Clicar na imagem para aceder ao blogsexta-feira, julho 25, 2008
As Aventuras de Sheila e Said: uma nova colecção juvenil da Deriva. A sair em breve. Para já, um blog
Clicar na imagem para aceder ao blogquarta-feira, julho 23, 2008
Filipa Leal à conversa com Catarina Nunes de Almeida. Nas Quintas de Leitura

Filipa Leal e Catarina Nunes de Almeida
Quando fui, estive em Nápoles, não estive ali. Depois a ideia de ir para Pisa foi realmente a de trabalhar, mas é sempre um bocadinho um sacrifício. Eu sou muito ligada às minhas raízes.
Sim. Ou para o Porto...Vamos ver se há motivos passionais...Por exemplo. [Risos]
Hypomnemata, de Pedro Eiras. No Rivoli até 27 de Julho
Vozes do Alfabeto no Plano Nacional de Leitura

sábado, julho 05, 2008
A Metamorfose das Plantas dos Pés, de Catarina Nunes de Almeida. Um novo livro de poesia
A Metamorfose das Plantas dos Pés, de Catarina Nunes de Almeida, que a Deriva agora edita, é constituído por três capítulos. O primeiro, que dá o nome ao livro, seguido de Corpo Floresta e A Descoberta do Fogo. Poesia caleidoscópica onde se conjuga o mar, as montanhas, as nuvens de onde vemos a terra e os homens que a habitam e sempre as árvores e os ramos como se cada um de nós pretendesse fazer parte e as disputássemos por um lugar exequível. Uma poesia que é uma orquestra para os sentidos. «…Das nuvens uma flor não é uma flor. / Duas flores não são duas flores. Das nuvens uma plantação de flores é apenas / um rectângulo amarelo / onde podem existir girassóis / guarda-sóis ventoinhas - / o que é que importa se por lá / também correm crianças?»
quarta-feira, junho 11, 2008
Dragona de Xavier Queipo, já nas livrarias

quarta-feira, maio 28, 2008
Jorge Sousa Braga apresenta Filipa Leal. Este sábado, 31 de Maio no auditório do Planetário. Às 18h
A Deriva nas Feiras do Livro
domingo, maio 04, 2008
Apresentação do livro Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas, com Pedro Eiras e Rosa Maria Martelo
Sexta-feira, dia 9 de Maio, pelas 21:00, no auditório da Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, apresentar-se-á o livro Jovens Ensaístas Lêem Jovens Poetas. Com Pedro Eiras que coordenou a edição e Rosa Maria Martelo.Durante todo o dia 11 de Outubro, um público numeroso e fidelíssimo acompanhou e dialogou com estas leituras da mais jovem poesia. O livro que agora se publica corresponde aos doze textos, revistos, eventualmente repensados a partir dos debates. (…)
Da mais premente contemporaneidade se fala também neste livro. Os doze autores chegaram ao ensaio precisamente no momento em que os poemas aqui lidos eram escritos. Pretende-se dar conta desse encontro. Alguns dos autores deste livro, embora se apresentem aqui como ensaístas, são também poetas revelados nas décadas de 1990-2000, e chegam a ser estudados em alguns ensaios.
Geram-se pois, ao mesmo tempo, coincidências e dispersão – igual-mente produtivas. Por um lado, há referências que se cruzam, repetem, permitem definir projectos do que seja a poesia hoje. Para uma escrita necessariamente em transformação, dizem-se assim algumas cartografias possíveis.»
Do Prefácio, por Pedro Eiras
Nesse dia, a todos os títulos memorável pelo seu interesse e pela novidade no campo da crítica e do ensaio literário, ouviram-se as intervenções de Marinela Freitas, Mariana Leite, João Paulo Sousa, Catarina Nunes de Almeida, Miguel Ramalhete Gomes, Raquel Ribeiro, Margarida Gil dos Reis, Helena Lopes, Joana Matos Frias, José Ricardo Nunes, Andréia Azevedo Soares e Daniel Jonas.
sábado, abril 26, 2008
Paulo Kellerman e Luís Mourão na Arquivo, em Leiria, dia 29/04. Às 18:30


quinta-feira, abril 24, 2008
Versos para Adormecer, José Ricardo Nunes
Ontem, para adormecer, embalei-me
nos versos que acontecem antes
de adormecer, quando o sono já manda
e o corpo não obedece à ordem
de acender a luz e procurar papel
e caneta. Antes de adormecer escrevi
os versos que escrevo agora, à secretária,
numa pausa apressada, para combater
o stress com desactualizada ortografia. E lembro-me
que voltei a pensar neles de manhã, na sonolência
do autocarro, ao chegar ao terminal. O corpo
vinha então aos versos, a despropósito,
estava parado a ser. De manhã,
à entrada de Lisboa, os versos são por vezes coisas
que coloco em paralelo ao rio.
Apócrifo, José Ricardo Nunes, Deriva, 2007
domingo, abril 20, 2008
Brutal – 3º Festival Internacional de Poesia Contemporânea em Zagreb. Filipa Leal presente

Há 3 anos que este festival é organizado, e há 3 anos que o Instituto Camões vem a apoiar esta iniciativa, que tem contado com uma presença portuguesa desde o início. Este ano, a convidada é a poetisa e jornalista Filipa Leal.
No final do festival será publicado um livro (à semelhança das edições anteriores) com os poemas de todos os participantes. Os poemas estarão nas suas línguas originais e também serão apresentadas as respectivas traduções em croata.
Durante essa semana, os estudantes da Cátedra de Língua e Literatura Portuguesas da Faculdade de Letras da Universidade de Zagreb terão a oportunidade de conhecer Filipa Leal um pouco melhor, através de um Workshop de Poesia que dinamizará na Faculdade.
15, 16 e 17 de Abril de 2008
Livraria-café Booksa e no bar Gjuro II
Zagreb
Do site do Instituto Camões
A Deriva não resiste a editar O Problema de Ser Norte na língua croata:

Problem je biti sjeverno
Bio je to stih s drvećem okolo.
Imao je problem što je sjeverno
i što je dan i što je tako oprečan prirodi.
Bio je to stih bez zraka
ali s drvećem okolo,
a ja u središtu, dolje, na kamenim
stubama, puna zelenila i hladnoće
razmišljam kako i dalje ne shvaćam
oprečnu prirodu pred svojim očima.
Jer ako je drveće jedini
krajolik ovoga stiha, svugdje okolo,
a ja u središtu, dolje, na kamenim
stubama još uvijek, ako se okrenem, ako umrem,
hoće li to drveće još uvijek biti krajolik ovoga stiha,
kako da ga volim
a da me
neka
posebna
tišina još
ne prekine?
O Problema de Ser Norte, Deriva, 2008
abril/maio
Raoul Vaneigem - La vie s'ecoule
segunda-feira, abril 07, 2008
Alberto Sughi «descobre» Paulo Kellerman
A Metamorfose das Plantas dos Pés, de Catarina Nunes de Almeida publicado em Itália. Sairá em Julho pela Deriva
... bisogna ricominciare dal corpo, amare la vita che è in noi, farla crescere ogni giorno come una pianta dentro, non lasciarla morire. Corpo come luogo vegetale, come biologia dell’uomo: un filone che collega Catarina Nunes de Almeida, non solo a Daniel Faria, ma anche a Jorge Reis-Sá, un filone poetico portoghese inaugurato forse da Al Berto con quel suo zibaldone portatile che era O medo (La paura), che ha anche alimentato una nuova generazioni di giovani scrittori talentuosi e precoci quale Catarina Nunes de Almeida, figli del tempo nostro, e quindi bambini in rovina, come direbbe José Luís Peixoto. Dopo Prefloração, suo libro d’esordio, nella lettura di questa nuova raccolta poetica di Catarina ho avuto la conferma dell’impressione di freschezza verde della sua poesia, bella e sofferta, consapevole del mondo e aperta ad esso, come una pillola di ossigeno, un palliativo poetico per i mali umani che, come diceva Gil de Biedma, sono dell’anima, ma si leggono nel corpo come un libro aperto.
sábado, março 29, 2008
Já nas livrarias: Kenneth White e Filipa Leal
Silêncios entre Nós, de Paulo Kellerman - a sair, já em Abril
Capa de Gémeo Luís na remodelada colecção de narrativa/contos da Deriva. É este o próximo livro de Paulo Kellerman - Silêncios entre Nós. A sair em Abril.
Contos de Paulo Kellerman e João Pedro Mésseder editados no Brasil

quinta-feira, março 27, 2008
Vozes do Alfabeto, de João Pedro Mésseder e João Maio Pinto. O novo livro infantil da Deriva
segunda-feira, março 03, 2008
Pedro Teixeira Neves, na Bulhosa de Entrecampos, sexta, 7 de Março, 18:00. Com Maria Teresa Horta

Apresentação de O Sorriso de Mona Lisa de Pedro Teixeira Neves
Com Maria Teresa Horta
Bulhosa do Campo Grande, sexta, 7 de Março, 18:00
Joaquim Castro Caldas na Ler Devagar a 8 de Março, pelas 18:00, com Bibi Perestrelo e João de Sousa

Apresentação de Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas
domingo, março 02, 2008
"Encontro entre Poetas Portuguesas e Italianas" - Immagini del Femminile, organizado por Catarina Nunes de Almeida, com a presença de Filipa Leal
Pisa, 8 de Março de 2008
com Elisa Biagini, Antonelle Anedda, Filipa Leal, Maria do Rosário Pedreira, Rosa Alice Branco, Catarina Nunes de Almeida.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
O Sorriso de Mona Lisa, seguido de Quatro Contos de Fronteira, de Pedro Teixeira Neves
Capa de Gémeo LuísHavia poucos meses que o país inteiro se encontrava extasiado ante a descoberta revelada pelos conservadores do Louvre. Por mero acaso, numas obras forçadas por via de infiltrações, numa das muitas e recônditas salas de reservas e fundos da instituição, um dos conservadores, ao espreitar para dentro de um velho sarcófago, tinha dado de caras com uma estátua! O tratar-se de uma estátua, por si só, já seria estranho, pois nunca se soubera de estátua alguma guardada num sarcófago. Mais estranho ainda era tratar-se de uma estátua grega, ainda se fosse egípcia... Retirada a estátua e levada para uma sala de restauro, de imediato especialistas em arte grega reputaram a descoberta como «magnífica», «única» e «milagrosa». «Milagrosa» por duas razões, pela sua beleza extrema, mas também por via do seu notável estado de conservação. «Magnífica» e «única» porque... bem, quanto ao porque já lá iremos.
Interessa reportar, de momento, que logo, logo a estátua foi limpa e preparada para ser mostrada ao público. Ninguém duvidava de que passaria a ser mais uma «jóia da coroa» do museu. E assim sucedeu, ultrapassando-se mesmo as melhores e mais optimistas expectativas. Em questão de dias, tendo conhecimento da descoberta, milhares e milhares de pessoas, amantes de arte, especialistas ou tão-só ignaros turistas em trânsito, acotovelaram-se em filas intermináveis para com os seus próprios olhos, se pudessem com as próprias mãos, poderem ver de perto aquela «nova» maravilha de arte que, não se duvidasse, passaria doravante a constar em todos e quaisquer manuais, guias de arte, dicionários ou enciclopédias sobre arte ocidental. Do mesmo modo, também nas escolas de arte, a estátua passou a ser uma das obras mais estudadas e aquela que maior número de alunas havia escolhido para dissertação de tese final de curso.
Pelo porte, musculado e avantajado, sabia-se que tinha sido um guerreiro. Era um nu sublime, único e singular, fascinante e esplendoroso no modo como, de uma forma exuberante e ao mesmo tempo natural, exibia a intimidade da personagem representada. Olhos redondos, bem definidos, lábios grossos, nariz à grega, testa alta e larga soçobrando-lhe caracóis fartos, todo ele, dos cabelos à planta dos pés, exibia, apesar da força que emanava e encerrava, uma graciosidade que não era senão a tradução divina de uma graça em forma de corpo. A meio caminho, a flor, a divina protuberância masculina revelando-se em todo o seu fulgor e ânimo. Em tudo semelhava um atleta olímpico da actualidade e, em matéria genital, ninguém duvidava, um Deus! Era um grego, está de ver.
Detalhes e rigores técnicos de execução aparte, a beleza das proporções, a maravilha das linhas, o suave da cor da pedra, a luminosidade radiante que do todo se desprendia, a verdade é que o seu apelo maior, e logo motivo maior e bem patente do seu êxito de público, residia naquele concreto e desmesurado instrumento. «Realidade ou ficção da mão que o esculpira, ninguém o sabia precisar, já que subsistiam dúvidas sobre a sua autoria», explicava a um bando de japonesas uma guia solícita e despachada, repetindo as suas explicações e comentários em pelo menos quatro línguas.
Sem qualquer ponta de pudor, no que, bem vistas as coisas, se revelava a liberdade de que desfrutara o seu autor, o «belo grego», como já era conhecido nos meios artísticos, exibia-se naquele museu havia apenas seis meses, desde que fora encontrado numas ruínas nos arredores de Roma. Era um belíssimo exemplar da escultura helenista clássica e nunca, até então, fora encontrado um outro seu similar em tão bom estado de conservação. Para mais, tratava-se de um dos poucos exemplares escultóricos do chamado conceito de contrapposto – posição na qual a escultura apoia totalmente numa perna, deixando a outra livre, facto que oferece à obra um grande dinamismo. Policleto, Miron, Praxíteles e Fídias foram seus grandes representantes, tal como Lisipo, que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras feições do rosto, conseguiu acrescentar uma inovação a esta arte, criando os primeiros retratos. O «belo grego» teve, por conseguinte, e até porque ainda ninguém percebera como uma estátua daquelas fora ali parar (para mais, a um sarcófago!), honras de exposição na mais afamada sala do museu, naturalmente junto de «Mona Lisa», também conhecida como Gioconda. Para sermos mais exactos, a estátua foi colocada mesmo em frente a Gioconda.
Filipa Leal e Pedro Teixeira Neves nas Correntes d'Escritas 2008


Capa de Gémeo Luís / Pedro Teixeira Neves

Filipa Leal por Mafalda Capela
terça-feira, janeiro 29, 2008
Apresentação de Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas. Clube Literário do Porto, 18:00, dia 31 de Janeiro, Quinta.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Marilar Aleixandre, a 25 de Janeiro, 21:30, no Clube Literário do Porto
Foto Xoán Soler - La Voz de Galicia
Derrotas Domésticas
deve ter sido muito difícil
degolar as enguias
sem cortar os dedos
desviar-te para que não te envolvessem
as escamas do besugo
fugir do nó corredio dos lençóis
nas noites opacas
que batalhas contra os grãos-de-bico
crescendo disformes na água que absurda tarefa
separar as lentilhas do arroz
que impotência
quando o leite fervido vai por fora
inevitavelmente
e se a barafunda das frigideiras
não te deixava ouvir música
se o teu francês e alemão
eram inúteis contra a gordura dos fogões
se os canos de água berram como crianças
ou gaivotas e as batatas se pegam
ao fundo da panela
mãe
como é que estás a sorrir nas fotos?
Catálogo de Venenos
(Tradução de Paula Cruz)
A Marilar estará dia 25 de Janeiro, pelas 21:30, no Clube Literário do Porto. Contará com a presença de José António Gomes e de Paula Cruz
domingo, dezembro 30, 2007
Catálogo de Venenos, de Marilar Aleixandre. Poesia da Galiza
Capa de Gémeo Luís
























