terça-feira, outubro 30, 2012

As Invasões Francesas na Deriva

Notícias das Guerras Napoleónicas é o famoso dietário (diário) do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro que esteve anos sem conhecer a luz do dia. A responsabilidade de o dar a conhecer é de Maria Isabel Pereira Coutinho que fez um trabalho notável de fixação de texto. A importância histórica do documento é bem atestada por Luís Oliveira Ramos no prefácio que escreve para a obra.

A Relação Das Medidas de Defesa do Vouga contra o Exército de Soult em 1809, é um excelente diário de Alexandre Tomás de Morais Sarmento que pertenceu ao Batalhão Académico de estudantes e professores de Coimbra. As suas memórias falam-nos da estratégia utilizada pelo corpo expedicionário luso inglês e pelas vitórias então conseguidas contra Soult.

Montar uma peça de teatro na escola


O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão, é uma peça de teatro já várias vezes apresentada no Teatro da Trindade em Lisboa, entre outros palcos. Alia o humor à pedagogia. A História às Ciências Naturais, a Matemática à Física; para além da Língua Portuguesa e da Geografia, mostra-nos uma série de possibilidades que se podem concretizar no espaço da turma ou da escola. Dentro, um prefácio de Máximo Ferreira e um guia de exploração pedagógica de Paulo Simões. Para a montagem do espetáculo, sugestões oportunas de figurinos dos atores e atrizes. Proposto pelo Plano Nacional de Leitura.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Ramón Caride em breve no Porto numa workshop para professores


Em breve, Ramón Caride deslocar-se-á ao Porto onde realizará uma workshop para a exploração pedagógica, a  várias disciplinas e para professores, desta série de três livros das Aventuras de Sheila e Said: Perigo Vegetal, Ameaça na Antártida e O Futuro Roubado.
Daremos mais notícias muito em breve.

Encontro/Apresentação da coleção de sociologia A Ordem das Coisas

Em breve, pensamos que para meados de novembro, haverá um encontro de amigos e colaboradores da coleção de sociologia da Deriva, A Ordem das Coisas, para, em conjunto com jornalistas e divulgadores convidados, fazer-se um balanço dos livros já editados e apresentação de As Crónicas Peugeot, Solidariedade e Respeito no Local de Trabalho, de Michel Pialoux e Christian Corouge e Para Uma Filosofia do Acto de Mikhail Batkhin. O impulsionador da coleção é Bruno Monteiro.

Novidades Deriva 2013


Depois de, no final de 2012, se ter editado a sequência das aventuras de Sheila e Said iniciada com a 2ª edição de Perigo Vegetal de Ramón Caride e ilustrado por Miguelanxo Prado, com a Ameaça na Antártida e O Futuro Roubado, mais a peça de teatro juvenil de Luís Mourão, O Homem Que Via Passar as Estrelas e a poesia de Filipa Leal, com Vale Formoso, 2013 chegará com nomes que vão deixar a sua marca no catálogo da Deriva: Henrique Manuel Bento Fialho, José Ricardo Nunes, Aurelino Costa, José António Gomes, Catarina Costa e Hugo Neto. Junta-se Thomas Wynn e F.L. Coolidge com Pensar Como Um Neandertal (título ainda provisório) e o bibliófilo do século XVIII, Gaetano Volpi, com Do Prazer de Ter Livros. Não é, ainda, tudo: contamos com Robert L. Stenvenson, Carlo Ginzburgo, Anselm Kiefer, Olivier Py, Jean-Claude Pinson, Jacqueline Bardolph, Samuel T. Coleridge, das coleções Pulsar e Cassiopeia do ILC/Deriva e, na sociologia, Mikhail Backhtin, Michel Pialoux e Christhian Corouge. Vamos dando notícias.

Pensar Como um Neandertal, da Oxford University Press, ganho pela Deriva

Pensar Como Um Neandertal, de Thomas Wynn e Frederick L. Coolidge
será editado pela Deriva. Os direitos foram negociados com a
Oxford University Press e será uma surpresa agradável
no panorama editorial português

terça-feira, outubro 23, 2012

Um Punhado de Terra, de Pedro Eiras pela Art'Imagem. De 25 a 27, pelas 21:30 na Associação La Marmita, em Gaia


Os jornais avisam: o Teatro Art'Imagem estreia Um Punhado de Terra, de Pedro Eiras, dia 25 a 27, quinta feira até sábado, na associação La Marmita, em Gaia, pelas 21:30. A encenação é de José Leitão e a interpretação de Flávio Hamilton. O livro foi editado pela Deriva.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Filipa Leal na Pensão Amor. Apresentação de Vale Formoso em Lisboa


António Mega Ferreira comenta Vale Formoso

Pedro Lamares e Filipa Leal declamam o poema

Pouco antes de iniciar-se a apresentação. Sala cheia.
Com a Pensão Amor literalmente cheia foi apresentado Vale Formoso em Lisboa. Dia chuvoso, com a solidariedade e amizade a traduzir-se na sala onde falou a Filipa, seguida por António Mega Ferreira que jurou ter estado nesse lugar mágico que dá o nome ao livro. Pedro Lamares e Filipa Leal souberam, depois, prender completamente o público declamando o poema por que todos esperavam. Foi um momento de excelência, provavelmente impossível de repetir. Mas, isso, só os privilegiados que lá estiveram podem testemunhar. Parabéns Filipa!

Manuel António Pina


Vamos sentir uma enorme falta dele. Pela sua poesia, pelos seus pensamentos e comentários no JN. Pelos seus livros para crianças.

quinta-feira, outubro 18, 2012

Contagem Decrescente para Vale Formoso em Lisboa. Pensão Amor, dia 20, sexta, 19h

Fotografia de Isaque Ferreira


Filipa Leal vai apresentar-nos no dia 20, agora em Lisboa, na Pensão Amor, e pelas 19 horas, o excelente Vale Formoso, seu último livro de poesia. Provavelmente o seu melhor, depois de Talvez os Lírios Compreendam, A Cidade Líquida e Outras Texturas, O Problema de ser Norte e A Inexistênia de Eva. Alguns deles já são difíceis de serem comprados e encontram-se esgotados. É possível que não sejam reeditados por vontade da própria autora, tendo o apoio, nesta decisão, da Deriva. Portanto, todas as razões para aparecerem por lá, beberem as palavras da autora, de António Mega Ferreira e do ator Pedro Lamares e adquirirem esta sua obra.
A Pensão Amor é no Cais do Sodré, mais propriamente na Rua do Alecrim, nº19, e foi alvo de recente remodelação tendo-se tornado num espaço importante da movida cultural lisboeta.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Contra as multinacionais, Sheila e Said, o melhor da literatura juvenil da Deriva.



São estes os três livros acabados de sair da tipografia: de Ramón Caride, ilustrados por Miguelanxo Prado e traduzidos por Paula Cruz, a 2ª edição revista de Perigo Vegetal (trad. de Dina Almeida), Ameaça na Antártida e O Futuro Roubado. Por esta ordem. O melhor da literatura juvenil, onde um par de irmãos, Sheila e Said, se ocupam da muito benéfica luta contra o capitalismo global, pela conservação ambiental e diversidade humanas. Ao menos, aqui, as multinacionais somam derrotas perante as aventuras solidárias dos nossos dois amigos. Escolhidos pelo Plano Nacional de Leitura, está já combinada uma vinda de Ramón Caride Ogando a Portugal para uma sessão de trabalho com professores sobre a exploração pedagógica às diversas disciplinas. Vamos dando notícias.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Os dois novos livros da Deriva e do Instituto de Literatura Comparada da FLUP


Um biografia literária de Samuel Taylor Coleridge
na coleção Cassiopeia da Deriva
 
Mais um livro de Jean-Claude Pinson na coleção Pulsar da Deriva
Hobby and Dandy


O Homem que Via Passar as Estrelas apresenta-se em Leiria pelo O Nariz

Cartaz de O Homem que Via Passar as Estrelas de Luís Mourão
Pelo Grupo de Teatro O Nariz de Leiria
Autor: Rui Pedro Lourenço

domingo, outubro 14, 2012

No sábado, dia 20, ao Cais do Sodré com a Filipa Leal, Mega Ferreira e Pedro Lamares


Esta semana encontrar-nos-emos com Filipa Leal, António Mega Ferreira e Pedro Lamares na Pensão Amor, ao Cais do Sodré (Rua do Alecrim, 19). Será no sábado, dia 20, pelas 19 horas. Vale Formoso é o quarto livro da Filipa na Deriva.

sábado, outubro 13, 2012

A Deriva e a Literatura Juvenil no PNL.

2ª ed. de Ramón Caride e Miguelanxo Prado.
1º livro da série Aventuras de Sheila e Said..
2º Livro da série. A sair para a semana.
3º Livro da série. A sair para a semana
De Luís Mourão. Teatro nas Escolas sobre o sistema solar.
Com guia de exploração pedagógica dos planetas.

O Estado de Guerra Permanente da UE e o Nobel da Paz

A Deusa Europa raptada por Zeus, Moreau
Não sigo os que, com grande entusiasmo, apontam as incongruências da academia sueca, neste particular de dar o nobel da paz à UE. Mesmo que concorde com essa maioria que diz que a UE tem as mãos sujas de sangue com as guerras do Iraque ou do Afeganistão, só para falar das últimas guerras em que participou como União e nada fez para as evitar. Lembremo-nos igualmente do bombardeamento de 1992 a Belgrado por forças da Nato, sem que a voz da UE se fizesse igualmente sentir com veemência. Das guerras civis na ex-Jugoslávia e na secessão do Kosovo. Muitas matérias para a concordância com quem não se revê neste prémio e que o acha hipócrita. Mas há uma coisa que não posso deixar de sentir quando, na justificação do nobel, se diz que a Europa está há 66 anos em paz! Nunca esteve tato tempo, de facto, naquilo a que se chama de paz. E o que me faz pensar que o merece é isto: basta ler a boa literatura do século XX, e alguma da do século XXI, para perceber como a II Guerra Mundial foi de uma bestialidade sem limites e das gerações de europeus que ficaram seriamente traumatizadas com ela. Já tinham tido a sua quota parte na I Guerra, aliás. Como seria a Europa sem estes hiatos de horror, não sei, mas que seria necessariamente melhor, parece-me inquestionável. O problema maior dos que hoje não aguentam a hipocrisia da academia é outro e percebe-se, mas isso são contas de outro rosário: trata-se do estado de guerra permanente que a burocracia europeia faz aos seus povos! Mas, hoje, convém pensar só na paz e no valor que ela tem. Aí, conseguimos ver nesse prémio algum sentido - pelo menos dos que não querem esquecer de como se construiu uma Europa.

segunda-feira, outubro 08, 2012

A Queda Iminente do Bairro Judeu de Salzedas





A guia do Convento de Salzedas bem nos corrigiu: aquilo que víamos à nossa frente, em estado deplorável de conservação, não era a Judiaria, mas antes deveria chamar-se de Bairro Medieval. Assim é que era, não fosse tomarmos a nuvem por Juno! Mais a mais, não havia sinais identificadores nas casas, como se os judeus em Portugal e desde sempre, vivessem felizes e contentes, donos da sua simbologia e senhores dos seus valores. Bom, não valerá a pena dirigir-me ao Ipar ou a qualquer instituição, mas alertar que isto que vocês veem não aguentará mais um inverno. Vai cair...coisas do costume!

domingo, outubro 07, 2012

A História, Hobsbawm e os seus detratores


Já não tenho muita paciência para ler os comentadores disfarçados em historiadores (o contrário também serve). Ontem, no Público, Vasco Pulido Valente perorava contra Hobsbawm. Antes dele um miúdo liberal de que esqueci o nome, e no mesmo jornal, vociferava contra ele. Qual o seu defeito (ainda por cima em epitáfio)? Era ser marxista e historiador ao mesmo tempo. Segundo estas alimárias é uma contradição nos termos. O miúdo chegava a dizer que Hobsbawm nunca pediu perdão por ter sido do PC britânico e de lá não ter saído. VPV dizia que tinha sido demasiado brando para com a URSS, nunca tendo denunciado os crimes estalinistas. Fiquei a saber que nunca tinham lido o autor e o Tempos Interessantes. Mas criticar Hobsbawm é o menos. Dizer que um marxista não pode ser historiador é não reconhecer o que esta corrente contribuiu para a análise crítica da História e dos movimentos sociais. Percebemos agora por que razão Manuel Loff, Fernando Rosas, Reis Torgal e outros foram atacados por Rui Ramos e pela inqualificável Filomena Mónica. Trata-se de conquistar um terreno que lhes fugia. Para ser franco: prefiro cem vezes um rodapé de Hobsbawm, Thompson ou Braudel do que livros de história anedótica e factual destes senhores. E não me venham com Judt em contraponto com Hobsbawm: compare-se Tempos Interessantes ou a Era dos Extremos com o Século XX Esquecido deste último e vejamos qual a melhor síntese objetiva. Qual escolheríamos para ser analisada por um estudante contemporâneo.


sábado, outubro 06, 2012

Sem o Teatro de Campo Alegre o Porto será mais pobre


Claro que nada ainda é definitivo, mas também é igualmente claro que quando os jornais avançam com a notícia os políticos já deliberaram, tratando-se de gerir as reações negativas, que entretanto possam existir, a seu proveito. É sempre assim e Rui Rio sabe o que faz. Foi lançada a notícia do fim da Fundação para a Ciência e Desenvolvimento, entidade que segurava o Teatro Campo Alegre e o Planetário nas suas ações quotidianas.
Podem-se contestar as fundações e o que estas significam para as despesas do Estado, mas os cortes foram cegos e os critérios inexistentes. Assim não. A proposta do governo foi salomónica: o Planetário será confiado à Universidade e o teatro à Câmara Municipal do Porto. Não acreditamos que a universidade, a contas com falências várias, o consiga e quanto à Câmara sabemos de antemão o seu «amor» pela cultura. Mesmo com as Quintas da Leitura sendo um êxito e acarinhadas pela população do Porto que enche por completo as suas salas, não vemos em Rui Rio um vislumbre de preocupação em mantê-las. Já os filmes da Medeia podem dizer-lhes adeus. Das quatro salas que existiam no Bom Sucesso, que nos apresentavam cinema independente e que as tinham bastante compostas por pessoas que diariamente lá iam, passou-se para uma sala desconfortável, pequena, com mau som e de imagens não digitalizadas. É evidente que as pessoas não se deslocavam lá. Sem argumentos, portanto, para que a Medeia continue a ser ajudada ou que possamos ver filmes de conteúdos diferentes dos que acontecem nas salas de coca-cola e pipocas. Ao menos, proteste-se também por causa disto. E acabe-se com a ironia quando agentes políticos da Câmara são questionados sobre este assunto. Por uma questão de dignidade, ao menos!

sexta-feira, outubro 05, 2012