A Deriva Histórica encontra um rumo em cada livro que edita, desde A Peste Bubónica no Porto, publicada por Ricardo Jorge, às obras que preencheram o bicentenário das Guerras Peninsulares com a edição de Alfredo Pereira Taveira, Alexandre Morais Sarmento e do Diário do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro.
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terça-feira, janeiro 15, 2013
A Deriva histórica tem um rumo
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domingo, dezembro 30, 2012
A Deriva histórica em 2013
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terça-feira, outubro 30, 2012
As Invasões Francesas na Deriva
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quarta-feira, maio 02, 2012
Feira do Livro de Lisboa: ir ao A44 Deriva/ História
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sábado, março 13, 2010
Relação das Medidas de Defesa do Vouga contra o Exército de Soult, ou tratado linguístico

Sinta-se, nos seguintes excertos, a capacidade de, com a língua, criar vívidas paisagens mentais:
“Mandou-se um exame dos vaus e lugares onde o Mondego sofria passagem, ordenou também uma conscrição de todos os barcos, pois as chuvas, pouco ordinárias naquela estação, tinham feito o rio invadeável naquele tempo, constituindo-o uma linha da maior importância, quando as tropas fossem obrigadas a retroceder. Ainda que, perdida a margem esquerda do rio Douro, timbrasse segurar a linha do Vouga, os passos que se deram mostraram que o Coronel Trant tinha em vista ocupar algum ponto mais importante deste rio. Era todavia necessária a demora nos Fornos, porque se esperavam reforços, e em Coimbra não se achava guarnição alguma. Se as tropas avançassem para além do sítio em que se separam as estradas de Aveiro e do Sardão, ficariam muito expostas”
“As posições de todas as tropas eram as mais bem escolhidas. Sabia-se que a força maior do inimigo era em cavalaria, e por isso o terreno entre as pontes do Vouga e do Marnel era o mais conveniente para esperar o ataque, pois nele a cavalaria ficava inutilizada e era preciso uma força muito superior de infantaria para tentar desalojar os nossos das posições de Pedaçães. Esta posição formava como um arco sobre a linha do rio Vouga, e felizmente as passagens em que o rio permitia o trânsito da cavalaria ficavam nas duas extremidades da espécie de arco. O mesmo trânsito do rio exigia muita cautela, em razão da sua corrente naquela estação do ano. Quando os Franceses nos pretendessem envolver, ou pela nossa direita, pelo vau de Carvoeiro e de Jafafe, ou pela esquerda, tomando a direcção da ponte de Almear, não conseguiriam o seu intento com facilidade, porque as distâncias de Pedaçães àqueles pontos referidos não eram tão curtas que o inimigo não gastasse algum tempo para poder manobrar sobre qualquer dos nossos flancos, além de que aquelas passagens do rio estavam muito vigiadas, e por estes motivos nós tínhamos tempo bastante para manobrar, e naturalmente descairíamos sobre os bosques ao norte de Águeda, os quais já tínhamos anteriormente ocupado, ajuntando novas dificuldades àquelas com que a natureza do terreno nos auxiliava. Fora desta posição ao norte de Águeda, ainda nos ficavam as alturas ao sul do Sardão, aonde já nos tínhamos postado para esperar o ataque do inimigo, em a noite de 7 para 8 de Abril, como fica referido nesta Relação.”
(Saber mais)
segunda-feira, janeiro 18, 2010
A Deriva Histórica
São dois os livros de História que a Deriva editou: a Relação das Medidas de Defesa do Vouga contra o Exército de Soult em 1809, de Alexandre Tomás de Morais Sarmento que pertenceu ao Corpo Académico de Coimbra e combateu ao lado de Trant e Estudo Histórico sobre a Campanha do Marechal Soult em Portugal, considerada nas suas relações com a defesa do Porto, por Alfredo Pereira Taveira, escrito em 1898.
Há dois anos, encontrei-os na Biblioteca Nacional e não resisti à sua edição posterior. A Deriva foi apoiada pela Comissão para a Evocação do Bicentenário das Guerras Peninsulares e o primeiro deles pela Comissão Portuguesa de História Militar e Associação de Municípios das Terras de Santa Maria. Os pedidos podem ser feitos directamente para a Deriva ou em qualquer boa livraria.
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quarta-feira, outubro 14, 2009
Relação das Medidas de Defesa do Vouga contra o Exército de Soult, em 1809, de Alexandre Tomás de Morais Sarmento
Um soldado do Batalhão Académico de Coimbra em 1809 a que Alexandre Morais Sarmento pertenceu sob as ordens do Coronel TrantA leitura, correcção e revisão do texto da Relação das Medidas de Defesa do Vouga contra o exército de Soult, em 1809 de Alexandre Tomás de Morais Sarmento, estão a dar-me uma visão muito mais ampla do que perdemos em termos de vocabulário. Li, há uns tempos, uma crónica de Vasco Pulido Valente, no Público, que dizia isto mesmo. Já o tinha sentido (embora menos, por ser um livro de 1890) no Estudo Histórico sobre a Campanha do Marechal Soult em Portugal, de Alfredo Pereira Taveira. Mas é importante assinalar a pobreza de vocabulário com que nos deparamos todos os dias e os termos que cairam em desuso ou que foram banidos por nós, alguns de uma sonoridade lindíssima e que os podemos reconhecer nestes livros. Quem de entre nós já vasqueou um rio? Ou observou um acampamento em bivaque? Ou viu a situação de uma veiga aprazível? Ou subiu a corda de um monte? Ou leu o termo paisanaria, o atravessadouro, o voltigueiro, os hússares, a lameda, etc, etc.
Optei, por isso e por outras razões fáceis de entender, ao fixar o texto para português actual em deixar incólumes as expressões que Alexandre Tomás de Morais Sarmento, do Corpo Militar Académico de Coimbra e o 1º Visconde do Banho (actual S. Pedro do Sul) usou em 1810, até porque, o Dicionário Houaiss mantém todas estas expressões. Sem, excepção. O livro sairá para o público dentro de muito pouco tempo.

Um mapa militar com as principais estradas em 1808
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