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quinta-feira, setembro 21, 2017

«Reviver o Passado em Montauk» e «Ao encontro de Max Frisch», Deriva, caminhos cruzados

«Ao encontro de Max Frisch», de Teresa Martins de Oliveira foi editado pela Deriva Editores em parceria com o ILC Margarida Losa da FLUP e constituí um ensaio literário do escritor suíço tão genial como polémico. Eis o filme Reviver o Passado em Montauk, baseado na obra de Max Frisch (Montauk) sendo-lhe dedicado. Um filme e um livro a não perder.

Reviver o Passado em Montauk
Título original: Return to Montauk
De: Volker Schlondorff
Com: Stellan Skarsgård, Bronagh Gallagher, Nina Hoss
Género: Drama
Classificação: M/12

Outros dados: ALE/IRL/FRA, 2017, Cores, 106 min.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Gonçalo Vilas-Boas, Carlo Ginzburg, António Alves Martins e Ricardo Gil Soeiro

Revisitar Annemarie Schwarzenbach, de Gonçalo Vilas-Boas
Palimpsesto, de Ricardo Gil Soeiro
Cidades Materiais, de António Alves Martins
Morelli, Freud e Sherlock Holmes, Indícios e Método Científico, de Carlo Ginzburg

quarta-feira, julho 06, 2016

Revisitar Annemarie Schwarzenbach, de Gonçalo Vilas-Boas

Revisitar ANNEMARIE SCHWARZENBACH, de Gonçalo Vilas-Boas



SINOPSE 
Annemarie Schwarzenbach é uma autora suíça pouco conhecida em Portugal, embora já tenham sido publicados três livros de sua autoria (Novela Lírica, Morte na Pérsia e Annemarie Schwarzenbach em Portugal (1941, 1942)).

O interesse por esta autora reflete-se não só no crescente número de reedições e traduções em francês, italiano, espanhol, português, inglês e noutras línguas, mas também na importância que reveste a investigação académica sobre a sua obra em universidades sobretudo na Europa.

Estas reflexões são convites aos leitores para lerem Annemarie Schwarzenbach, abrindo pistas de leitura e de diálogo com outros autores seus contemporâneos, na Europa dos anos 20 e 30.


ANO DE EDIÇÃO: 2016

NÚMERO PÁGINAS: 176

COLECÇÃO: Cassiopeia/ILC

FORMATO: 14,5 x 21 cm

PESO: 978-989-8701-11-4

PVP C/ IVA: 16,50 Euros



Gonçalo Vilas-Boas é professor catedrático na área de literatura de expressão alemã na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É Presidente do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e Diretor do Mestrado em Estudos de Teatro. Escreveu vários artigos sobre autores de língua alemã, como Franz Kafka, Patrick Süskind, Robert Walser, Max Frisch, Friedrich Dürrenmatt, Annemarie Schwarzenbach, Urs Widmer, Christian Kracht, Lukas Bärfuss, Hugo Loetscher, Martin R. Dean. As suas áreas de investigação são: a literatura suíça de expressão alemã desde 1900, o labirinto minóico na literatura e a literatura de viagens. Publicou três livros com textos de e sobre Annemarie Schwarzenbach e Literatura Alemã III da Universidade Aberta. Organizou também uma antologia do conto suíço (Histórias de Encontros e desencontros, Porto, Afrontamento, 1991) e outra do conto nórdico (A Luz que Vem do Norte, Porto, Afrontamento, 2004).

Morelli, Freud e Sherlock Holmes - Indícios e método científico, de Carlo Ginzburg


Morelli, Freud e Sherlock Holmes  - Indícios e método científico, de Carlo Ginzburg
Tradução e apresentação de Maria de Lurdes Sampaio

SINOPSE
Agora, é evidente que nenhuma dessas disciplinas – nem sequer a medicina – que descrevemos como conjecturais, cumpriria os critérios de inferência científica essenciais à abordagem galileica. São disciplinas que têm por objecto, antes de tudo, o qualitativo, o caso individual, ou situação ou documento enquanto singularidade, o que significa que há sempre um elemento de acaso nos seus resultados: basta pensar na importância da conjectura (um vocábulo cuja origem latina radica na adivinhação), na medicina, na filologia, para não falarmos da adivinhação.




ANO DE EDIÇÃO: 2016

NÚMERO PÁGINAS: 98

COLECÇÃO: Pulsar/ILC

FORMATO: 13,5 x 20 cm

PESO: 978-989-8701-19-0


PVP C/ IVA: 10,50 Euros

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Planificação Editorial Deriva Editores 2016


PLANIFICAÇÃO EDITORIAL 2016 DERIVA EDITORES

derivaeditores.blogspot.pt /infoderivaeditores@gmail.com

E aqui vai mais um ano, agora o de 2016, em que a Deriva Editores se apresenta tal como ela é: com as parcerias úteis, com gostos sólidos, amizades apreendidas no trabalho e na criação de novos projetos, conseguindo uma grande coerência editorial de que nunca abdicaremos.

Este ano, apresentamos na Coleção A Ordem das Coisas, coordenada pelo Instituto de Sociologia da FLUP e por Bruno Monteiro, Antonio Gramsci: Ganhar o futuro. Textos de combate (1914-1926) que tardavam em ser reeditadas em Portugal e que estão a ser alvo de grande divulgação internacional este ano.
O período de tempo compreendido entre o início da I Guerra Mundial, em que a Itália participou como país beligerante, e a consolidação autoritária do fascismo italiano, foi ocupado também pela intensa actividade de resistência cultural e política pelos movimentos progressistas italianos. A consolidação da linha de pensamento e acção original destes movimentos teve em António Gramsci um notável executor. Ao longo deste período, afinal aquele que lhe granjeou destaque entre os seus contemporâneos, Gramsci haveria de participar intensamente nas actividades de esclarecimento público e intervenção política: escrevendo memorandos para as conferências do Partido Comunista Italiano, acompanhando as iniciativas dos «Círculos Operários» de Turim, avaliando as revoluções russa e alemã, discutindo no Parlamento com Mussolini e outros fascistas. Este volume reúne precisamente uma antologia destas intervenções, mostrando, para retomar o título da introdução de Bruno Monteiro, que organiza o volume, quem era «Gramsci antes de Gramsci».

Também na Ordem das Coisas publicar-se-á Max Weber, A ascensão do Estado. As práticas políticas, as lutas partidárias e o modo de dominação burocrática.
Pela primeira vez em Portugal são publicados os textos de Max Weber sobre a tutela do Estado sobre a sociedade, a lógica das lutas partidárias e as práticas quotidianas dos agentes políticos, reunindo num volume um conjunto de pesquisas que permitem um novo olhar sobre o universo político. Numa altura onde as regras do jogo político parecem mudar rapidamente, sendo sujeitas a uma dúvida sistemática que ameaça os próprios compromissos que sustentam a democracia, a leitura deste volume de textos permite-nos responder à excitação apaixonada dos preconceitos e fúrias políticos, que tem sido mobilizada pelos actores da política, com a soberana tranquilidade da razão sociológica, premunindo-nos contra manipulações interesseiras e inconsciências programadas. Escrevendo nos anos subsequentes à I Guerra Mundial, quando as paixões políticas se inflamavam e ameaçavam queimar quem com elas transigia, estes textos de Max Weber são uma visão lúcida sobre as causas do reaccionarismo germânico dos anos anteriores à ascensão do nacional-socialismo.

O terceiro livro desta coleção a que a Deriva deu corpo juntamente com o seu coordenador Bruno Monteiro (que também os traduziu) será de Jacques Bouveresse, A sátira e a moda, o progresso e o declínio. Ensaios sobre Musil, Wittgenstein, Freud, Kraus e outros. O grande filósofo francês Jacques Bouveresse, professor emérito do Collège de France, reúne neste volume uma galeria de retratos sobre os maiores pensadores do século XX. Vamos assim, percorrer um horizonte das referências intelectuais que vai de Sigmund Freud a Karl Kraus, passando por Ludwig Wittgenstein ou Robert Musil. Num só destes textos, Bouveresse oferece-nos simultaneamente uma visão do pensamento destes autores e um exemplo da delicada e profunda leitura crítica de que ele, Bouveresse, é mestre.

Xavier Queipo: um autor já conhecido em Portugal volta a ser editado na Deriva com as suas Crónicas Animalistas, seguidas de Pequenos Mundos. Depois do seu primeiro Bebendo o Mar (2004), os Ciclos do Bambu (2008) e Dragona (2011) e uma presença nas Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim e nas Literaturas em Viagem, em Matosinhos, esperamos que volte a ser tão bem recebido pelo público português como o foi na Galiza, em Espanha, em França e na Bélgica. A tradução estará a cargo de Luís Filipe Sarmento.

Del Furore d’ aver Libri / Do prazer de ter livros, título ainda provisório, também será traduzido pelo consagrado Luís Filipe Sarmento. Um livrinho excecional e comovente pelo seu interesse histórico e por ser um guia de como tratar os livros e do prazer em tê-los e fazê-los. Quem o escreveu foi Gaetano Volpi, um bibliófilo veneziano do século XVIII que, juntamente com o seu irmão foi proprietário da Livraria Camoniana de Veneza. O que fazer para que os ratos não roam o couro dos livros, ou que os gatos urinem para as suas folhas... eis um guia precioso para conservar livros na era da computação.

A poesia sempre. As estantes dos grandes espaços encolhem-nas, mas não nos apetece desistir. Porque nos faz viver e ver tudo de outra maneira. Como nós queremos. Este ano avançamos com Ricardo Gil Soeiro com Palimpsesto (já editou, com a Deriva, Bartlebys Reunidos) e Pedro Ribeiro, com Beat.

A parceria com a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique está aí para durar e cimentar-se na edição de livros que acompanham este excelente jornal de pensamento crítico (o único?). Depois de Este País não Existe, de De Pé ó Vítimas da Dívida, de Correntes Invisíveis e A Engrenagem do Terror, todos com uma agradável receção, sairão a público mais dois volumes em 2016. São eles:
O livro do esquecimento. Memória, trauma e violência entre a história e o vazio. Uma selecção a realizar por entre os textos publicados pelo jornal. Garantido fica, desde já, um itinerário que vai da Espanha franquista à Indonésio de Suharto, da «caça às bruxas» norte-americana à «Operação Condor» latino-americana, do colonialismo europeu em África à guerra da partição entre a India e o Paquistão.
A nova vida do Leviatã. Hegemonia e intervenção autoritária do Estado nos séculos XX e XXI: Pensar o Estado sem o pensamento de Estado, recorrendo, para isso, a originais investigações sobre as políticas do Estado português (Rui Pedro Pinto, Patrícia Matos, João Queirós, Manuel Loff, Nuno Serra, Lise Desvallées, Miguel Heleno, José Madureira Pinto, Ronald Chilcote, Victor Pereira, Nuno Domingos … ), que serão reforçadas por textos de alguns dos mais influentes cientistas sociais da actualidade (Loïc Wacquant, Vincent Dubois, Jürgen Kocka, Philippe Bourgois, Helène Michel, Alexis Spire).

Os Cadernos Desobedientes, livrinhos inquietantes de baixo preço, depois de editados Desobedecer à Praxe e Desobedecer à União Europeia, continuará a sua ação de nos precaver contra o pensamento único instalado, com Desobedecer ao Género, de João Manuel Oliveira e Desobedecer pela Escola, de Hugo Monteiro e Inês Barbosa. No segundo semestre publicar-se-á Desobedecer às Indústrias Culturais, de Regina Guimarães e Desobedecer através do Riso, de Miguel Viterbo. A parceria da Deriva é, mais uma vez, com a Cultra, do Porto.

A partilha de ideias com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da FLUP, traduzir-se-á com a edição de mais três livros. Um na coleção Cassiopeia, Revisitar Annemarie Schwarzenbach, de Gonçalo Vilas-Boas e dois na pequena coleção Pulsar, Morelli, Freud e Sherlock Holmes: indícios e método científico, de Carlo Ginzburg e Figurinus: O Corpo em Cena, de Gonçalo Vilas-Boas e Isabel Morujão, este último para o público que ama particularmente o teatro.

Na sociologia e política, a Deriva continua a agitar as águas com dois livros, A Vida entre Nós: a Sociologia em Carne Viva, de Sofia Lai Amândio, Pedro Abrantes e João Teixeira Lopes e Desigualdades Sociais e Participação Educativa de Adultos, com a coordenação do professor Luís Rothes, da ESE do Porto.

Cidades Materiais, será a edição de mais um livro de crónicas da autoria de António Alves Martins que nos conta périplos, pequenas e grandes viagens em torno de lugares improváveis com encontros ainda mais improváveis na cidade de Lisboa e outras paragens mais distantes.

Título
Autor
Mês
Parceria com
Coleção
Ganhar o futuro. Textos de combate (1914-1926)

Antonio Gramsci
Março
Instituto de Sociologia da FLUP / Deriva
Tradução de Bruno Monteiro
Sociologia / A Ordem das Coisas
A ascensão do Estado. As práticas políticas, as lutas partidárias e o modo de dominação burocrática.



Max Weber
1º semestre
Instituto de Sociologia da FLUP / Deriva
Tradução de Bruno Monteiro
Sociologia / A Ordem das Coisas
A sátira e a moda, o progresso e o declínio. Ensaios sobre Musil, Wittgenstein, Freud, Kraus e outros.



Jacques Bouveresse
2º semestre
 Instituto de Sociologia da FLUP / Deriva
Tradução de Bruno Monteiro
Sociologia / A Ordem das Coisas
Crónicas Animalistas, seguidas de Pequenos Mundos

Xavier Queipo
Abril
Tradução de Luís Filipe Sarmento
Romance
Del Furore d’ aver Libri / Do prazer de ter livros (título provisório)

Gaetano Volpi
Maio
Tradução de Luís Filipe Sarmento
Crónicas de um bibliófilo veneziano do século XVIII proprietário da Livraria Camoniana
Palimpsesto
Ricardo Gil Soeiro
Março

Poesia
Beat
Pedro Ribeiro
Maio

Poesia / Deriva de luxe
O Livro do Esquecimento. Memória, trauma e violência entre a História e o vazio
VVAA
Ao longo do ano
Edição Portuguesa do Le Monde Diplomatique /Deriva
Edição própria com a Deriva / Política / Sociologia / História
A Nova Vida do Leviatã. Hegemonia e intervenção autoritária do Estado nos séculos XX e XXI
VVAA
Ao longo do ano
Edição Portuguesa do Le Monde Diplomatique /Deriva
Edição própria com a Deriva/ Política / Sociologia / História
Desobedecer ao Género
João Manuel de Oliveira
1º semestre
Cultra / Deriva
Cadernos Desobedientes / Política / Sociologia
Desobedecer pela Escola
Hugo Monteiro e Inês Barbosa
1º semestre
Cultra / Deriva
Cadernos Desobedientes / Política / Sociologia
Desobedecer às Indústrias Culturais
Regina Guimarães
2º semestre
Cultra / Deriva
Cadernos Desobedientes / Política / Sociologia
Desobedecer através do Riso
Miguel Viterbo
2º semestre
Cultra / Deriva
Cadernos Desobedientes / Política / Sociologia
Revisitar Annemarie Schwarzenbach
Gonçalo Vilas-Boas
Fevereiro /Março
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Flup / Deriva
Coleção Cassiopeia
Morelli, Freud e Sherlock Holmes: indícios e método científico
Carlo Ginzburg
Março / Abril
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Flup /Deriva
Coleção Pulsar
Figurinus: O Corpo em Cena
Gonçalo Vilas-Boas e Isabel Morujão
Maio / Junho
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Flup /Deriva

Coleção Pulsar
A Vida entre Nós: a Sociologia em Carne Viva
Sofia Lai Amândio, Pedro Abrantes e João Teixeira Lopes
Abril
FLUP / Sociologia
Sociologia / Política
Desigualdades Sociais e Participação Educativa de Adultos
Coordenação de Luís Rothes
Abril/Maio
ESE do Porto
Sociologia / Política
Cidades Materiais
António Alves Martins
Maio
Crónicas
Crónicas / Deriva de Luxe

Epístola aos Jovens Atores para que seja Dada a Palavra à Palavra, de Olivier Py


Manifestos Vorticistas, Wyndham Lewis. Parceria Deriva / ILC


A Arte há de sobreviver às suas Ruínas, de Anselm Kiefer. Parceria ILC/FLUP, Deriva


quarta-feira, julho 08, 2015

Em breve nas livrarias: Epístola aos jovens atores para que seja dada a palavra à palavra, de Olivier Py

Epístola aos jovens atores para que seja dada a palavra à palavra

SINOPSE
Este livro deve ser aberto de par em par, para que dele se possam tirar as palavras inteiras.
É uma conferência de Olivier Py para falar de Teatro a alunos de Teatro.
Mais do que uma conferência, quer ser uma lição memorável.
Mais do que uma lição memorável, quer ser um poema.
Mais do que um poema, quer ser Teatro.
É um texto que quer sair do papel, que se sente aprisionado pelas páginas.
Por isso, só quando este livro for aberto de par em par, ele se tornará uma caixa útil.

ÍNDICE
Teatrologia e Tautologia
1. Exórdio
2. O desmancha-prazeres
3. O responsável cultural
4. O polícia do desejo
5. O ministro da comunicação
6. O diretor do conservatório de arte dramática
7. Aquele que verdadeiramente busca
8. O porco moderno
9. A criança que presta juramento
10. O milagre

PEDIDOS A: infoderivaeditores@gmail.com COM INDICAÇÃO DE NOME E MORADA.

Título Epístola aos jovens atores para que seja dada a palavra à palavra
Autor Olivier Py
TRADUÇÃO E APRESENTAÇÃO Maria Luísa Malato
ISBN  978-989-8701-08-4
REFERÊNCIA 150909
FORMATO 10 x 18 cm
Nº PAG. 52
1ª EDIÇÃO julho 2015

PVP 8,50 euros

Em breve nas livrarias:A Arte há de sobreviver às suas ruínas, de Anselm Kiefer

A arte há de sobreviver às suas ruínas
SINOPSE (...) a autodestruição foi sempre a finalidade mais íntima, a mais sublime da arte, cuja vaidade se torna desde logo percetível. Pois, qualquer que seja a força do ataque, e mesmo que tivesse chegado ao limite, a arte há de sobreviver às suas ruínas.
Lição inaugural proferida
na quinta-feira 2 de dezembro de 2010
pelo Prof. Anselm Kiefer

“O Colégio de França convidou um artista plástico na esperança, presumo, de que vos fale de arte, vos informe acerca do que é a arte, demonstre a sua origem. Dir-vos-ei que não há definição da arte. Toda a tentativa de definição se desfaz no limiar do seu enunciado, tal como a arte, que não deixa de oscilar entre a sua perda e o seu renascimento. Nunca está onde contamos com ela, onde se espera apreendê-la e, referindo-me ao Evangelho segundo São João (capítulo 7), direi: “Onde estiver, não o podemos alcançar”.”

Anselm Kiefer (nascido em 8 de março de 1945, em Donaueschingen) é um pintor e escultor alemão.
Durante os anos 70, estudou com Joseph Beuys. Os seus trabalhos utilizam materiais como palha, cinza, argila, chumbo e selador para madeira. Os poemas de Paul Celan tiveram muito importância no desenvolvimento de temas para os trabalhos de Kiefer sobre a história alemã e o horror do Holocausto, assim como os conceitos teológicos da cabala.
Temas relacionados ao nazismo são particularmente vistos no seu trabalho; por exemplo, a obra "Margarethe" (óleo e palha sobre tela) foi inspirada pelo famoso poema "Todesfuge" ("Fuga da morte"), de Paul Celan.
Os seus trabalhos são caracterizados por um estilo maçante, quase depressivo e destrutivo, e muitas vezes feitos em grandes formatos. Na maioria deles, o uso da fotografia como suporte prevalece, e terra e outros materiais da natureza são geralmente incorporados. Também é característico o uso de escritos, personagens lendários ou lugares históricos em quase todas as suas pinturas. Tudo é codificado através daquilo que busca Kiefer para representar o passado; algo que geralmente está relacionado com um estilo chamado "Novo Simbolismo".
PEDIDOS A: infoderivaeditores@gmail.com COM INDICAÇÃO DE NOME E MORADA.
Título A arte há de sobreviver às suas ruínas
Autor Anselm Kiefer
TRADUÇÃO José Domingues de Almeida
ISBN  978-989-8701-10-7
REFERÊNCIA 150910
FORMATO 10 x 18 cm
Nº PAG. 40
1ª EDIÇÃO julho 2015

PVP 8,00 euros

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Adolfo Luxúria Canibal, escolheu Manifestos Vorticistas de W. Lewis

Na revista do Correio da Manhã de 8 de fevereiro, a escolha de Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta, recai no excelente Manifestos Vorticistas que a Deriva, em parceria com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP, editou.