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quarta-feira, julho 12, 2017

Últimas apresentações da Deriva Editores: a foto reportagem

Regina Guimarães, autora de Desobedecer às Indústria Culturais, edições Deriva/Cultra, e Pedro Rodrigues, do Teatro da Cerca de S. Bernardo, Coimbra, debatem sobre o papel da cultura em Portugal

Casa cheia no Teatro da Cerca, em Coimbra. Debate interessante que se gerou entre gente que intervém cultural e socialmente na cidade. No fim, o debate sobre «Portugalito» um filme da autora

No Porto, na Cidade+, ponto de passagem alternativo a mesa constituída por Frederico Brandão, biólogo cujo trabalho se centra na Amazónia e organizador do projeto com Maria Helena Marques, antropóloga, autora de Guardar as Sementes, editado pela Deriva e Le Monde Diplomatique/Coop. Outro Modo

Houve debate e preocupações ambientais expostos pelos assistentes

Maria Helena Marques apresenta o seu livro, Guardar Sementes, no Gato Vadio, no Porto

Maria Helena Marques e António Alves da Silva, junto com Bruno Monteiro do Le Monde Diplomatique, falam sobre as preocupações ambientais que levam à preservação das sementes tradicionais e as formas de luta contra as multinacionais que as querem patentear. 

terça-feira, junho 20, 2017

Ainda à venda com o Le Monde Diplomatique «Guardar as sementes» de Maria Helena A.G. Marques

ISBN: 978-989-8701-28-2
REFERÊNCIA: 1510011
FORMATO: 12x19 cm
1ª EDIÇÃO: Junho 2017
PAG.  352
Preço: 12 euros

Em Portugal, a prática milenar dos agricultores de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras permanece viva, sobretudo no âmbito da agricultura familiar prioritariamente destinada ao consumo doméstico. Ela é expressão de um modelo social em que o ideal de autosuficiência se mantém presente, não obstante a crescente uniformização de processos e produtos cultivados, bem como do uso de sementes e plântulas comerciais e das restrições legais relativas à sua produção e circulação. Entre as sementes mais salvaguardadas estão as das variedades tradicionais, cuja

especificidade resulta da especial adaptação aos lugares ecológica e socialmente distintos em que foram mantidas e, portanto, com a sua ligação à gastronomia local, à história familiar e colectiva. Neste livro, que resulta de uma pesquisa em antropologia, realizada sobretudo em Terra de Miranda e Beira-Serra algarvia, abordam-se diferentes perspectivas sobre a preservação de recursos fitogenéticos agrícolas e os interesses conflituantes em jogo, dando primazia ao ponto de vista daqueles que são os primeiros guardiões da agrobiodiversidade: os pequenos agricultores.

sexta-feira, junho 09, 2017

«Guardar as Sementes», de Maria Helena A.G. Marques, já à venda com a edição do jornal Le Monde Diplomatique de junho 2017

«Guardar as Sementes», de Maria Helena A.G. Marques, o novo livro que acompanha o Le Monde Diplomatique de junho. Com a parceria Deriva Editores, Coop. Outro Modo.
À venda com a edição do jornal Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, de junho 2017
ISBN: 978-989-8701-28-2
REFERÊNCIA: 1510011
FORMATO: 12x19 cm1ª EDIÇÃO: Junho 2017
PAG. 352
Preço: 12 euros

Em Portugal, a prática milenar dos agricultores de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras permanece viva, sobretudo no âmbito da agricultura familiar prioritariamente destinada ao consumo doméstico. Ela é expressão de um modelo social em que o ideal de autosuficiência se mantém presente, não obstante a crescente uniformização de processos e produtos cultivados, bem como do uso de sementes e plântulas comerciais e das restrições legais relativas à sua produção e circulação. Entre as sementes mais salvaguardadas estão as das variedades tradicionais, cuja
especificidade resulta da especial adaptação aos lugares ecológica e socialmente distintos em que foram mantidas e, portanto, com a sua ligação à gastronomia local, à história familiar e colectiva. Neste livro, que resulta de uma pesquisa em antropologia, realizada sobretudo em Terra de Miranda e Beira-Serra algarvia, abordam-se diferentes perspectivas sobre a preservação de recursos fitogenéticos agrícolas e os interesses conflituantes em jogo, dando primazia ao ponto de vista daqueles que são os primeiros guardiões da agrobiodiversidade: os pequenos agricultores.
Índice
9 Introdução
14 Capítulo 1 DIVERSIDADE AGRÍCOLA E PLURALIDADE CULTURAL
19 A importância das variedades autóctones
21 O recuo da agricultura em Portugal: dos anos 70 do século XX ao século XXI
30 Capítulo 2 PATRIMÓNIOS EM CONFLITO
30 As plantas cultivadas: entre natureza e cultura
47 Capítulo 3 GUARDAR AS SEMENTES
49 Primórdios do estudo e conservação de plantas em Portugal
59 Ensino, investigação e difusão do saber agronómico em Portugal
63 O papel das ‘organizações da lavoura’ na difusão de novas técnicas agrárias
70 A prolífi ca Estação Agronómica Nacional
76 Os bancos de germoplasma vegetal
89 Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV)
94 Um polémico Banco Global de Sementes
104 O papel das associações cívicas na preservação da agrobiodiversidade: o exemplo da Colher para Semear
111 Capítulo 4 DA ALDEIA DO NORDESTE TRANSMONTANO AO SÍTIO ALGARVIO
113 O sítio algarvio
114 Alto Trás-os-Montes e Terra de Miranda
119 O clima e o calendário agrícola
130 Entre a Serra do Caldeirão e o Barrocal
133 O Barrrocal
135 Diferentes climas e culturas agrícolas
140 O concelho de Loulé
142 Freguesias de Alte e de Salir
146 Monte Ruivo (Alte)
149 Brazieira do Meio (Salir)
149 O concelho de Silves
149 A freguesia de São Bartolomeu de Messines
155 Notas sobre o concelho de Ponte de Lima
159 A freguesia da Correlhã: lugar de Barros
162 Freguesia da Ribeira: lugar de Crasto
162 Freguesia Santa Comba: lugar de Santa Comba
163 Notas sobre o concelho de Cantanhede
166 Cordinhã
167 Freguesia de Portunhos: Pena
169 Capítulo 5 OS GUARDIÕES DE SEMPRE
170 Guardar sementes para poupar nos custos de produção
175 As sementes daqui
209 Semear para casa, plantar para vender; variedades rentáveis e para auto-consumo
224 Manjares rituais: o Carnaval
225 Técnicas e saberes associados à guarda e uso de sementes
232 Alguns exemplos de técnicas de extracção e armazenamento de sementes
246 Sementeiras
247 Sementeira em alfobre ou viveiro
249 Sementeira em local definitivo
256 Capítulo 6 CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E DE SEMENTES
259 As sementes que vieram de França
260 As inovações nas culturas: entre a relutância, a adaptação e o prazer da novidade
271 Variedades sem nome
273 A obrigação de retribuir
279 Capítulo 7 A SEMENTE QUE A LEI PORTUGUESA CONSENTE
279 O Catálogo Nacional de Variedades
290 O caso das sementes de hortícolas
294 Variedades locais/regionais ou variedades de conservação
298 Sementes «fora-da-lei»
301 A polémica em torno da proposta nova lei europeia das sementes
317 CONCLUSÕES
332 BIBLIOGRAFIA

sábado, junho 03, 2017

«Guardar as Sementes», de Maria Helena A.G. Marques, o novo livro que acompanha o Le Monde Diplomatique de junho. Com a parceria Deriva


GUARDAR AS SEMENTES
PRESERVAR A BIODIVERSIDADE AGRÍCOLA E A PLURALIDADE CULTURAL
de
MARIA HELENA A. G. MARQUES

À venda com a edição do jornal Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, de junho 2017

ISBN: 978-989-8701-28-2
REFERÊNCIA: 1510011
FORMATO: 12x19 cm
1ª EDIÇÃO: Junho 2017
PAG.  352
Preço: 12 euros

Em Portugal, a prática milenar dos agricultores de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras permanece viva, sobretudo no âmbito da agricultura familiar prioritariamente destinada ao consumo doméstico. Ela é expressão de um modelo social em que o ideal de autosuficiência se mantém presente, não obstante a crescente uniformização de processos e produtos cultivados, bem como do uso de sementes e plântulas comerciais e das restrições legais relativas à sua produção e circulação. Entre as sementes mais salvaguardadas estão as das variedades tradicionais, cuja 
especificidade resulta da especial adaptação aos lugares ecológica e socialmente distintos em que foram mantidas e, portanto, com a sua ligação à gastronomia local, à história familiar e colectiva. Neste livro, que resulta de uma pesquisa em antropologia, realizada sobretudo em Terra de Miranda e Beira-Serra algarvia, abordam-se diferentes perspectivas sobre a preservação de recursos fitogenéticos agrícolas e os interesses conflituantes em jogo, dando primazia ao ponto de vista daqueles que são os primeiros guardiões da agrobiodiversidade: os pequenos agricultores.


Índice
9 Introdução
14 Capítulo 1 DIVERSIDADE AGRÍCOLA E PLURALIDADE CULTURAL
19 A importância das variedades autóctones
21 O recuo da agricultura em Portugal: dos anos 70 do século XX ao século XXI
30 Capítulo 2 PATRIMÓNIOS EM CONFLITO
30 As plantas cultivadas: entre natureza e cultura
47 Capítulo 3 GUARDAR AS SEMENTES
49 Primórdios do estudo e conservação de plantas em Portugal
59 Ensino, investigação e difusão do saber agronómico em Portugal
63 O papel das ‘organizações da lavoura’ na difusão de novas técnicas agrárias
70 A prolífi ca Estação Agronómica Nacional
76 Os bancos de germoplasma vegetal
89 Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV)
94 Um polémico Banco Global de Sementes
104 O papel das associações cívicas na preservação da agrobiodiversidade: o exemplo da Colher para Semear
111 Capítulo 4 DA ALDEIA DO NORDESTE TRANSMONTANO AO SÍTIO ALGARVIO
113 O sítio algarvio
114 Alto Trás-os-Montes e Terra de Miranda
119 O clima e o calendário agrícola
130 Entre a Serra do Caldeirão e o Barrocal
133 O Barrrocal
135 Diferentes climas e culturas agrícolas
140 O concelho de Loulé
142 Freguesias de Alte e de Salir
146 Monte Ruivo (Alte)
149 Brazieira do Meio (Salir)
149 O concelho de Silves
149 A freguesia de São Bartolomeu de Messines
155 Notas sobre o concelho de Ponte de Lima
159 A freguesia da Correlhã: lugar de Barros
162 Freguesia da Ribeira: lugar de Crasto
162 Freguesia Santa Comba: lugar de Santa Comba
163 Notas sobre o concelho de Cantanhede
166 Cordinhã
167 Freguesia de Portunhos: Pena
169 Capítulo 5 OS GUARDIÕES DE SEMPRE
170 Guardar sementes para poupar nos custos de produção
175 As sementes daqui
209 Semear para casa, plantar para vender; variedades rentáveis e para auto-consumo
224 Manjares rituais: o Carnaval
225 Técnicas e saberes associados à guarda e uso de sementes
232 Alguns exemplos de técnicas de extracção e armazenamento de sementes
246 Sementeiras
247 Sementeira em alfobre ou viveiro
249 Sementeira em local definitivo
256 Capítulo 6 CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E DE SEMENTES
259 As sementes que vieram de França
260 As inovações nas culturas: entre a relutância, a adaptação e o prazer da novidade
271 Variedades sem nome
273 A obrigação de retribuir
279 Capítulo 7 A SEMENTE QUE A LEI PORTUGUESA CONSENTE
279 O Catálogo Nacional de Variedades
290 O caso das sementes de hortícolas
294 Variedades locais/regionais ou variedades de conservação
298 Sementes «fora-da-lei»
301 A polémica em torno da proposta nova lei europeia das sementes
317 CONCLUSÕES

332 BIBLIOGRAFIA

domingo, maio 21, 2017

«A Crise do Jornalismo em Portugal», coord. de José Nuno Matos, Carla Baptista e Filipa Subtil. Já nas livrarias


ISBN: 978-989-8701-26-8
REFERÊNCIA: 1510008
FORMATO: 12x19 cm
1ª EDIÇÃO: Janeiro 2017
PAG.  192
Preço: 9,50 euros

Organizadores:
José Nuno Matos, Carla Baptista e Filipa Subtil
Autores:
CARLA BAPTISTA
CARLA MARTINS
CARLOS CAMPONEZ
FILIPA SUBTIL
FREDERICO PINHEIRO
JACINTO GODINHO
JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
JOAQUIM FIDALGO
JOSÉ CASTRO CALDAS
JOSÉ GOULÃO
JOSÉ LUÍS GARCIA
JOSÉ NUNO MATOS
JOSÉ REBELO
LILIANA PACHECO
MARIA JOÃO SILVEIRINHA
PEDRO CEREJO
SANDRA MONTEIRO
SARA MEIRELES GRAÇA
VASCO RIBEIRO

SINOPSE: O jornalismo é uma actividade historicamente fracturada, indecidida, com origens e práticas diversas, enraizadas na história e na cultura. A crise que atravessa tem aspectos estruturais (modelos de negócio frágeis, promiscuidade com o poder político e económico), alguns dos quais decorrentes de uma história recente (perda de receitas publicitárias e de públicos; disrupção
tecnológica e identitária).
A versão portuguesa da crise, analisada neste livro, intensifica factores como a desregulação das relações laborais, uma afasia crítica e reflexiva que se traduz na ausência de modelos alternativos de existência; desequilíbrio e distorção na representação de grupos e problemáticas sociais; perda de autonomia dos jornalistas; fortalecimento dos discursos hegemónicos em detrimento do pluralismo e da independência. É um quadro pouco esperançoso.
O conjunto de artigos aqui reunidos, da autoria de jornalistas, académicos e investigadores na área dos media, pretende contribuir para a inversão deste cenário. Porque a esperança se alimenta de um debate aberto e informado.

quarta-feira, maio 03, 2017

«Dons e Disciplinas do Corpo Feminino» de Inês Brasão, no Porto e em Lisboa





Foi assim no Porto, vai ser assim em Lisboa (dia 4) a apresentação do livro «Dons e Disciplinas do Corpo Feminino» de Inês Brasão, apresentado, no Porto, por Helena Topa e Bruno Monteiro. A Deriva, a Outro Modo e o Le Monde Diplomatique, presentes.

segunda-feira, abril 10, 2017

«Vozes de Mulheres» - Feira do Livro, exposições, debates, leituras. Livraria das Mulheres, 28/30 de abril. No Porto

O livro «Dons e Disciplinas do Corpo Feminino», de Inês Brasão será apresentado a 29 de abril, às 17:30, no Pólo Zero (Rua de São Filipe de Nery, 4050-070), no âmbito da Feira do Livro «Vozes de Mulheres» organizada pela Confraria Vermelha, Livraria de Mulheres e pela SdDUP.

terça-feira, março 28, 2017

No próximo Le Monde Diplomatique: «Dons e Disciplinas do Corpo Feminino», de Inês Brasão.

(Clicar na imagem para ver melhor)
Dons e Disciplinas do Corpo Feminino, de Inês Brasão acompanha a edição portuguesa do próximo Le Monde Diplomatique em parceria com a Deriva Editores

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Começamos o ano de 2017 com o lançamento de um novo livro Le Monde Diplomatique / Deriva Editores

Começamos o ano de 2017 com o lançamento de um novo livro


A CRISE DO JORNALISMO EM PORTUGAL

O jornalismo é uma actividade historicamente fracturada, indecidida, com origens e práticas diversas, enraizadas na história e na cultura. A crise que atravessa tem aspectos estruturais (modelos de negócio frágeis, promiscuidade com o poder político e económico), alguns dos quais decorrentes de uma história recente (perda de receitas publicitárias e de públicos; disrupção tecnológica e identitária).

A versão portuguesa da crise, analisada neste livro, intensifica factores como a desregulação das relações laborais, uma afasia crítica e reflexiva que se traduz na ausência de modelos alternativos de existência; desequilíbrio e distorção na representação de grupos e problemáticas sociais; perda de autonomia dos jornalistas; fortalecimento dos discursos hegemónicos em detrimento do pluralismo e da independência. É um quadro pouco esperançoso.

O conjunto de artigos aqui reunidos, da autoria de jornalistas, académicos e investigadores na área dos media, pretende contribuir para a inversão deste cenário. Porque a esperança se alimenta de um debate aberto e informado.


Este livro, organizado por José Nuno Matos, Carla Baptista e Filipa Subtil, conta com a participação dos seguintes autores: Carla Baptista, Carla Martins, Carlos Camponez, Filipa Subtil, Frederico Pinheiro, Jacinto Godinho, João Ramos de Almeida, Joaquim Fidalgo, José Castro Caldas, José Goulão, José Luís Garcia, José Nuno Matos, José Rebelo, Liliana Pacheco, Maria João Silveirinha, Pedro Cerejo, Sandra Monteiro, Sara Meireles Graça e Vasco Ribeiro.

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Le Monde Diplomatique, edição de Dezembro. À venda

Índice
Editorial
A desorientação da intelligentsia. SERGE HALIMI (dossiê Estados Unidos)
Política
Desfazer o sofrimento. SANDRA MONTEIRO
Pensões
«Redução da pobreza dos idosos» contra Segurança Social . MARIA CLARA MURTEIRA
Trabalho
Precariedade científica: modo de não usar. PAULO GRANJO
Media
Os media, no 10.º aniversário da edição portuguesa. SERGE HALIMI
Transparência e opacidade no jornalismo português. MÁRIO MESQUITA
DOSSIÊ. Estados Unidos: nas origens da derrocada
O triunfo do estilo paranóico. IBRAHIM WARDE
A desorientação da intelligentsia. SERGE HALIMI
Como perder umas eleições. JEROME KARABEL
Fogo cerrado contra Bernie Sanders. THOMAS FRANK
Américas
Venezuela: as razões do caos. RENAUD LAMBERT
Médio Oriente
Quem são os rebeldes sírios? BACHIR EL-KHOURY
Europa
Criadores de renas contra mineiros. CÉDRIC GOUVERNEUR
Ásia
O perigo jihadista atinge o Bangladeche. JEAN-LUC RACINE
ONU
Uma pedra no sapato americano. JEAN ZIEGLER
Nacionalismos
Choque de memórias e desprezo pela história. JEAN-ARNAULT DÉRENS
Ucrânia: jogo de espelhos para heróis controversos. LAURENT GESLIN e SÉBASTIEN GOBERT
Sociedade
Os comuns, um projecto ambíguo. SÉBASTIEN BROCA
Intelectuais
Portugal e a União Europeia em João Martins Pereira. JOÃO MOREIRA
Cartoon
Rações. VASCO GARGALO

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Apresentação de «Trabalhos em Curso» no Instituto de Sociologia da FLUP

Da esquerda para a direita: António Luís Catarino (Deriva Editores), José Luís Carneiro, secretário de estado das Comunidades Portuguesas, Bruno Monteiro, Prof. José Madureira Pinto e João Queirós.

5 de Dezembro, sala 201 da FLUP inserido no Projecto: «Dinâmicas recentes dos movimentos migratórios no noroeste português: o caso dos trabalhadores da construção civil». Apresentação de «Trabalhos em Curso» de Bruno Monteiro e João Queirós.

A Deriva agradece o convite formulado para estar presente neste projecto que revela claramente a relevância, actualidade e seriedade com que o Instituto de Sociologia e a FLUP mostram ter. Neste campo em particular e no caso da edição de «Trabalhos em Curso – Etnografia de operários portugueses da construção civil em Espanha», a Deriva agradece aos autores João Queirós e ao incansável Bruno Monteiro cujo trabalho se tem vindo a revelar de uma importância fundamental no que à sociologia, e não só, diz respeito. Para além destes autores, os agradecimentos estendem-se aos colaboradores desta publicação como Jorge Arroteia, Lorenzo López Trigal e a jornalista e escritora Ana Cristina Pereira.
A parceria Deriva Editores, uma editora independente do Porto, com a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique mais uma vez se mostrou um êxito, pela divulgação muito mais abrangente, em todo o país, desta mesma publicação, mas também porque a independência da Editora e talvez o seu carácter alternativo não nos permite ser neutrais perante as injustiças e as desigualdades. A linha está, pois, marcada nos tempos interessantes (como diria Hobsbawm), mas perigosos, em que vivemos.
Contam-se, nesta colecção que mantemos com o LMD, três livros, quatro com este, que se relacionam com a identidade operária o que significa, segundo a minha leitura, que esta é, e tudo indica que continuará a ser, objecto de estudo académico. Neste caso em particular, «Trabalhos em Curso» debruça-se sobre a emigração de operários portugueses para o Estado Espanhol e mais concretamente para a Galiza e zonas fronteiriças do país vizinho.
Mas este trabalho excelentemente apresentado fez-me procurar outros dados e factos que levaram a classe operária a emigrar, uma constante de ciclos longos com poucas variáveis. Para além de um século XIX, onde o liberalismo mais selvagem foi vitorioso com o seu rasto de miséria criminosa para a classe operária, as migrações internas, em quase toda a Europa, foram quase a única alternativa para a sua sobrevivência. Assim, era este enxame de camponeses despojados das terras que exigia a concentração agrícola e que suportava a revolução industrial que se proletarizou nas minas, nas indústrias têxteis, na construção civil, no comércio ou no serviço doméstico. A classe operária nascente era sujeita a todos os abusos, desde o trabalho infantil, à sobre-exploração do trabalho feminino e à retirada de todos os direitos políticos aos trabalhadores.
As crises económicas cíclicas, cujas consequências desastrosas para os mais fracos, mas justificada pela mão invisível do liberalismo, obrigava a mais emigrações maciças agora para países como os Estados Unidos, a Argentina, o Brasil ou para os diversos domínios coloniais do imperialismo europeu. Os portugueses não estavam ausentes destes grandes movimentos migratórios. Julgam-se que foram 20 milhões de europeus que desde 1884 a 1914 se deslocaram, tendo a emigração portuguesa aumentado sistematicamente pelo menos até ao ano de 1900. No século XX, em quase todo o século XX, a emigração portuguesa foi uma realidade, dizem os diversos estudos. A fome e a pobreza grassavam em Portugal, quer nos anos da República que virou as costas às reivindicações operárias e uma das causas da sua decadência precoce, quer nos anos da guerra que entre 1916 e 1918 levou para a matança dos imperialismos dezenas de milhar de operários e camponeses portugueses em La Lys. Depois, sabemos demasiado bem a que levou a ditadura salazarista no que a este campo diz respeito. Levados a uma austeridade e pobrezas absurdas e vendendo a «alegria no trabalho» decalcado do mussolinista «Doppo Lavoro», obrigados ao respeitinho, às humilhações contínuas, à falta de liberdade, às Casas do Povo e aos sindicados nacionais, à Sopa dos Pobres e ao medo instituído pela repressão e à guerra colonial, foi evidente o impulso migratório de sucessivas levas de portugueses em quase todo o século passado realçando-se a explosão de emigração clandestina e «legal» na década de 60, só diminuindo significativamente nos anos 70, exactamente quando houve melhores condições de vida, ganhos no PREC.
Hoje, «Trabalhos em Curso» leva-nos a uma nova perspectiva sobre a emigração portuguesa. Ao discurso oficial da emigração «talvez a mais qualificada» que tivemos para os países europeus, contrapõe-se a emigração de operários portugueses principalmente para Espanha. No conjunto, entre 2002 e 2008, e apresentado por João Queirós, na Tabela 1, são 135 mil os residentes de trabalhadores portugueses registados em que o sector da agricultura, da construção e da indústria supera, em muito, o sector dos serviços.
Mais uma vez, Portugal assiste, não sem alguns falsos argumentos aduzidos por más consciências políticas, a um processo de exportação de trabalho barato que produz a rarefacção da classe operária e ao declínio da acção política reivindicativa, de uma crise de reforço sindical e igualmente de uma ténue consciência de classe. O processo de recuperação neoliberal que se está a verificar desde a crise de 2008, ou muito antes, se quisermos relembrar os anos 80 nos EUA e Grã-Bretanha,  passa por uma deslocalização das empresas multinacionais, por despedimentos em massa, pela chamada «flexibilização das leis laborais» e pela desmontagem das indústrias tradicionais através da robotização, sem que tudo isto seja acompanhado pela atribuição de novos direitos que apontem para vivências mais democráticas, fruto, em grande parte, senão na sua maior parte, pela luta secular dos operários e fundamentais para uma vida digna de que estamos ainda a usufruir. Lembremos que o movimento operário mundial foi portador de uma modernidade e de iniciativas de liberdade ímpares e que lhe devemos os juros dessa luta. É evidente que também levaram com as ilusões perdidas em utopias e em revoluções fracassadas, mas nunca poderemos negar os direitos que fomos adquirindo por essas lutas feitas a ferro e fogo. Daí, a importância do conhecimento das lutas operárias e do seu estudo contínuo e do valor do trabalho como parte de uma sociedade que se quer solidária.
Neste «Trabalhos em Curso» a existência de uma vida virada para a sobrevivência ou para sobrevida do quotidiano dos operários emigrantes não está só espelhada pelas entrevistas do Bruno ou de Ana Cristina Pereira. A pobre sobrevivência dos operários emigrantes está bem viva num simples quadro no artigo de Bruno Monteiro, na página 146 do livro. Chama-se «Entre cá e lá». Diz, infelizmente, tudo sobre a afronta a que estes homens estão sujeitos. Uma vida contada euro a euro, à espera de boleias em estradas perigosas, em mediáticos acidentes de trabalho, em condições de habitabilidade improváveis, em horas de trabalho sem fim. Creio sinceramente que o silêncio sobre este estado de coisas é tão criminoso como a acção das redes mafiosas que manobram às claras. Este livro é, por isso, fundamental.
O meu obrigado a todos. 

António Luís Catarino. 5 de Dezembro de 2016

quinta-feira, novembro 17, 2016

Apresentação de «Trabalhos em Curso» em Lisboa. Dia 21 de Novembro, 17:00 na Sala de Conferências do Inst. de Geografia da Universidade de Lisboa (Cidade Universitária)

Gostaríamos que estivesse presente na apresentação do livro Trabalhos em Curso. Etnografia de Operários portugueses da Construção Civil em Espanha, a realizar-se dia 21 de novembro, às 17:00, na Sala de Conferências do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, na Rua Branca Edmée Marques, Cidade Universitária.
Com
Jorge Malheiros (CEG, IGOT, UL)
José Manuel Sobral (ICS; UL)
João Queirós (ESE-Porto, IS-UP e organizador do livro)
Bruno Monteiro (IS-UP e organizador do livro)

Outro Modo
Le Monde Diplomatique
Deriva Editores