, mestiçxs, lésbicas
excêntricas em transe, drag queens entusiasmadas, butches loucas, trichas de
tão bichas, drag kings esfusiantes, translovers fervorosas, feministas
radicais, gays musculados como rochas, transexuais eufóricos, lésbicas tímidas
a dançarem possuídas, bissexuais a rirem de todxs, trangéneros ávidos, trans
andróginos mais belxs do que todos os anúncios de Calvin Klein e do que toda a
moda capitalista junta, a palavra de ordem é transformação, toda a vida é feita
de mudança (...),» (pág. 255). É assim, com Camões e a evidência da mudança,
que teremos a certeza que estes nossos filhos da revolução que não quisemos
fazer nos anos 80, nos mandam à cara. Com amor, mas esse amor não é o que
julgamos ser: « - Não é novo! (a noção de amor universal) É um código que
repetimos porque estamos sempre a vê-lo na música, no cinema, na televisão, na
literatura, na religião, na escola, no discurso da família... tudo parece
obedecer ao amor como valor universal: all you need is love. Todas as músicas,
todos os livros, hetero e gays, todos os filmes repetem a palavra amor. Deus é
amor! Todos idolatram o amor: padres, políticxs, poetas, psicólogxs,
professorxs, putas, artistas, jornalistas, sociólogxs, sexólogxs, antropólogxs,
humanistas, socialistas, democratas, monárquicxs, comunistas, fascistas...» (pág.
227) Aqui ninguém sai ileso. Como nos concertos de Jim Morrison, quando
declarava «Daqui ninguém sai vivo», também as personagens de Raquel Freire são
implacáveis na sua fuga para a frente. Não há cedências a ninguém, nem a
nenhuma ideologia. Mesmo Marx aparece como uma ferramenta essencial para
afastar o ressentimento legítimo ao capitalismo «O marxismo salva-me da
tristeza, o capitalismo escraviza-me, repito para mim mesma enquanto danço. É o
meu mantra.» (pág. 136), mas a personagem sabe que tem de travar esse entusiasmo.
No fundo, percebemos a formação filosófica de Raquel Freire a fugir aos dogmas.
Mais uma lição que recebemos na leitura de Transiberic Love. E um aviso sério
meus caríssimos leitores: «Somos sobreviventes, mutantes, répteis voadores, mas
dos que voam baixinho, baratas é o que nós somos, sobrevivemos a todas as
guerras, todos os colapsos dos mercados, todos os desastres amorosos, todas as
overdoses dos nossos amigos, a todas as mortes inglórias, we are young, drunk,
beautiful and free». Seja. Irei com eles. É um livro muito bonito.
Na Bertrand do GrandPlaza, Baixa do Porto. Poesia da Deriva
Ontem, na estante de poesia da Bertrand do GrandPlaza na Baixa do Porto (Fernandes Tomás) os últimos livros da Deriva:
Domingo no Corpo, de Aurelino Costa
Vale Formoso, de Filipa Leal
Compositores do Período Barroco, de José Ricardo Nunes
Bartlebys Reunidos, de Ricardo Gil Soeiro
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Ricardo Gil Soeiro
terça-feira, agosto 27, 2013
Antero de Quental, em «Suicidas», de Henrique Manuel Bento Fialho
Enquanto se espera pacientemente que acabe a silly season e recomece o trabalho de distribuição e, com ele, a presença de Suicidas nas livrarias, abrimos a vossa curiosidade com «Antero de Quental», prosa poética de Henrique Manuel Bento Fialho criado com base nesta figura incomparável da política e literatura portuguesas.
ANTERO DE QUENTAL
Nascidos em território já conquistado, terão pela frente a árdua tarefa
da preservação. O dever da preservação é problemático, sobretudo quando nos
vimos obrigados a preservar algo que não foi por nós conquistado e não seria
nossa vontade deter caso nos tivesse sido oferecida a oportunidade de escolher
entre o território que nos colocaram nas mãos e outro algures à mercê da nossa
vontade. O ímpeto expansionista de um animal domesticado está demarcado, à
partida, pelas paredes, pelos muros, pelas vedações, pelas fronteiras, físicas
ou psicológicas, que vão sendo erguidas, ao longo da vida, em torno dos seus
desejos, das suas eventuais ambições, da sua mais íntima fome. Por isso, sempre
que pode, o animal doméstico entretém-se a desenhar cidades invisíveis no prato
que lhe trazem à mesa, molda com os dedos o puré de batata, transformando-o no
rosto que o acompanha em sonhos, desenha com a ponta do garfo, no molho da
carne, os contornos dos vales onde imagina pertencer a sua volúvel identidade.
O animal doméstico não se sacia migrando do quarto para a sala, da sala
para a cozinha, da cozinha para a garagem, desta para o sótão, mas poder caminhar
nesse labirinto de tijolo e cimento, adornado com estantes, retratos,
resquícios do tempo observados como uma fenda abrindo-se na palidez do rosto,
poder andar para ali, curvado, de um lado para o outro, arrastando o seu
desânimo, a sua desesperança, a sua melancolia, a modorra dos dias, pelos
mosaicos, pelos tapetes, pelas carpetes semanalmente aspiradas, poder rastejar
sobre o soalho afagado e ladrilhado é para ele uma inominável aventura.
Olhem para o animal doméstico, ainda agora chegado ao espelho mal
iluminado da casa de banho, aparando a barba, lavando os dentes amarelecidos,
bocejando o sono mal dormido, olhem para ele a enfiar-se na banheira como se os
azulejos fossem a vegetação que ilumina as cachoeiras onde nunca lavou o corpo.
Olhem-no a ensaboar o tempo, afastando da pele a poluição que trouxe consigo da
travessia do deserto. Ai o deserto, o deserto, essas cidades iluminadas pelo
fogo das chaminés industriais, movidas a turbinas de aço, atravessadas pela
velocidade distorcida dos veículos.
E um homem afasta-se e sente o silêncio a cair sobre o ruído, sente o
ruído a ficar para trás e experimenta a rara e furtiva sensação de conforto que
nenhuma poesia oferece, porque toda a poesia, mesmo quando se aproxima do
silêncio, resulta de uma interrupção, de um conceito que arrasa a ordem natural
e extra-moral do espaço, impondo-lhe os seus fantasmas, os seus edifícios, as
suas construções, a sua arquitectura.
Ainda assim, para o animal doméstico, essa poesia é a ilha deserta onde
ele naufragou voluntariamente. Ainda assim, essa poesia é a piroga que o levará
na corrente de rios imaginários até às cachoeiras onde nunca lavou o corpo.
Porque o seu corpo é já tão-somente uma hélice, um motor, um instrumento ao
serviço da domesticação de que o próprio é vítima.
Ó belo e estranho ser, teus pés não se afundaram no cimento, teus
músculos ainda não oxidaram, os teus ossos têm nervo. Desse nervo, poderás,
quem sabe, levantar-te da jardinagem paisagística à selvática e caótica beleza
das gavinhas, poderás, quem sabe, prescindir dos museus que te oferecem o mundo
em segunda mão e, quem sabe, chegar à primeira mão do mundo, para que daqui a,
esperemos, muitos anos, possam final e irremediavelmente domesticar-te na
geometria fria dos cemitérios.
Domingo no Corpo, na Porta Treze. Cerveira. 31/08. 16:00
Dia 31 de Agosto, pelas 16 horas, Aurelino Costa apresentará o seu último livro de poesias, Domingo no Corpo, editado pela Deriva. Estaremos lá com todo o gosto. É em Vila Nova de Cerveira e a associação poética é tão simpática como a vila que nos receberá.
“Visto que não havia porta treze…
No princípio eram umas tertúlias no Convento de San Payo do
Monte sobranceiro à vila de Cerveira e ao rio Minho de onde, em dias límpidos,
quase se avista o Brasil para lá das montanhas da Galiza…
… e meses mais tarde, no regresso de uma dessas tertúlias, já na vila, descendo a Rua
Queirós Ribeiro frente à antiga Livraria Luís Pedro (que informalmente funcionava
de «centro cultural» desde a sua fundação em 1960), se viu que faltava a porta
13 em sua fachada. Da sorridente observação às suas simpáticas proprietárias
nasceu o nome para uma – logo ali perfilhada – tertúlia, ou o que quer que
fosse, que celebrasse a poesia como a mais alta expressão da arte literária!
E se ajuntou um grupo de doze fiéis discípulos de Camões, o
Luís Vaz, que decidiu formar uma associação com esse fim único de convívio
poético. De todo o mundo com a poesia. E da poesia com todo o mundo. De todo o
mundo e ninguém, como manda a tradição literária, poética. Que todo o mundo diz
a querer amar e ninguém diz que a vai trair.
O futuro falará, só pela voz das nossas acções.
Porta Treze, a nossa associação, rigorosamente cultural para
fins de solidariedade social, está aberta a todos quantos a queiram e em
celebração da poesia da língua portuguesa.
Só isto: a poesia – que é a nossa vida; a língua portuguesa
– que é a alma que essa vida guarda.”
Luandino Vieira
A porta treze, associação poética de todas as artes tem por
objectivo celebrar a Poesia como realização da Arte Literária, sob todas as
suas formas e em relação com as outras Artes, através de iniciativas de estudo,
formação, produção, edição e divulgação como convívios, oficinas, recitais,
exposições, colóquios, seminários, conferências, congressos, festivais ou outro
tipo de manifestações que tenham a Poesia como motivo.
Porta Treze – Associação Poética de todas as Artes
Rua Queirós Ribeiro nº 11/15
4920-289 Vila Nova de Cerveira
telefone
+351 251795115
e-mail da associação
portatreze@gmail.com
segunda-feira, agosto 26, 2013
Que se Lixe a Troika!, de João Camargo. 2ª edição
Chegou à 2ª edição Que Se Lixe a Troika!, de João Camargo. É possível que haja alguns atrasos de reposição devido ao mês de Agosto que é, ainda, um mês de férias. No entanto, logo que possível, este livro de denúncia e de argumentos sólidos sobre a chamada «crise do subprime» vai estar novamente nos escaparates. Escusado será dizer que, escrito em forma de dicionário da crise, explica pormenorizadamente quem e o porquê de nos estarem a colocar a vida em frangalhos.
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