domingo, abril 20, 2008

abril/maio

Debord



Raoul Vaneigem - La vie s'ecoule

segunda-feira, abril 07, 2008

Alberto Sughi «descobre» Paulo Kellerman

No blog de Alberto Sughi fala-se de Paulo Kellerman e do seu Silêncios entre Nós (tradução, um pouco livre, para Il Silenzo dentro di noi) a sair muito em breve, ainda no final deste mês. Vamos conhecê-lo aqui , um pintor que foi referido pelo Paulo em vários dos seus contos.

A Metamorfose das Plantas dos Pés, de Catarina Nunes de Almeida publicado em Itália. Sairá em Julho pela Deriva

Catarina Nunes de Almeida
La metamorfosi delle piante dei piedi(A metamorfose das plantas dos pés)
traduzione italiana di Martino Baldi
LietoColle - Collana Erato

... bisogna ricominciare dal corpo, amare la vita che è in noi, farla crescere ogni giorno come una pianta dentro, non lasciarla morire. Corpo come luogo vegetale, come biologia dell’uomo: un filone che collega Catarina Nunes de Almeida, non solo a Daniel Faria, ma anche a Jorge Reis-Sá, un filone poetico portoghese inaugurato forse da Al Berto con quel suo zibaldone portatile che era O medo (La paura), che ha anche alimentato una nuova generazioni di giovani scrittori talentuosi e precoci quale Catarina Nunes de Almeida, figli del tempo nostro, e quindi bambini in rovina, come direbbe José Luís Peixoto. Dopo Prefloração, suo libro d’esordio, nella lettura di questa nuova raccolta poetica di Catarina ho avuto la conferma dell’impressione di freschezza verde della sua poesia, bella e sofferta, consapevole del mondo e aperta ad esso, come una pillola di ossigeno, un palliativo poetico per i mali umani che, come diceva Gil de Biedma, sono dell’anima, ma si leggono nel corpo come un libro aperto.
dalla postfazione di António Fournier

sábado, março 29, 2008

Já nas livrarias: Kenneth White e Filipa Leal

Kenneth White e Filipa Leal constituem as novidades já editadas pela Deriva neste mês de Março. Um livro de ensaio literário sobre o movimento da geopoética, O Espírito Nómada (ver na etiqueta Kenneth White) e a última publicação de poesia da Filipa Leal - O Problema de Ser Norte.

Todos com capa de Gémeo Luís, já se encontram disponíveis nas livrarias e para os assinantes da Deriva. Sobre estes dois livros cremos que se irá falar muito deles. Teremos tempo.

Silêncios entre Nós, de Paulo Kellerman - a sair, já em Abril

Capa de Gémeo Luís na remodelada colecção de narrativa/contos da Deriva. É este o próximo livro de Paulo Kellerman - Silêncios entre Nós. A sair em Abril.

Contos de Paulo Kellerman e João Pedro Mésseder editados no Brasil

A Editora Destaque editou, entre muitos outros autores brasileiros e portugueses, mini-contos de Paulo Kellerman e João Pedro Mésseder. Uma pubicação importante cuja organização pertenceu a Laís Chaffe. Para saber mais http://www.casaverde.art.br/

quinta-feira, março 27, 2008

Vozes do Alfabeto, de João Pedro Mésseder e João Maio Pinto. O novo livro infantil da Deriva





Vozes do Alfabeto, de João Pedro Mésseder, reúne cerca de três dezenas de poemas. São versos preferencialmente destinados a crianças em fases iniciais de aprendizagem da leitura e da escrita, ou seja, em idade de frequentar o 1º ciclo do Ensino Básico. A cada letra corresponde um texto, por vezes dois. Se aqui o poema se assemelha a uma micro-história em verso, acolá encena um pequeno episódio burlesco; e outros há que se mantêm num registo lírico. Organizados de acordo com a ordem das letras no alfabeto (primeiro o poema centrado no A, depois no B, depois no C, e assim sucessivamente), inspiram-se no trava-línguas da tradição oral. Deste modo, a simplicidade da linguagem, ao alcance da capacidade de compreensão da criança, vê-se literariamente compensada pelo recurso à aliteração, à assonância, à anáfora, ao jogo linguístico e a outros elementos expressivos. Rimados e ritmados, facilmente memorizáveis, os textos permitem, se lidos em voz alta, activar a atenção auditiva e concorrem para o desenvolvimento da consciência fonológica, sem nunca abdicarem da dimensão lúdica e do humor que são traços distintivos deste livro, profusamente ilustrado com imagens de assinalável qualidade..

segunda-feira, março 03, 2008

Pedro Teixeira Neves, na Bulhosa de Entrecampos, sexta, 7 de Março, 18:00. Com Maria Teresa Horta


Apresentação de O Sorriso de Mona Lisa de Pedro Teixeira Neves

Com Maria Teresa Horta

Bulhosa do Campo Grande, sexta, 7 de Março, 18:00


Joaquim Castro Caldas na Ler Devagar a 8 de Março, pelas 18:00, com Bibi Perestrelo e João de Sousa


Apresentação de Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas

Ler Devagar, Lisboa. Sábado, 8 de Março. 18:00
Com João de Sousa e Bibi Perestrelo

terça-feira, fevereiro 19, 2008

O Sorriso de Mona Lisa, seguido de Quatro Contos de Fronteira, de Pedro Teixeira Neves

Capa de Gémeo Luís

O Sorriso de Mona Lisa

Nada aconteceu de um dia para o outro, do dia para a noite, como se costuma dizer. Foi antes um processo longo e demorado, quase imperceptível, invisível a olho nu, tal como o movimento dos ponteiros de um relógio. Tentamos vê-los moverem-se e é impossível, o nosso olhar simplesmente não consegue captar aquele «parado movimento», se é que assim se podem pôr as coisas. Pois foi precisamente desse modo que as coisas se passaram neste caso. E curiosamente, quem deu o alarme, nem foi sequer um especialista, mas antes um anónimo e cinzento guarda museológico, um simples funcionário.
Havia poucos meses que o país inteiro se encontrava extasiado ante a descoberta revelada pelos conservadores do Louvre. Por mero acaso, numas obras forçadas por via de infiltrações, numa das muitas e recônditas salas de reservas e fundos da instituição, um dos conservadores, ao espreitar para dentro de um velho sarcófago, tinha dado de caras com uma estátua! O tratar-se de uma estátua, por si só, já seria estranho, pois nunca se soubera de estátua alguma guardada num sarcófago. Mais estranho ainda era tratar-se de uma estátua grega, ainda se fosse egípcia... Retirada a estátua e levada para uma sala de restauro, de imediato especialistas em arte grega reputaram a descoberta como «magnífica», «única» e «milagrosa». «Milagrosa» por duas razões, pela sua beleza extrema, mas também por via do seu notável estado de conservação. «Magnífica» e «única» porque... bem, quanto ao porque já lá iremos.
Interessa reportar, de momento, que logo, logo a estátua foi limpa e preparada para ser mostrada ao público. Ninguém duvidava de que passaria a ser mais uma «jóia da coroa» do museu. E assim sucedeu, ultrapassando-se mesmo as melhores e mais optimistas expectativas. Em questão de dias, tendo conhecimento da descoberta, milhares e milhares de pessoas, amantes de arte, especialistas ou tão-só ignaros turistas em trânsito, acotovelaram-se em filas intermináveis para com os seus próprios olhos, se pudessem com as próprias mãos, poderem ver de perto aquela «nova» maravilha de arte que, não se duvidasse, passaria doravante a constar em todos e quaisquer manuais, guias de arte, dicionários ou enciclopédias sobre arte ocidental. Do mesmo modo, também nas escolas de arte, a estátua passou a ser uma das obras mais estudadas e aquela que maior número de alunas havia escolhido para dissertação de tese final de curso.
Pelo porte, musculado e avantajado, sabia-se que tinha sido um guerreiro. Era um nu sublime, único e singular, fascinante e esplendoroso no modo como, de uma forma exuberante e ao mesmo tempo natural, exibia a intimidade da personagem representada. Olhos redondos, bem definidos, lábios grossos, nariz à grega, testa alta e larga soçobrando-lhe caracóis fartos, todo ele, dos cabelos à planta dos pés, exibia, apesar da força que emanava e encerrava, uma graciosidade que não era senão a tradução divina de uma graça em forma de corpo. A meio caminho, a flor, a divina protuberância masculina revelando-se em todo o seu fulgor e ânimo. Em tudo semelhava um atleta olímpico da actualidade e, em matéria genital, ninguém duvidava, um Deus! Era um grego, está de ver.
Detalhes e rigores técnicos de execução aparte, a beleza das proporções, a maravilha das linhas, o suave da cor da pedra, a luminosidade radiante que do todo se desprendia, a verdade é que o seu apelo maior, e logo motivo maior e bem patente do seu êxito de público, residia naquele concreto e desmesurado instrumento. «Realidade ou ficção da mão que o esculpira, ninguém o sabia precisar, já que subsistiam dúvidas sobre a sua autoria», explicava a um bando de japonesas uma guia solícita e despachada, repetindo as suas explicações e comentários em pelo menos quatro línguas.
Sem qualquer ponta de pudor, no que, bem vistas as coisas, se revelava a liberdade de que desfrutara o seu autor, o «belo grego», como já era conhecido nos meios artísticos, exibia-se naquele museu havia apenas seis meses, desde que fora encontrado numas ruínas nos arredores de Roma. Era um belíssimo exemplar da escultura helenista clássica e nunca, até então, fora encontrado um outro seu similar em tão bom estado de conservação. Para mais, tratava-se de um dos poucos exemplares escultóricos do chamado conceito de contrapposto – posição na qual a escultura apoia totalmente numa perna, deixando a outra livre, facto que oferece à obra um grande dinamismo. Policleto, Miron, Praxíteles e Fídias foram seus grandes representantes, tal como Lisipo, que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras feições do rosto, conseguiu acrescentar uma inovação a esta arte, criando os primeiros retratos. O «belo grego» teve, por conseguinte, e até porque ainda ninguém percebera como uma estátua daquelas fora ali parar (para mais, a um sarcófago!), honras de exposição na mais afamada sala do museu, naturalmente junto de «Mona Lisa», também conhecida como Gioconda. Para sermos mais exactos, a estátua foi colocada mesmo em frente a Gioconda.
(...)


de O Sorriso de Mona Lisa, excerto do conto do mesmo nome. Deriva, 2008, 125pp. 14 euros

Filipa Leal e Pedro Teixeira Neves nas Correntes d'Escritas 2008


Capa de Gémeo Luís / Pedro Teixeira Neves



Pedro Teixeira Neves que escreveu O Sorriso de Mona Lisa, seguido de Quatro Contos de Fronteira, na Deriva, esteve nas Correntes d' Escritas, na Póvoa de Varzim, no dia 15 de Fevereiro, numa mesa moderada por Michael Klegger e constituída por valter hugo mãe, Eduardo Halfon, Ignacio del Valle e João Paulo Cuenca. O tema foi «A Literatura rasga a Realidade?». Na noite de quinta-feira fez-se o lançamento do livro. A intervenção do Pedro foi extremamente objectiva. Uma resposta muito concreta à questão formulada pela organização das Correntes e cujo Sorriso de Mona Lisa responde cabalmente. Basta ler.


Filipa Leal por Mafalda Capela


Filipa Leal, esteve na sexta-feira, dia 16, na mesa «Poesia: a bem dita e a mal dita» com Janet Nuñez, Jorge Sousa Braga, Ondjaki e Teresa Rita Lopes. Também a Filipa vai, muito em breve, lançar o seu próximo livro de poesia na Deriva com o título O Problema de Ser Norte. De uma grande clareza a intervenção de Filipa Leal.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Apresentação de Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas. Clube Literário do Porto, 18:00, dia 31 de Janeiro, Quinta.

Se há algum sentido na escolha da palavra coragem para adjectivar a poesia ela aplica-se sobretudo a Joaquim Castro Caldas, homem de muitos ofícios que desde sempre e em múltiplas geografias optou por uma vida verdadeiramente livre que se confunde com as palavras que lhe assomam. Que tenha a forma de livro é esta a regra do jogo. Deste e de outros que distribuía em locais de uma verdadeira deriva experimental que o autor, felino, frequenta. Como ele diz, «escrevo à mão a quem se debruça ainda nas líricas impressas como as árvores curvadas sobre os lagos de água da chuva, marcando o livro com indisciplina, a quem ainda chira atinta, raízes e barro, a quem usa o romantismo para aliviar o tremor dos homens...».

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Marilar Aleixandre, a 25 de Janeiro, 21:30, no Clube Literário do Porto

Foto Xoán Soler - La Voz de Galicia

Marilar Aleixandre afirma que tem a língua fendida e que usurpou o nome da sua mãe. O seu primeiro poemário, Catálogo de Venenos (1999, premio Esquío), foi seguido por Desmentindo a primavera (2003, Xerais), Abecedário de árvores (2006) e Mudanças (2007, Premio Caixanova-PEN Clube), uma reescrita das metamorfoses desde as vozes das mulheres. Bióloga de formação, professora de Didáctica das Ciências na Universidade de Santiago de Compostela, mas com um pé na Costa da Morte, referência dos contos de Lobos nas ilhas (1996, Xerais), ou de histórias infantis como A vaca de Fisterra. Os seus romances mereceram prémios como o da Xerais por Teoria do Caos (2001, Xerais), o de Álvaro Cunqueiro por A Companhia Clandestina de Contrapublicidade (1998, Galaxia) e na literatura juvenil, o de Lazarillo por A Banda sem Futuro (Xerais, 1999, em português Âmbar, 2001), ou o da Crítica da Galiza por A expedição do Pacífico (Xerais, 1994; Dom Quixote, 1998); sendo a última Rua Carvão (Xerais, 2005) sobre o conflito no País Basco. Também publicou ensaio, teatro e guiões de banda desenhada.

Derrotas Domésticas

deve ter sido muito difícil
degolar as enguias
sem cortar os dedos
desviar-te para que não te envolvessem
as escamas do besugo
fugir do nó corredio dos lençóis

nas noites opacas
que batalhas contra os grãos-de-bico
crescendo disformes na água que absurda tarefa
separar as lentilhas do arroz
que impotência
quando o leite fervido vai por fora
inevitavelmente

e se a barafunda das frigideiras
não te deixava ouvir música
se o teu francês e alemão
eram inúteis contra a gordura dos fogões
se os canos de água berram como crianças
ou gaivotas e as batatas se pegam
ao fundo da panela

mãe
como é que estás a sorrir nas fotos?

Catálogo de Venenos
(Tradução de Paula Cruz)

A Marilar estará dia 25 de Janeiro, pelas 21:30, no Clube Literário do Porto. Contará com a presença de José António Gomes e de Paula Cruz

domingo, dezembro 30, 2007

Catálogo de Venenos, de Marilar Aleixandre. Poesia da Galiza

Capa de Gémeo Luís


Catálogo de Venenos é um acto de amor e um ajuste de contas. Uma filha interroga-se sobre a mãe-madrasta, sobre uma relação na que se cruzam amor e ódio, dependência e identificação: “não sabia que foste tu quem me educou/contra ti mesma”. Venenos íntimos, herdados ou escolhidos. Venenos que fendem a língua, pois caminhar sobre o gume da língua é tão perigoso como andar pelo gume dos cutelos. Rebelião que é possível ao levar por baixo das unhas restos da terra ou da tinta da mãe. Quem é a que escreve? A mãe fazendo-o em nome da filha? Talvez a outra, a que usurpa nomes e imagens, a ladra de línguas.
Livro bilingue (português e expressão galega) com tradução de Paula Cruz. À venda nas livrarias a partir de Janeiro.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

Dorregarai, A Casa-Torre de Anjel Rekalde apresentado por Rui Pereira, dia 16 no Porto e a 17 em Coimbra

É já dia 16, sexta-feira, pelas 21:30, que no foyer da Biblioteca Almeida Garrett, aqui no Porto, que Dorregarai, A Casa-Torre vai ser apresentado por Rui Pereira e com a presença de Anjel Rekalde que terá oportunidade de debater com os presentes a luta do povo basco pela independência desde há séculos.
No dia 17, pelas 18:00, será a vez de Coimbra no espaço da Almedina Estádio.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Nova morada

Nova morada a da Deriva, que se passou com armas e (alguma) bagagem para a Rua de Santo Ildefonso, 5º andar, sala 2, aqui no Porto (4000-468), pertinho da Batalha. O telefone e fax são os mesmos de sempre (225365145), mas avisamos que estivemos desconectados um tempo, por causa da dita mudança. Já recuperamos num instante... e aproveitamos para pedir desculpa por alguma falta de resposta a solicitações que nos tenham feito nestes entretantos. O blog também se ressentiu, mas já o pomos a trabalhar que temos muito para vos dizer.
Até já, portanto.

terça-feira, outubro 16, 2007

13os Encontros Luso-Galaicos-Franceses do Livro Infantil e Juvenil. Porto, Biblioteca Almeida Garrett, 15-17/11. A Deriva presente

Milo Manara (ilustração provisória enquanto esperamos a nova, a dos XIII encontros)
Programa
Do livro à cena

Conferências e debates Ateliers/encontros para o público adulto
Exposições – venda de livros Ateliers/encontros/espectáculos para o público infantil
15 de Novembro (5ª feira)
Recepção aos participantes
Abertura oficial (com apresentação do cd-rom relativo aos 12os Encontros)
Intervalo
10:30 – Panorâmicas da literatura dramática galega, portuguesa e francesa
Blanca-Ana Roig Rechou (Rede LIJMI / Univ. de Santiago de Compostela)
Ana Margarida Ramos (Rede LIJMI / Univ. de Aveiro), José António Gomes (Rede LIJMI / ESE do Porto) e Sara Reis da Silva (Rede LIJMI / Univ. do Minho)
Hermes Salceda Rodríguez (Univ. de Vigo)
12:00 – Inauguração das exposições bibliográficas (literatura dramática portuguesa, galega e francesa) e de ilustrações (Inês Oliveira – Portugal; e Óscar Villán – Galiza)
Almoço
14:00 – Ateliers
Teatro escolar no Ensino Primário – Chus Pereiro (Galiza)
Da escrita literária ao teatro – Catarina Lacerda (Teatro do Frio -Portugal)
Do livro à cena – Adelina Carvalho (Portugal)
16:00 – Manuel António Pina e a experiência de escrita teatral em primeira pessoa Manuel António Pina (Portugal)
Sara Reis da Silva (Portugal)
17:00 – Apresentação de livros
A Ninfa do Atlântico de Maria José Meireles, ilustrações de Evelina Oliveira; História de Alberto de Emília Nóvoa, ilustrações de Fedra Santos (Campo das Letras)
Boas Noites – Paula Carballeira (Edicións Xerais de Galicia)
18:15 – História de um segredo de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz pelo Teatro Pé de Vento
16 de Novembro (6ª feira)
9:30 – Teatro para a Infância e a Juventude e Representação
Grupo Garfo – Carlos Labraña e Ánxela Gracián (Galiza)
João Paulo Seara Cardoso (Teatro de Marionetas do Porto)
Karin Serres (escritora e encenadora - França)
Intervalo
11:15 – Escrita para Teatro e Representação no contexto galego
Euloxio Ruibal e Cândido Pazó (Galiza)
Apresentação da Programação de Teatro Infantil do Centro Dramático Galego
Cristina Domínguez (Galiza)
Almoço
14:00 – Ateliers
Teatro escolar no Ensino Primário – Chus Pereiro (Galiza)
Mediador da leitura – procura-se! – Cristina Taquelim (Portugal)
Do livro à cena – Adelina Carvalho (Portugal)
16:00 – Apresentação do Guia Didáctico elaborado a partir de As laranxas máis laranxas de todas as laranxas, de Carlos Casares Mouriño por Pilar Sampedro (autora) e Óscar Villán (ilustrador) (Galiza)
16:30 – Álvaro Magalhães e a experiência da escrita teatral em primeira pessoa
Álvaro Magalhães (Portugal)
José António Gomes
18:00 – Sessão de Conta Contos
Paula Carballeira e Cândido Pazo (Galiza) e Cristina Taquelim (Portugal)
17 de Novembro (sábado)
9:30 – As formas de Teatro para a Infância e Juventude e as realidades dos diferentes espaços linguísticos
José Caldas (Portugal)
João Luiz (Companhia Pé de Vento, Portugal)
Euloxio Ruibal (Galiza)
11:15 – A realidade do teatro escolar
Miguel Vázquez Freire (Galiza)
Francisco Beja (ESMAE / Portugal)
Intervalo
12:00 – Apresentação de O Segredo Maior (poemas musicados), de João Lóio, pelo Grupo Vocal Canto Décimo, direcção de Guilhermino Monteiro
Encerramento
ENCONTROS/ATELIERS E ESPECTÁCULOS PARA CRIANÇAS
Equipa de animação da BMAG e BPMP
15 de Novembro (5ªfeira)
10:30
Equipa de animação da BMAG
Teatro de fantoches “Corre, corre cabacinha” conto tradicional recontado por Eva Mejuto
14:00
Óscar Villán (Galiza)
Como ilustrar um livro para crianças
16 de Novembro (6ªfeira)
10:30
Equipa de animação da BPMP
Teatro de sombras” O sapo encontra um amigo” de Max Velthuijs pel
Eric Many (França)
14:00
Em torno do álbum “Hipólito, o Filantropo”
Organização
APPLIJ – Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil
Gálix – Asociación Galega do Libro Infantil e Xuvenil
LIJMI – Rede Temática de Literatura Infantil e Juvenil do Marco Ibérico Consulado Geral da França
Apoios
Câmara Municipal do Porto – Biblioteca Almeida Garrett Editora Campo das Letras Ministério da Cultura – Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas Casa da Leitura (Fund. C. Gulbenkian) Conselleria de Cultura da Xunta de Galicia Edicións Xerais de Galicia ELOS – Associação Galego-Portuguesa de Investigação em Literatura Infantil e Juvenil Caixanova Livraria Index

terça-feira, outubro 09, 2007

Apócrifo, de José Ricardo Nunes - dia 12/10, 21:30, Fundação Eugénio de Andrade. Apresentação de Pedro Eiras

Grandes Autores para Pequenos Leitores, coordenação de José António Gomes e Blanca-Ana Roig Rechou

Design gráfico de Gémeo Luís
Ilustração de Cristina Valadas
Como o próprio título indica, a obra Grandes Autores para Pequenos Leitores – Literatura para a Infância e a Juventude: Elementos para a Construção de um Cânone propõe uma releitura crítica de um significativo conjunto de obras literárias de potencial recepção infantil e juvenil publicadas nas línguas portuguesa, galega, inglesa e alemã. Pretende-se, com este trabalho, pôr em evidência não só a elevada qualidade estética de tais obras, mas também a sua relevância para a própria evolução da chamada literatura para crianças e jovens, factores que contribuíram para que, ainda hoje, continuem a ser merecedoras de leitura pelas novas gerações e objecto de diferentes abordagens críticas.
Coordenadores da obra:

JOSÉ ANTÓNIO GOMES
é professor adjunto na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Dirige a revista Malasartes: Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude. É membro da Rede Temática LIJMI («Las literaturas infantiles y juveniles del marco ibérico. Su influencia en la formación literaria y lectora»). Participou com comunicações e conferências sobre Literatura para a Infância e Juventude e Literatura Portuguesa Contemporânea em congressos nacionais e internacionais, sendo autor de numerosas publicações nestes âmbitos. Com o nome literário João Pedro Mésseder assinou livros de poesia e cerca de dezena e meia de títulos no âmbito da literatura para crianças.

BLANCA-ANA ROIG RECHOU é catedrática de Língua e Literatura Galegas na Universidade de Santiago de Compostela. Dirige, desde 1995, no Centro Ramón Piñeiro para a Investigación en Humanidades, o projecto «Informes de Literatura» e coordena, no mesmo Centro, o projecto «Diccionarios de Literatura», do qual já se publicaram os volumes Diccionario de termos literarios (a-d) (1998) e (e-h) (2003). É a Investigadora Principal da Rede Temática LIJMI, que conta com apoio à actividade de investigação do Ministério da Educação e Ciência de Espanha e de outras instituições públicas e privadas. Participou em numerosos congressos e jornadas nacionais e internacionais nos quais apresentou conferências e comunicações. Lecciona cursos de doutoramento e de formação contínua sobre Literatura Infantil e Juvenil galega. É autora de livros, artigos e recensões sobre Literatura infantil e Literatura galega em livros e publicações periódicas.
Colaboradoras da obra:
Ana Margarida Ramos
Sara Reis Silva
Maria Jesús Agra Pardiñas
Isabel Mociño González
Marta Neira Rodriguez
Teresa Sixto Rey
Veljka Ruzicka Kenfel
Celia Vásquez Garcia
Já à venda nas livrarias; para encomendar clique aqui

sábado, outubro 06, 2007

Jovens Ensaístas lêem Jovens Poetas, Biblioteca Florbela Espanca, Matosinhos, Quinta-feira, dia 11 de Outubro

Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas

Biblioteca Florbela Espanca, Matosinhos
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

concepção: Pedro Eiras

15h – Sessão 1: Poética e Mostração
moderação: Helena Lopes

Marinela Freitas: Sinónimos inter/ditos: Catarina Nunes de Almeida e o erotismo no feminino
Mariana Leite: Poesia e ciência - Século XXI, odisseia no saber?
João Paulo Sousa: O poema em prosa na obra de Luís Quintais

16.30h – Sessão 2: O Lugar da Poesia
moderação: Andréia Azevedo Soares

Catarina Nunes de Almeida: Imagens da cidade na novíssima poesia portuguesa
Miguel Ramalhete Gomes: Morar e Rememorar – o lugar em A Cidade Líquida, de Filipa Leal
Raquel Ribeiro
: “A noite a princípio é o homem sem casa”: vestígios da escrita e a aparição do divino na “noite escura” de Daniel Faria

18.00h – Sessão 3: Em Diálogo com Outras Artes
moderação: Daniel Jonas

Margarida Gil dos Reis: Uma fotografia para Manuel de Freitas
Helena Lopes: Talvez as fotografias vagamente / desfocadas sejam as mais belas – Poesia e Cinema
Joana Matos Frias: Do corpo espacejado à cirurgia estética: o teatro anatómico da poesia

21.30h – Sessão 4: Panorâmica da Mais Jovem Poesia
moderação: Marinela Freitas

José Ricardo Nunes: A vida e a escrita nalguma poesia portuguesa recente (sumário)
Andréia Azevedo Soares: Édipo às avessas: a poesia como lugar de (re)encontro com o pai
Daniel Jonas: A minha geração

Encontram mais informação no site da Câmara Municipal de Matosinhos:
http://cmmatosinhos.wiremaze.com/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=821970&id=700

segunda-feira, setembro 17, 2007

Filipa Leal nas Quintas da Leitura a 27 de Setembro

Foto de Mafalda Capela


27 de Setembro de 2007 no Café Teatro do Campo Alegre, pelas 22 horas.

A Cidade Líquida

Poesia de Filipa Leal

Apresentação de Inês Pedrosa

Leituras de Inês Veiga de Macedo, Susana Menezes, Pedro Lamares e Filipa Leal.

Fotografia de Mafalda Capela

Perfomance de Tânia Carvalho

Vídeo David Bonneville

Música de MEME, voz Ana Deus e Marta Bernardes, Rui Lima e Sérgio Martins, guitarra, Nuno de Sousa, guitarra e teclados.



Produção FCD / Teatro de Campo Alegre

sexta-feira, agosto 31, 2007

quinta-feira, julho 26, 2007

Dorregarai - A Casa-Torre, de Anjel Rekalde (extracto do I Capítulo).

Capa de Gémeo Luís
DORREGARAI
A casa-torre
Capítulo I (extracto)

Primeira Parte
1834-1839
A primeira vez que Joaquim Garaiar saiu dos limites da aldeia montanhosa em que tinha nascido foi quando se alistou como voluntário nas forças do pretendente D. Carlos. Sem avisar os seus pais, combinou com outros quatro jovens da região. Marcaram um encontro para a meia-noite junto ao velho carvalho que assinalava o final da praça que se estendia em frente da pequena igreja da aldeia, e dali tomaram um carreiro pelo monte, longe do caminho real, para irem ao encontro da guerrilha comandada por Tomás Zumalakarregi.
Os cinco rapazes saíram praticamente só com o que tinham em cima. Levavam pouca roupa e alguma comida para a viagem e uma inquietação que parecia sair-lhes pelo colarinho da camisa a julgar pela forma com que puxavam por ele com os dedos nervosos.
Da copa do carvalho uma coruja de plumagem esbranquiçada observava-os enquanto caçava.
A revolta dos bascos tinha-se iniciado poucos meses antes. O descontentamento da população tinha-se juntado às intrigas palacianas e ao dos oficiais afectos a D. Carlos V de tal maneira que a detenção e o fuzilamento do general Santos Ladrón de Cegama tinha provocado uma reacção que terminou numa mobilização geral. Os insurrectos ocuparam, em primeiro lugar, as praças de Vitória e de Bilbau assim como numerosos municípios mais pequenos, onde se apoderaram das armas depositadas, encomendadas para a criação de milícias do país para o caso de uma invasão estrangeira.
No território basco peninsular não havia exército nem os seus habitantes estavam sujeitos ao serviço militar. O alistamento em caso de guerra externa era geral, pai por filho. Da mesma forma, os batalhões de terços desmobilizavam-se, depois de terminado o confronto, para voltar aos seus trabalhos habituais.
Com essas armas armazenadas, relíquias de antigas batalhas, ergueu-se o movimento carlista. Eram apenas baionetas, sabres e algumas espingardas de percussão danificadas sem munição.
O governo liberal de Madrid, afecto à rainha regente Cristina, opôs-se a este levantamento e, à falta de efectivos militares próprios das províncias insurrectas, enviou o exército de Portugal sob o comando do general Sarsfield. A soldadesca espanhola entrou no país basco como um touro numa louçaria, esmagando e destruindo tudo à sua passagem. Em menos de uma semana tomou as cidades de Bilbau e de Vitória e expulsou os rebeldes para a montanha.
Zumalakarregi reuniu as forças dispersas e organizou-as em batalhões móveis, ligeiros, capazes de evoluir e manobrar com rapidez. Os comandos e os grupos de guerrilhas, expulsos das províncias ocidentais, agruparam-se em Navarra e constituíram um novo exército no qual a falta de recursos militares era compensada pela audácia e pela surpresa das acções. O êxito face a Sarsfield propagou-se pelos vales como uma epopeia lendária e, tal como noutros tempos, face aos invasores franceses, a população juntou-se às milícias resistentes.
Joaquim Garaiar saiu ao caminho atrás de José Maria Arbelaiz. Alguns anos antes este tinha abandonado a aldeia para entrar para um convento de frades. Em crianças tinham sido amigos, mas desde que se tinha ido embora não o voltara a ver até que, dias atrás, quando Joaquim voltava do trabalho no bosque, ouviu um rastolhar que nascia por debaixo de uns tojos.
Aproximou-se para ver. Escondido, por detrás do matagal, estava o frade que o afastou com enérgico gesto com a mão.
— Fora! Vai-te embora! Que ninguém te veja a falar comigo!
Joaquim parou desconcertado no meio do carreiro.
— O que se passa?
— Tens de me ajudar. Foram ao mosteiro, revistaram-no à procura de armas e escapei por milagre por uma janela no telhado.
— O que aconteceu? O que é que queres?
— Agora, não te posso dizer. Pode passar alguém. Vem à noite, traz-me qualquer coisa para comer e falaremos.
Com o luar, quando a família foi dormir no fim do dia, Joaquim escapou-se do seu quarto em silêncio, com o coração a palpitar de impaciência e os bolsos cheios de broa de milho e algumas tiras de carne da matança que tinha retirado da despensa. Chegou ao local onde tinha deixado o seu amigo e assobiou com precaução na escuridão. Ao fim de alguns instantes ouviu uns passos nas suas costas, na direcção contrária à que pressupunha estar o monge escondido. O seu medo foi tal ao sentir-se apanhado que esteve prestes a desatar a correr pelo monte, ladeira abaixo.
— Calma, sou eu.
— Que susto! Não te esperava desse lado. Pensei que alguém me tinha seguido.
— Ninguém veio atrás de ti. Estava a vigiar e tomei as minhas precauções.
O perseguido comeu as provisões com fome de lobo. Joaquim ouvia-o comer e engolir quase sem mastigar. Não podia ver o seu rosto no escuro, mas sem saber por quê, imaginou-o abatido.
— Porque não foste até à tua casa, onde está a tua família?
— Era muito perigoso. Estão perto de Oleta e da estrada. É possível que estejam à espera para me prenderem.
José Maria Arbelaiz era religioso por obrigação. O irmão mais velho tomaria conta da fazenda familiar e para o segundo não havia sítio no casario. D. Pedro, o pároco que os visitava regularmente e comia uma vez por semana nas cozinhas melhor fornecidas da freguesia, procurou uma colocação e encontrou-lhe um lugar no velho convento dos monges.
José Maria ali entrou para se instruir e adaptar-se à vida da ordem. Ali foi apanhado pelas perseguições da autoridade liberal, pelos ataques ao património da Igreja e pela falta de cobrança das rendas eclesiásticas devido à pobreza da população.
Como outros frades envolveu-se, em seguida, nas teias da insurreição. Andou no contrabando de armas, na espionagem e na vigilância das forças inimigas. Viajou como correio devido ao seu conhecimento dos carreiros do gado impossíveis de controlar pelo exército, e rapidamente entrou para as listas de mandados de captura dos guardas da província.
Era um jovem vivaço. Diziam dele que tinha um duende sob a pele que o mantinha sempre acordado. Qualquer sobressalto fazia-o correr antes de olhar e voltava a cabeça de imediato para ver o que se passava atrás de si, como se receasse uma punhalada imprevista ou o aparecimento de um inimigo. Esta ansiedade tinha-o livrado de ser presa dos soldados. Quando lia uns avisos, retirado na sua cela, sentiu os primeiros passos de botas nos silenciosos corredores do mosteiro. Intuiu que era a tropa que o procurava e escapou-se pela clarabóia no telhado.
Com a boca ainda cheia de broa de milho contou ao seu amigo Joaquim.
— Um soldado velho espreitou e apontou a espingarda pela janela por onde eu tinha fugido. Chegou a disparar, sem pontaria, pois não me apanhou. Atirei-lhe com uma telha, a que escapou por milagre e ninguém mais apareceu para me perseguir.
Falavam em sussurro, com medo, conscientes de que a noite propaga as palavras à distância. No entanto, estavam encobertos pela natureza adormecida, os grilos incansáveis, a passagem da brisa entre as árvores e os ruídos inquietantes dos caçadores da escuridão. (...)

Tradução de Francisco Marques
Obra a sair em Agosto

quarta-feira, julho 25, 2007

Os próximos livros da Deriva

Duda Valle, Rio de Janeiro

Agosto - Dorregarai, A Casa-Torre, de Anjel Rekalde. Romance histórico.
Setembro - Grandes Autores para Pequenos Leitores - Literatura para a Infância e a Juventude: elementos para a construção de um cânone, coord. de José António Gomes e Blanca-Anna Roig Rechou. Ensaio.
Setembro - Vozes do Alfabeto, de João Pedro Mésseder, ilustrações de João Maio Pinto. Infantil.
Outubro - A Intoxicação Linguística, de Vicente Romano. Ensaio.
Outubro - Apócrifo, de José Ricardo Nunes. Poesia.
Novembro - O Espírito Nómada de Kenneth White. Ensaio.
Novembro - Catálogo de Venenos, Marilar Aleixandre. Poesia.

terça-feira, julho 17, 2007

Dorregarai, A Casa-Torre de Anjel Rekalde, traduzido por Francisco Marques e a editar este mês pela Deriva

A capa espanhola de Dorregarai, A Casa-Torre e Anjel Rekalde

Angel Rekalde, Tolosa – País Basco (1957) é licenciado em Sociologia e Ciências Políticas e doutorado em Jornalismo pela Universidade do País Basco. Analista do Discurso, é também um profundo conhecedor da História nacional basca e do seu conflito nacional com os Estados espanhol e francês, do qual possui, aliás, uma funda vivência pessoal. Encarcerado durante e após o franquismo pela sua militância na organização armada basca ETA, cumpriu duas décadas de prisão, em numerosos cárceres do Estado espanhol, que transformou num tempo fecundo de grande vitalidade intelectual. Retratou essas vivências em obras como Herrera, Prisión de Guerra e em crónicas e artigos diversos. A trilogia cuja publicação em português a Deriva Editores agora inicia, com "Dorregarai, A Casa-Torre" é uma densa saga histórica, que conta a História do último século e meio de vida da nação basca, desde a abolição militar da sua última fronteira com Espanha, no rio Ebro, até aos 90 do último século. A Deriva editará, por ordem cronológica os dois restantes volumes, "Mugalaris" e "Sombras del Alba", difundindo pela primeira vez em língua portuguesa, a visão independentista do conflito, pela mão de um dos mais reputados ficcionistas do país na actualidade. De Angel Rekalde, em co-autoria com o jornalista português Rui Pereira, encontra-se editado em Portugal o ensaio "O Novo Jornalismo Fardado – El País e o Nacionalismo basco".
A edição portuguesa da Deriva, a sair ainda este mês, vai inaugurar uma nova colecção de ficção que continuará a ser de Gémeo Luís (não tardaremos a dar a conhecer a nova capa). A tradução é de Francisco Marques.

quinta-feira, julho 05, 2007

Dia 6 de Julho, sexta, às 21:30, na Galeria Sargadelos, debate sobre Futuro Primitivo de John Zerzan

Arte Cavernícola

É na Galeria Sargadelos, aqui no Porto, que se vai debater o Futuro Primitivo de John Zerzan. os moderadores de um debate que se quer alargado a todos os presentes serão Rui Pereira, André Martins, António Alves da Silva e aqui o editor. É no dia 6 de Julho (sexta), pelas 21:30. A Galeria é na Rua Mouzinho da Silveira, 294 (quem desce da estação de S. Bento para a Ribeira, do lado esquerdo). O telefone é o 222011666. Haverá uma comunicação escrita de John Zerzan para o debate.

terça-feira, julho 03, 2007

Da Sombra que Somos, de Maria Sofia Magalhães: 4 de Julho, Palacete Balsemão, 21:30 (à Carlos Alberto)



Apresentação do livro de poesia ”Da Sombra que Somos”

Dia 4 de Julho | quarta-feira | 21:30 horas

Palacete Balsemão | Praça Carlos Alberto | Porto
Livraria Poetria