terça-feira, abril 18, 2006

Culturalmente Correcto, de António Clark de Melo.


Do meu amigo Zé O, e editor lisboeta da Mareantes, recebi com grande agrado a sua visita oportuna acompanhado da mais recente novidade o «Culturalmente Correcto - como ter sucesso no mundo da cultura» de António Clark de Melo. Obrigatório ler, reler e oferecer (se possível com sublinhados para chatear alguém que se conhece com o tal estilo referido na sequência de capítulos hilariantes).

Diz-se do autor (ainda envolto nalguma polémica sobre a sua verdadeira identidade): «António Clark Melo nasceu em Lisboa em 1965 e foi em jovem viver para New Jersey. É autor de vários ensaios sobre jornalismo, religião comparada e literatura.Doutorado em Literatura Comparada e História pela Washington University (St. Louis, EUA), foi professor na Índia durante o final década de noventa. Em 1999, ganhou o «Prémio Sherburne» pela sua obra, «The First Judgment», sobre a natureza do destino humano e as suas diversas configurações culturais. O último livro de António Clark Melo, «Citizen Kane in Portugal» (2005), é uma obra ímpar que a Mareantes Editora agora traduz sob o oportuno título, Culturalmente Correcto. Trata-se, como disse a ensaísta Elisa Matoso, de uma análise de um «notável comparatista, por um lado universalista, por outro lado, divulgador do ser profundo de Portugal».

Extracto do Cap.5 «Como circular entre artistas e gente de cultura?»
«Embora possa pensar o contrário, o mundo da cultura é povoado por gente muito inculta; gente que anda, há anos e anos, a atravessar desertos e estepes sem fim. São escritores falhados, pintores adiados, cineastas de super oito (quase sempre feitos num oito); é gente que cita este ou aquele e que se tenta envolver na saga das coisas plásticas e literárias ou cinematográficas, pensando que, com isso, talvez pudessem ascender ao paraíso mais cedo, ou - humor dos humores - que acabariam por ficar ricos e a viver, para sempre, ao colo da Sharon Stone ou da Sónia Guimarães ou da Bárbara Braga. Geralmente é gente sem tesão.» Pág.15.
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