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domingo, junho 09, 2024

Revista Triplov. Deriva



Eis um mapa dos navegantes das Ilhas Marshall. As suas derivas eram cartografadas em rotas apontadas para as estrelas do céu. Nunca se perderam nos mares, ao que consta. A Deriva Editores criou-se em 2003 acompanhada por um mapa que obrigava à atenção inconformada dos que não tinham voz ou era tão ténue que mal se ouvia. Foi assim a partida para o largo: recusa de mais literatura anglo-saxónica já de si excedentária nos escaparates e dar voz às literaturas minoritárias com a Galiza, o País Basco, a Bretanha, a Irlanda, a Catalunha, a Áustria, a Argentina. Foram realidades que nos obrigaram a um equilíbrio onde os factores se cruzavam literariamente do bom ao excelente, da luta política autonómica ou independentista, até à denúncia das majestosas democracias europeias que não escondiam a sua tendência centrípeta de engolirem as incómodas culturas minoritárias e lançarem para o ostracismo as riquíssimas línguas periféricas. Alguns pagaram com encarceramentos duradouros a sua ousadia como o basco Anjel Rekalde (20 anos de prisão) «Dorregarai – A Casa-Torre», o francês Jean-Marc Rouillan, (prisão perpétua) «Odeio as Manhãs», os americanos John Zerzan (organizador das manifestações de Seattle) «Futuro Primitivo», Peter Lamborn Wilson (Hackim Bey, o seu nome muçulmano) «Utopias Piratas», o bretão Patrick Raynal «Ex», o escocês a viver na Bretanha, Kenneth White, este último o criador do movimento geopoético e autor de «O Espírito Nómada», os galegos Antón Riveiro Coello «As Rolas de Bakunine», Xurxo Borrazás «Ser ou Não», Xavier Queipo «Bebendo o Mar» ou Gonzalo Navaza «Erros e Tanatos». A edição de «A Mobilização Global, seguido de Estado-Guerra» do catalão Santiago López-Petit veio apresentar a política notívaga de subversão contra o Estado na senda de uma verdadeira tentativa de propor as várias possibilidades de insubmissão permanente. «O nómada que existe em cada um de nós como uma nostalgia, como uma potencialidade, não tem a noção de identidade pessoal, a «consciência de si» é-lhe estranha. Sem dizer «penso» ou «sou», põe-se em movimento e a caminho faz melhor do que «pensar», no sentido denso da palavra, enuncia, articula um espaço-tempo de múltiplas focalizações que é como que um esboço do mundo. O movimento nómada não segue uma lógica rectilínea, com um princípio, um meio e um fim. Tudo aqui é meio. O nómada não segue para qualquer lugar, e para mais em linha recta, mas evolui num espaço e regressa muitas vezes às mesmas pistas, iluminando-as e talvez, se for um nómada intelectual, com novas luzes.» Kenneth White «Só a rejeição total da realidade no-la pode mostrar na sua verdade. Só a rejeição total do mundo nos diz a verdade do mundo. Mas esse gesto radical de rejeição já não é o gesto moderno que, depois da destruição anunciava e preparava um novo começo. Não há começo absoluto porque a «tabula rasa» não nos deixa diante de nenhuma verdade absoluta. A rejeição total da realidade apenas nos oferece «uma» verdade da realidade. Esta é a nossa verdade.» Santiago López-Petit Antes, em 2006 e 2008, publicou-se com Vicente Romano, «A Formação da Mentalidade Submissa» e «Intoxicação Linguística» dois livros que denunciam os media como o alfa e o ómega na formação do indivíduo amorfo, narcisista, muito bem com ele próprio e com a sociedade que o escraviza e que, como bom obediente, o aceita, feliz. O escravo que tem orgulho em sê-lo: «A consciência indiferenciada corresponde à vida sentimental estereotipada. O pensamento mágico acrítico, gera uma consciência conformista, submissa. O que significa deixar por mãos alheias a solução dos problemas próprios, situação em que tudo pode ser facilmente manipulado por esses interesses estranhos. Aí radica o perigo de passar as rédeas dos assuntos pessoais para as mãos dos especialistas ou do novo credo académico. Autodeterminação significa, antes de tudo, libertar-se da angústia e ganhar consciência das determinações impostas por terceiros, para conseguir ultrapassá-las.» Vicente Romano De resto, as coisas fluíam e mais tarde, em 2014, com a edição de «Manual de Sabotagem – Escritos sobre política, memória e capitalismo», de Elfriede Jelinek, tão nobelizada, quanto esquecida e ostracizada na sua própria terra, a Áustria (em Viena, em três livrarias de referência não encontrei um único livro dela), conseguiu-se dar voz a esta autora única do desencanto germânico, afirmando que nunca a Alemanha ou a Áustria do Anchluss conseguiram ultrapassar o nazismo. Não só a culpa, mas o nazismo tal qual. Ele subsiste ainda, vivo. Nos anos 80, suicidaram-se vários operários na fábrica da Peugeot em Sochaux. Editou-se, em 2014, «Crónicas Peugeot» do sociólogo Michel Pialoux em conversas com o operário Christian Corouge, de modo a denunciar o trabalho demente porque repetitivo, mesmo na cadeia robótica que despontava: «Não sei se algum dia partirei da fábrica. Porque vou contar-te uma coisa perfeitamente parva, mas... há um ano, estivemos uma semana no desemprego, mesmo antes das férias, portanto isto dava cinco semanas. Ao fim de quatro semanas de férias – estávamos perto de Cherbourg – já não dava mais. Estava a bater mal lá. Estava a bater mal, fui obrigado a vir embora. Sabes, uma espécie de necessidade masoquista. Não estava bem. Quatro semanas, tudo bem, vês: recuperas fisicamente, fazes o ponto da situação na tua cabeça, tudo bem, descontrais... e depois, dizes para contigo: ‘O que é que me espera quando regressar? Portanto preciso de voltar. Preciso de voltar para ver, para estar ali porque... começo a estar farto das férias, começo a andar às voltas. Ando aqui a coçar os tomates, tenho que bazar’. E foi o que nos aconteceu. Viemos embora uma semana antes. Demos cabo de uma semana de férias para vir embora. Precisava de ir ver a fábrica durante as férias, vês, quando a fábrica está parada. Ir diante da porta e dizer para comigo: ‘Merda, mas como é que a gente vai fazer para desmontar esta coisa?’ Fazer isto... Crónicas Peugeot, de Michel Pialoux e Christian Corouge. Nesta mesma colecção aparecem nas livrarias pela mão da Deriva uma obra de Wittegenstein, «Observações sobre o Ramo Dourado de Fraser» nunca editado neste canto europeu e outro de Mikhail Bakhtin «Para uma Filosofia do Acto». A poesia e a narrativa acompanharam-nos durante os 15 anos de existência, com resultados tão desconcertantes e algo equívocos, como reveladores. Realça-se somente os que se considera terem sido os poetas verdadeiramente genuínos e que entenderam, desde o início, que um editor não é exactamente um promotor no mercado, muito menos do mercado literário ou de gestão de egos excêntricos. Aqui vão os que de uma maneira ou de outra deixaram registadas as melhores páginas e de doces lembranças em vários livros editados que marcaram uma época própria: José Ricardo Nunes, Ricardo Gil Soeiro, o já falecido Joaquim Castro Caldas com o seu «Mágoa das Pedras», Filipa Leal, Catarina Nunes de Almeida, Marilar Aleixandre, João Pedro Mésseder, Henrique Manuel Bento Fialho, António Alves Martins, Pedro Eiras, Maria Leonor C. Figueiredo, entre outros. A parceria com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa deu-nos livrinhos da colecção Pulsar onde sobressaíram nomes como Sarrazac, Pascal Quignard, Antoine Compagnon, Anselm Kiefer, Carlo Ginzburg, Olivier Py, Jean-Claude Pinson, Stephane Mallarmé com o seu «Crise de Versos», Wyndham Lewis e os Manifestos Vorticistas. Também se editaram estudos literários sobre Annemarie Schwarzenbach, Max Frisch, Kafka, Coleridge ou Stevenson. «G. Agamben assinala que desde Miguel Ângelo o inacabamento é teimosamente exaltado pela arte e que se pode explicar este gosto por uma espécie de prazer derivado do fetichismo. Schlegel mostrava que, como as obras que admirávamos mais - quer dizer, desde a Renascença, as obras da Antiguidade - tinham chegado no estado de fragmentos, as obras dos modernos procuravam assumir esse estado logo ao nascerem, imputando o fascínio que exercem à fragmentação e julgando que estes pedaços, que evocavam totalidades indizíveis e ausentes ao provocarem o desejo do todo, ampliavam a emoção.» Um Incómodo Técnico em Relação aos Fragmentos, Pascal Quignard «A autodestruição foi sempre a finalidade mais íntima, a mais sublime da arte, cuja vaidade se torna desde logo percetível. Pois, qualquer que seja a força do ataque, e mesmo que tivesse chegado ao limite, a arte há de sobreviver às suas ruínas. (…) O Colégio de França convidou um artista plástico na esperança, presumo, de que vos fale de arte, vos informe acerca do que é a arte, demonstre a sua origem. Dir-vos-ei que não há definição da arte. Toda a tentativa de definição se desfaz no limiar do seu enunciado, tal como a arte, que não deixa de oscilar entre a sua perda e o seu renascimento. Nunca está onde contamos com ela, onde se espera apreendê-la e, referindo-me ao Evangelho segundo São João, direi: ‘Onde estiver, não o podemos alcançar’.» A arte há de sobreviver às suas ruínas, Anselm Kiefer Seguiu-se, pois, a denúncia com mais parcerias, agora com os livros editados com a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique e com a Cultra, uma cooperativa cultural alternativa do Porto onde se editou Regina Guimarães com um libelo contra as chamadas «indústrias culturais», seja o que isso for. Mas é com uma intervenção, em Julho de 2016, no último livro que se editou pela Deriva, «Cidades Materiais», de António Alves Martins, que talvez esteja plasmada toda a génese, leitmotiv e o fim anunciado da Deriva. Não por acaso, reside nesta declaração tudo o que levou à sua criação e ao fim da editora e que exponho uma parte significativa: «Em meados dos anos 80, tínhamos todos 20 e tal anos. Miúdos da Faculdade de Letras que dizíamos abominar, sob a fórmula de palavrosas parábolas coimbrãs: ‘faça-se luz, incendeie-se a universidade!’. A verdade é que nos foi ensinado muito mais nos cafés adjacentes à Praça da República onde o prazer de falar, de conhecer e de debater era superior a tudo. Com algumas substâncias e segmentos aditivos que o facto de já terem prescrito, e apesar de uma louvável loucura que contrastava por vezes com imprevisíveis depressões, não me fazem aqui desenvolver e muito menos pormenorizar, por irrelevante. O agir concreto apareceu com o convite para fazer parte de um colectivo editorial da Centelha, e, mais tarde, da Fora do Texto. O espírito da revolta. In girum imus nocte et consumimur igni, o último filme de Debord realizado em 1978 e editado finalmente em 1981, com peripécias várias que, mais tarde, inclusive, levaram ao assassinato do editor da Champ Libre, Gerard Levobici (não foi o único), constrói a ideia do consumo e da alienação como alfa e ómega do capitalismo em fase de mutação para a pós-modernidade. Esta frase latina atribuída a Virgílio é a descrição real do que nos levou à deriva nocturna e à necessidade imperiosa de lutar contra a alienação do público que nos olhava de soslaio. Consumimos a noite e pegávamos-lhe fogo mesmo com acendalhas já usadas por outros. Creio não me enganar que entre blusões negros e echarpes negras ou canadianas verdes militares, construímos à nossa maneira um fogo permanente que nos devorou igualmente na ânsia da revolta e na dramatização do sem sentido de uma vida quotidiana que negávamos. Recusávamos o tédio. Recusávamos a mercadoria, recusávamos qualquer valor de troca. Preferíamos a poesia e o pensamento como as únicas vertentes que não se podem domar. E o amor. Esse, sempre presente no fogo quotidiano em que geríamos a noite em chamas. As chamas, essas, devoraram-nos? É possível, mas nas regras do Potlacht primitivo, este com coincidências inquietantes com o cristianismo também ele primitivo, quem perde ganha, quem ganha, perde. A noite consumiu-nos, sim, mas com a voragem da revolta romântica. (…) ‘Numa sociedade invertida, o verdadeiro é o momento do falso’. Isto foi dito em 1967 e corresponde a uma realidade já indesmentível e com contornos que o seu autor, Debord, provavelmente, não imaginaria na enorme dimensão espectacular que nos rodeia hoje. Assim, se nenhum movimento reivindicativo da arte revolucionária foi superado desde 1916 com Dada, esta tornou-se uma mera mercadoria, que vale o que vale consoante o valor das trocas. Nos anos 80, vivia-se por toda a Europa a ressaca dos anos de chumbo criados por Andreas Baader e Ulrike Meinhof que proclamava em livro ‘vocês falam do tempo, nós não!’ e pelas Brigadas Vermelhas de Renato Curccio na Itália, estas últimas teleguiadas, como se soube, pela polícia secreta. Tudo isto gerou uma impossibilidade poética, uma forma de ver a política e de destinar uma vida quotidiana não marcada pelo tédio e pelo aborrecimento, ou, se quiserem, pelas cadeias infernais do trabalho. Mas como promover isto mesmo numa sociedade alienada pelo medo, pela vingança dos anos pós-Prec e pelo espartilho terrorista no Portugal mesquinho dos anos 80 e da recuperação yuppie? Foi a altura também dos anos criadores e libertadores do rock com o aparecimento de Johnny Rotten, dos Clash, de um Lou Reed já sem os Velvet Underground, do Bowie tornado pop, de Ian Curtis dos Joy Division e depois com os New Order, de Iggy Pop, de trautearmos Jim Morrison pelas ruas desertas de Coimbra e aclamando o Jazz, recuperando para nós o be-bop e o free como forma de dizermos: ‘Falem do tempo, falem do tempo, nada temos a ver convosco!’ Aderimos à arte contemporânea e às possibilidades do vídeo, do teatro e da performance sendo que estas foram, exceptuando alguns, poucos, casos rapidamente recuperados. Identificávamo-nos pela música e pela deriva. A deriva consubstanciada todos os dias numa cidade que cada vez mais se tornava um labirinto de cimento corbusiano. A deriva que aqui se fala é a de Thomas de Quincey que, nas suas «Confissões de um Opiómano Inglês», tradução forçada, diga-se, afirmava haver uma rede subterrânea, marginal, na cidade de Londres, não cartografada pela polícia e pelas instituições políticas. Era terreno livre. Os dadaístas, os letristas e os surrealistas e muito mais tarde os situacionistas praticaram-na na forma de desconstrução da palavra e da deambulação livre em corredores libertários. Na construção de situações irreversíveis. Mas sem se superarem. Precisamente: o verdadeiro aqui, não superou o falso. Assim, toda a deriva que realizámos, muitas vezes sem sentido, nas ruas e becos nocturnos, só teve consequências na construção de mercadorias irrevogáveis: os livros e as ideias que eles trazem. O teor do que são feitos. A forma. A cadência e a recusa da «inovação». Até porque, sabemo-lo, quando o patrão exige inovação, o escravo honesto é o primeiro a proclamá-la.» Nunca quisemos aderir à escravatura. António Luís Catarino, Abril de 2024

terça-feira, março 24, 2020

O Fim da Deriva Editores pela Lusa. Há dois anos foi assim...

Logótipo: Gémeo Luís

https://tvi24.iol.pt/sociedade/08-03-2018/o-fim-da-editora-deriva?utm_source=facebook%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dshared_site&fbclid=IwAR1at8Yz7NTCrjL3zp05RFhVpt8OmaMy83dEQ8JD3u7Plkzoed8qNgFVKsE

Foi há dois anos e não retiro uma só palavra do que então disse à Lusa. É evidente que teria mais nomes que me ficaram na memória e que aproveito para citar aqui e agora. Talvez um dia eu faça a história da Deriva e alguns dos seus momentos mais ou menos gloriosos, mas de uma dedicação de 15 anos em que se firmaram grandes amizades e não menos decepções. Mas agora é o tempo de agradecer, tudo junto, que é mais bonito:
Catarina Nunes de Almeida, Joaquim Castro Caldas, Marilar Aleixandre, Pedro EirasAntónio Alves MartinsPedro Teixeira Neves, João Pedro Mésseder, Rui Pereira, Vicente Romano, Xavier Queipo, Gonzalo Navaza, Kenneth White, Paulo Kellerman, Miguel Carvalho, Isabel Pereira Coutinho, Santiago Lopez-Petit, Luís Mourão, Jean-Marc Rouillan, Patrick Raynal, Xurxo Borrazás, Antón Riveiro Coello, John Zerzan, Peter Lamborn Wilson, Ramón Caride Ogando, Regina Guimarães, José Manuel PurezaHenrique Manuel Bento FialhoJoão Mineiro, Bruno Moraes Cabral, Ana Estevens, Bruno Monteiro, João Carlos Louçã, João Camargo, Maria Helena Marques, Sofia Lai Amândio, Pedro Abrantes, João Teixeira Lopes, Jorge Bastos da Silva, Teresa Martins de Oliveira, Gonçalo Vilas-Boas, Jean-Pierre Sarrazac, Pascal Quignard, Antoine Compagnon, Jean-Claude Pinson, Stephane Mallarmé, Stenvenson, Coleridge, Wyndham Lewis, Olivier Py, Anselm Kiefer, Carlo Ginzburg, Xurxo Borrazás, João Paulo Sousa, Nuno Barros, Ludwig Wittgenstein, João José Almeida, Nuno Venturinha, Michel Pialoux, Christian Corouge, Mikhail Bakhtin, Elfriede Jelinek, Maria Leonor Figueiredo, Filipa Leal, Maria Sofia Magalhães, Luis Maffei, Hugo Neto, Catarina Costa, Aurelino Costa, João Queirós, Inês Brasão, José Ricardo NunesRicardo Gil Soeiro, Ricardo Romero, Florencia Abbate, Mariana Rei, João Rodrigues, Nuno Teles, Carla Baptista, Filipa Subtil, Colaboração com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da FLUP, TEatro Ensaio: Pedro Estorninho e Inês Ferreira Pereira Leite, Instituto de Sociologia da FLUP, Le Monde Diplomatique: Sandra Monteiro, Nuno Teles, Bruno Monteiro, João Rodrigues, Costas Lapavitsas, Eugénia Pires, José Castro Caldas, José Guilherme Gusmão, Maria Mariana Mortágua, Mark Weisbrot, Maurice Lemoine, Maurizio Lazzarato, Octávio Teixeira, Rafael Correa, Raoul-Marc Jennar, Renaud Lambert, Rosário Caetano, Sara Rocha, Wolfgang Streek, Akram Belkaïd, Alain Gresh, Alexeï Malachenco, Benoît Bréville, Dominique Vidal, Feurat Alani, Hana Jaber, Hiccham Alaoui, Ibrahim Warde, Jean-Pierre Séréni, Julien Théron, Laurent Bonelli, Nabil Mouline, Olivier Zajec, Patrick Baudouin, Peter Harling, Philippe Leymarie, Pierre Conesa, Serge Halimi, Vicken Cheterien, Carla Baptista, Carla Martins, Carlos Camponez, Frederico Pinheiro, Jacinto Godinho, Joao Ramos de Almeida, Joaquim Fidalgo, José Goulão, José Luís Garcia, Liliana Pacheco, Maria João Silveirinha,, Pedro Cerejo, Sara Meireles Graça, Vasco Ribeiro, Alfredo Margarido, Ana Santos, Cláudia Castelo, Diogo Ramada Curto, Elsa Peralta, Irene Flunser Pimentel, Isabel Castro Henriques, João Leal, José Borges Reis, José Manuel Sobral, Luís Bernardo, Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Bandeira Jerónimo, Nuno DomingosPaula Godinho, Pedro Sanches Duarte, Sílvia Correia, Victor Correia, AlexandreAbreu,Carlos Santos, Dominique Lévy, Eva Illouz, Frédéric Lordon, Gérard Duménil, Ignacio Ramonet, João Rodrigues, Luís Bernardo, Owen Jones, Patrick Vassort, Pedro Bingre do Amaral, Pierre Rimbard, Ricardo Paes Mamede, Vincent Gayon, Yvon Quiniou, Prefaciadores: Isabel do Carmo, Viale Moutinho, Valente de Oliveira, Manuel Bragado Rodríguez e muitos outros... Ilustradores: Gémeo Luís, Manuela São Simão, Emílio Remelhe, João Maio Pinto, Miguelanxo Prado. Participação do II Centenário das Guerras Peninsulares. I e II Derivas de Maio, Corrente d'Escritas, Publicação das actas dos Encontros de Literatura para a Infância e Juventude etc.etc.. Houve ainda prémios literários e traduções para a Europa. Esta lista será continuamente observada, não vá faltar alguém ou alguma instituição... Não se contam aqui as intervenções em apresentações de livros, de convidados vários e de participações várias de cumplicidade feita. Um abraço para livreiros que estiveram sempre ao nosso lado: Letra Livre, Livraria Utopia (Herculano Lapa), Gato Vadio (Isabel CamarinhaJúlio Gomes e Cesar Figueiredo), Livraria Poetria, Miguel de CarvalhoViriato PortoLuís Filipe Sarmento, Isabel Ramalhete, João Paulo Vaz, Dina Almeida, Helena Topa, Bruno Monteiro...
ColabPedro Ferreira, Ana Sílvia.

terça-feira, abril 23, 2019

Balthus

Balthus

Por que razão esta instalação de Balthus me provoca e incomoda? Talvez porque observando esta foto me lembre que, na aparência, há uma beleza inquestionável da natureza ao mesmo tempo que estamos todos a fazer de mortos.

quinta-feira, setembro 21, 2017

«Reviver o Passado em Montauk» e «Ao encontro de Max Frisch», Deriva, caminhos cruzados

«Ao encontro de Max Frisch», de Teresa Martins de Oliveira foi editado pela Deriva Editores em parceria com o ILC Margarida Losa da FLUP e constituí um ensaio literário do escritor suíço tão genial como polémico. Eis o filme Reviver o Passado em Montauk, baseado na obra de Max Frisch (Montauk) sendo-lhe dedicado. Um filme e um livro a não perder.

Reviver o Passado em Montauk
Título original: Return to Montauk
De: Volker Schlondorff
Com: Stellan Skarsgård, Bronagh Gallagher, Nina Hoss
Género: Drama
Classificação: M/12

Outros dados: ALE/IRL/FRA, 2017, Cores, 106 min.

quarta-feira, maio 31, 2017

«Desobedecer às Indústrias Culturais», de Regina Guimarães, o último livrinho da coleção Cadernos Desobedientes, uma parceria Cultra/Deriva Editores

As “indústrias culturais” e “criativas” estão por todo o lado e moldam os produtos artísticos de modo a que eles respeitem os padrões e imperativos comerciais. Nas nossas cidades, as indústrias ditas cul... e cria... transformam vento em evento e mostram-se aptas a enquadrar a mega operação de gentrificação do edificado que, na sequência de décadas de abandono e de especulação imobiliária, ainda não tinha sido conquistado e/ou investido pelas classes abastadas. Não acreditamos em bruxas pero que las hay las hay...
A facilidade com que nos é dado denunciar o processo de falsificação e desmontar o funcionamento
mercantilista das ditas indústrias culturais/criativas poderia levar-nos a pensar que é igualmente fácil
lutar contra a sua hegemonia, desobedecer ao seu ditame, escolher e partilhar outras sendas e outras
situações no campo da criação artística lato sensu. Ora, nada é menos certo. Mas é desse desejo e de
gestos que procuram concretizá-lo que este livro fala.

Regina Guimarães (Porto 1957) é escritora e videasta. Desenvolve trabalho nas brechas e nas margens da escrita, do cinema, da tradução, da canção, etc.

Título Desobedecer às Indústrias Culturais
Autora Regina Guimarães
ISBN  978-989-8701-29-9
REFERÊNCIA 1810003
FORMATO 10,5 x 14,8 cm
Nº PAG. 64
1ª EDIÇÃO junho 2017

PVP 5 euros


O livro pode ser adquirido através do mail: infoderivaeditores@gmail.com - ver condições neste blog através do item loja



Coleção CADERNOS DESOBEDIENTES

Cadernos Desobedientes é uma iniciativa da Cooperativa Cultra, em parceria com a Deriva Editores, que pretende inspirar gestos que juntem ação concreta às palavras que incitam à desobediência. O mote de cada caderno é claro: fazer uma história da desobediência aos diferentes tipos de poder, dar a conhecer realidades sonhadas e combates presentes, argumentar razões para desafiar o instituído.
Em formato de bolso, estes cadernos são o inverso de cartilhas: querem-se instrumentos de debate e de lutas capazes de alargar o campo dos possíveis.

terça-feira, março 28, 2017

No próximo Le Monde Diplomatique: «Dons e Disciplinas do Corpo Feminino», de Inês Brasão.

(Clicar na imagem para ver melhor)
Dons e Disciplinas do Corpo Feminino, de Inês Brasão acompanha a edição portuguesa do próximo Le Monde Diplomatique em parceria com a Deriva Editores

quinta-feira, junho 30, 2016

Impressões sobre Palimpsesto, de Ricardo Gil Soeiro. Casa do Alentejo, Lisboa a 25 de junho

A Deriva teima na poesia. Tornou-se num mistério que precede o vício de a editar. Tentamos a coerência e a busca da percepção da sua importância. Tentamos entendê-la no remetente das opções que nos enviam. Ricardo Gil Soeiro é, sem qualquer dúvida, um poeta maior. Pela coerência, pela escrita e pelo tempo que projecta, num jogo de sombras e de marionetas que lhe fazem frente e a que responde, escrevendo tão bem. A Deriva orgulha-se de editar este poeta. A Deriva gosta de poesia. A Deriva vai continuar a editar poesia.
Num livro de Jean-Claude Pinson editado por nós, em 2011, na pequenina Coleção Pulsar, o autor pergunta «Para que serve a Poesia, Hoje?». Diz Pinson: «Quando relacionada com o contexto geral de uma cultura cada vez mais submissa a uma lógica da mercadoria e do espectáculo, há de facto hoje como que uma miséria da poesia, reduzida que está a qualquer coisa como 1% do 1% cultural (pois trata-se de uma miséria subsidiada). (Em França, digo eu). Mesmo se existe um mercado da poesia, não há verdadeiro mercado para a poesia, cujas vendas representam uma percentagem ínfima do comércio dos livros (0,3% - e mesmo assim, só se lhe juntarmos o teatro).
Serão, contudo, os leitores de poemas menos numerosos hoje do que há um século? Não é nada certo, se nos lembrarmos do que eram as tiragens no tempo de Mallarmé. E Hans Magnus Enzensberger não estará certamente errado ao notar que hoje como ontem a tribo dos leitores de poesia permanece em suma ‘uma pequena minoria de extremistas’, em número estável nos grandes e nos pequenos países ocidentais que ele ridiculamente baptiza de ‘constante dita de Enzensberger que seria à volta de 1354 leitores» (no mundo ocidental, note-se). De qualquer maneira, Pinson afirma o cada vez menor interesse pela poesia se olharmos para as páginas dos jornais, pela sua indigência crítica, pela indiferença e, pior que tudo, pela insuportável condescendência onde não falta uma pretensa ironia de alguns dos escrivanhadores que, esses sim, deveriam tomar à letra o conselho de Bartleby. Depois de algumas divagações sobre o papel da poesia no contexto de outras artes em clara evolução, afirmando que é a única que produz mal-estar no auto-reconhecimento do poeta como produtor de arte que o é, que a arte contemporânea adquiriu visibilidade, enquanto que a poesia se escondeu numa sombra lírica e ainda romântica claramente anacrónica onde a maior parte dos autores de poesia não lê poesia e em que, possivelmente, há mais autores que leitores (atenção que em 1828, Leopardi já o dizia). O papel que lhe subjaz, à poesia, seria então o de «mudar de vida» tão caro a Breton ou aceitar a definição de René Char (que aliás o Ricardo Gil, cita neste seu livro) como o «sobre-cérebro da acção», ou seja, numa nova praxis poética. Ora, se assim aceitarmos estas propostas, como diz Pinson, estaremos a exigir-lhe demais. Seguir-se-ia um contexto de hesitação esquizofrénica entre culto (Breton) e o «ódio à poesia» de Bataille. Iríamos assim da irrisão dadaísta à irónica sentença de morte de um Denis Roche declarando-a «inadmissível».  Com estes pensamentos chegamos à conclusão que a poesia não constitui qualquer «arte superior» concepção que, até certo ponto, foi responsável pelo seu pretenso ocaso. Cito-o, de novo: «A insatisfação, o desassossego, a vergonha de si, mesmo o ódio à poesia – o ódio das suas formas mais batidas e das suas figuras mais factícias – têm esse mérito essencial de relançar sempre e mais longe a busca infindável de outra poesia, capaz de matar um pouco uma sede que não conseguimos verdadeiramente nomear.»

É aqui, é por aqui, que vejo a poesia de Ricardo Gil Soeiro na construção de uma outra poesia, de uma forma de linguagem própria, coerente, identificável com objectivos claros de subversão poética que adquire a relevância e a importância da sobrevivência na própria poesia. Aliás, já Maria João Cantinho, a 9 de Junho de 2013, nos tinha avisado na apresentação do Bartlebys Reunidos e que anotei os seus pontos essenciais. Dizia eu nessa ocasião: «À volta de Bartlebys e da ideia «I would prefer not to» Maria João Cantinho interpretou e ligou teias formadas por derivas de negação pela criação literária. Falou-se, portanto, de Célan, de Rimbaud, de Steiner, de Borges, de Wittegenstein e de muitos outros para quem a solicitação de deixar de escrever foi forte e, por exemplo no caso de Rimbaud, foi determinante para a sua vida. Não será preciso ler Melville, portanto, para entender a poesia de Ricardo Gil Soeiro, mas é condição muito importante. E é isso que faz a beleza de uma vida poética: a procura incessante de um tema unificador que faz e refaz experiências, as teias e labirintos da negação (expressão muito usada por Maria João Cantinho) em que se transforma a leitura de um poema. Ricardo Gil Soeiro avançou com uma noção mais concreta destes labirintos, na possibilidade da declaração de Bartleby ser, ela própria, uma contradição em si mesma.»

«Palimpsesto», impressionou-me vivamente e vai marcar as minhas preferências poéticas para sempre. Digo-o porquê se não se importarem de eu o partilhar convosco. A sua leitura obrigou-me a uma procura incessante sobre, por exemplo, o Angelus Novus de Klee e esse anjo levou-me a Maria João Cantinho novamente que, no seu «Anjo Melancólico»,­­­ interpreta tão bem Walter Benjamim, quando diz (palavras de MJC) «Nessa imagem terrível, o Angelus novus revê-se num mundo melancólico e triste, horrorizado pela sua visão, com um olhar alucinado perante esse horror e encontrando apenas diante de si, um monte de destroços, que quer reunir­­­­­­ e «salvar», mas uma tempestade que sopra do paraíso prende-lhe as asas, arrastando-o, impedindo-o de realizar esse gesto». Melhor alegoria para o mundo e para os horrores de hoje num quadro de Klee, de 1920, dois anos depois do fim massacre e da despedida dos dadaístas. Melhor metáfora é onde este quadro se encontra: em Jerusalém, do lado israelita. Num museu provavelmente ultra bem protegido. O anjo histórico de Walter Benjamim será assim um palimpsesto de uma História que se reinventa e se reescreve pelos mesmos acontecimentos levados pelo mal de Arendt. No seu «Anjo sem sorte» Heiner Muller, que Ricardo Gil também cita, ou melhor, também o observa e o transforma, ele escreve no «Anjo do Desespero»: «Atrás dele o passado dá à costa, acumula entulho sobre as asas e os ombros, um barulho como de tambores enterrados, enquanto à sua frente se acumula o futuro, esmagando-lhes os olhos, fazendo explodir como estrelas os globos oculares, transformando a palavra em mordaça sonora, estrangulando-o com o seu sopro. Durante algum tempo vê-se ainda o seu bater de asas…»

Mas deixemos falar o autor do seu trabalho. A 30 de abril de 2013 o Ricardo Gil diz-nos, numa entrevista no nosso blogue, Deriva das Palavras, e denotando uma extraordinária coerência, o seguinte:
 (...) A minha opção é, todavia, outra. Se parto em busca de uma re-humanização poética do sentido, tal não significa que me renda a uma arte de vocação totalizadora: só compreendo a plenitude do sentido à luz das fracturas, das sombras que se insinuam por entre as nossas aspirações mais genuínas.
É isto que me interessa fazer. Não o tal lirismo forte de uma subjectividade que canta, mas desenhar um rosto polimórfico que se desdobra em diferentes urdiduras textuais: e que essas urdiduras textuais possam abrir novos horizontes de sentido. (…) Ou seja, aqui é já uma outra voz que pretendo explorar: convoca-se uma reflexão metapoética que aposta no poder demiúrgico da palavra, mas que, simultaneamente, acolhe a condição inerentemente paradoxal que atravessa a criação poética.
­­­
E a 20 de maio de 2013, aquando da saída de «Bartlebys Reunidos»
O livro constitui o segundo volume de uma “Tetralogia de uma Poética Palimpséstica” que estou a escrever (um projecto constituído por quatro volumes que assentam nos mesmos moldes formais) e baseia-se na personagem criada por Herman Melville, no conto Bartleby, the scrivener (1853): o escrivão Bartleby que, a cada solicitação ou ordem, limita-se a retorquir: “Preferiria não o fazer.”
Numa outra entrevista, agora a 21 de agosto de 2013
1 - O que representa, no contexto da sua obra, o livro Bartlebys Reunidos?
R – Trata-se do segundo volume de uma tetralogia que, neste momento, estou a escrever, intitulada Tetralogia de uma Poética Palimpséstica e que é constituída por quatro volumes (que assentam nos mesmos moldes formais): presentemente, estou a trabalhar no Volume III: Comércio com Fantasmas [Para uma Epistolografia Espectral] e no Volume IV: Anjos Necessários [Para uma Angelografia do Desejo]. O meu objectivo é reunir no futuro os quatro volumes num único livro que intitularei de “Palimpsesto’’.

Despeço-me desta minha intervenção com um poema inscrito no Palimpsesto que me diz muito e creio que a todos vós porque se trata do anjo de Klee:

Os anjos de Klee
E existíamos como um só rosto.                
Esquecendo-me de propósito
onde eu começo e onde tu terminas,
desenhávamos uma flor na escuridão.
As palavras há muito deixaram de insistir:
são de uma paciência infinita.
Amanhã haverá vozes de sombras
que nos pintarão de perguntas
– o interstício de te voltar
a ver na curva do tempo.
Anjo morto, desperta do
teu sono e vem depressa
iluminar esta sede de um

silêncio que não existe.


António Luís Catarino

quarta-feira, junho 29, 2016

quarta-feira, dezembro 03, 2014

«Este País não existe» coleção do Le Monde Diplomatique e Deriva


Já começa a mexer o primeiro livro da coleção do Le Monde Diplomatique e da Deriva Editores. «Este País não existe» acompanhará a edição de janeiro do jornal que é uma referência incontornável do jornalismo de ideias e de causas justas.

Este País Não Existe
Introdução

1. Este país que aqui temos: memória, mito e nação.

José Manuel Sobral – Os sem história
Nuno Domingos - Uma nação sem sociedade
Miguel Bandeira Jerónimo - As marcas de Portugal: ensaios sobre o esquecimento
Luís Bernardo –  O poder das ideias conservadoras
Bruno Monteiro – Treze anos de Guerra Civil
Irene Flunser Pimentel – A Memória
Silvia Correia e José Nuno Matos - 1982

2. Paisagens imperiais
Diogo Ramada Curto – “A memória dos descobrimentos, da expansão e do império colonial”
Alfredo Margarido– “A Lusofonia, outra forma de colonialismo”
Claúdia Castelo - “O luso-tropicalismo: um mito persistente”
Manuela Ribeiro Sanches  - Defesa da “correcção política” em tempos de penúria económica e intelectual
Elsa Peralta - Conspirações de silêncio: Portugal e o fim do império colonial
Miguel Bandeira Jerónimo e Nuno Domingos– “«O grémio da civilização»: do indígena ao imigrante”
Isabel Castro Henriques - Percursos africanos em Portugal (I e II)

3. Portugal, vende-se: turismo, folclorização e comercialização do «popular»;
João Leal – “Da arte popular às culturas populares híbridas” (Sobre o Museu de Arte Popular)
Paula Godinho - Máscaras alienadas: da loucura festiva à mercadorização
Ana Santos -  A Volta a Portugal em Bicicleta: territórios e identidades
Inês Brasão - Os portugueses em festa
José Reis e Pedro Duarte - Roteiros do luxo em Portugal: mercadorias, lugares, práticas de consumo

Victor Pereira - Portugalidade para exportação: emigração e comunidades lusófonas.

terça-feira, novembro 11, 2014

Manifestos Vorticistas, de Wyndham Lewis. O nº8 da coleção Pulsar do ILC da FLUP e Deriva

Com tradução e apresentação de Manuela Veloso, Manifestos Vorticistas de Wyndham Lewis é o livrinho da coleção Pulsar que sairá ainda em novembro, promovido pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e pela Deriva Editores. Reservas do livro para infoderivaeditores@gmail.com . 8,50 euros

domingo, setembro 07, 2014

A Deriva na Feira do Livro do Porto: Pavilhão 99, da Companhia das Artes





Todos os livros da Deriva encontram-se numa Feira do Livro renovada, nos jardins do Palácio de Cristal, no Pavilhão 99 da Companhia das Artes.
O horário, de segunda a quinta é entre as 16h e as 22h
                 sábado, entre as 12h e as 23h e
                 domingo, entre as 12h e as 22h

sábado, maio 31, 2014

Feira do Livro de Lisboa-Pavilhão A36 Deriva/Companhia das Artes

Na Feira do Livro de Lisboa, a Deriva tem os seus livros à venda no pavilhão da Companhia das Artes, o
A36

sábado, janeiro 11, 2014

Na Gato Vadio, Porto. Os livros da Deriva

Eis a montra da Gato Vadio com os livros da Deriva simpaticamente expostos num espaço de debate já importante no Porto. Os nossos livros lá estão mais as últimas novidades, sem as ânsias e as «escolhas de mercado» dos grandes espaços cada vez mais claustrofóbicos.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Na Bertrand do GrandPlaza, Baixa do Porto. Poesia da Deriva


Ontem, na estante de poesia da Bertrand do GrandPlaza na Baixa do Porto (Fernandes Tomás) os últimos livros da Deriva:
Domingo no Corpo, de Aurelino Costa
Vale Formoso, de Filipa Leal
Compositores do Período Barroco, de José Ricardo Nunes
Bartlebys Reunidos, de Ricardo Gil Soeiro

segunda-feira, julho 29, 2013

Os últimos livros da Deriva

Os pedidos podem ser endereçados a infoderivaeditores@gmail.com
com o nome, morada e contacto telefónico

Preços com 20% de desconto:
Domingo no Corpo / Aurelino Costa       11           8,80
Bartlebys Reunidos /Ricardo Gil Soeiro 11,5       9,20
Compositores do Período Barroso / José Ricardo Nunes 15          12
Suicidas / Henrique Manuel Bento Fialho 13           10,4
Que se lixe a troika! / João Camargo      9,5
A  Moralidade da Profissão das Letras / Robert Louis Stevenson – Trad. Jorge Bastos da Silva  8,5   6,4    
Samuel Taylor Coleridge - Biographia Literaria - Jorge Bastos da Silva 14                11,20
Ao Encontro de Max Frish – Teresa Martins de Oliveira 14          11,20
Hobby e Dandy, Da Arte na sua Relação com a Sociedade/Jean-Claude Pinson  8    6,40
Literatura para a Infância e a Juventude e Educação Literária/Maria Madalena M.C. Teixeira da Silva e Isabel Mociño González  15     12

quinta-feira, junho 20, 2013

Bartlebys Reunidos e Compositores do Período Barroco. Encomendas: infoderivaeditores@gmail.com

Bartlebys Reunidos
Poesia
Ricardo Gil Soeiro
11,5 euros
Compositores do Período Barroco
Poesia
José Ricardo Nunes
15 euros.

pedidos a infoderivaeditores@gmail.com

quarta-feira, maio 22, 2013

A Deriva na Feira do Livro de Lisboa - Pav. A46

A Deriva tem os seus livros no Pavilhão A46, da Companhia das Artes