sábado, agosto 23, 2025
"Os Frutos da Terra", Knut Hamsun
domingo, agosto 03, 2025
«Casa de Barcos», Jon Fosse
segunda-feira, junho 03, 2024
«Trilogia», Jon Fosse
terça-feira, abril 02, 2024
«Caçadores de Cabeças», Jo Nesbo
Mais do Jo Nesbo. É evidente que ele sabe o que a maioria dos leitores quer ler, o que, em princípio, não é sinal de qualidade. No caso do norueguês Jo Nesbo, junta uma certa expectativa na narração que nos prende e, ao mesmo tempo, sabe que o policial mudou muito desde o século passado. Hoje, a brutalidade é maior, o adn e o csi vieram modificar a pesquisa cerebral, portanto dedutiva, dos detectives para encontrar um assassino e nem sempre o crime não compensa. Neste caso, compensou, sim.
quinta-feira, dezembro 07, 2023
«Fechada para o Inverno», Jorn Lier Horst
quarta-feira, novembro 29, 2023
«Marcada para a Vida», Emelie Schepp
segunda-feira, novembro 06, 2023
«Fome», Knut Hamsun
Cavalo de Ferro, 5ª edição, 2022. Tradução do norueguês de Liliete Martins
A fome tal como ela é. Este livro do norueguês nobelizado em 1920 e falecido na miséria em 1952 devido às suas simpatias nazis durante a II Guerra Mundial (não foi o único na Noruega, antes pelo contrário, mas disso já tratámos aqui) é de uma violência nada condizente com a chamada sociedade de abundância com que vivemos hoje no Ocidente. Mas que ela existe, existe. Anda por aí, disfarçada, e como tema ou experiência é arredada para debaixo do tapete como em qualquer sociedade de bons costumes liberais que se preze. Tenhamos a noção, ao acabar de ler este livro, que a fome descrita desta maneira crua, só pode ter sido vivida por quem a sentiu e desesperou com ela: a fome. Tanto física, como psíquica a fome apresenta-se com toda a verdade que lhe é inerente. Não há escapatória ou purgante para a fome. O desespero de quem não tem hipótese de comer naquele momento e, pior, de quem não vê qualquer perspectiva de o fazer num futuro próximo. A contagem dos cêntimos, a venda de produtos colados ao corpo, por vezes a venda do próprio corpo ou dos órgãos, a riqueza imensa de ter um bocado de pão mesmo recesso. O esvaziar lento dos valores de sociabilidade, o ódio crescente aos passantes, a todos nós chega a invectiva de quem tem fome. A fome fica, permanece, não será nunca esquecida por quem a viveu, nem que fosse por um só dia.
terça-feira, outubro 17, 2023
«O Morcego», Jo Nesbo
quinta-feira, dezembro 22, 2022
«Cães de Caça», de Jorn Lier Horst
segunda-feira, outubro 17, 2022
«O Pássaro de Peito Vermelho», de Jo Nesbo
Por vezes, quando o autor é bom como é o caso de Jo Nesbo este, através de uma trama policial tão verosímil, como enredada em teias políticas e sociais que nos prendem à leitura, sabemos muito mais quando acabamos o livro, do que a descoberta de quem assassinou quem. Por exemplo, que a Noruega nunca foi o exemplo de paz e bonomia democrática com que a olhamos vulgarmente. Até foi o contrário, segundo o seu compatriota Jo Nesbo. Durante a II Guerra Mundial e a partir dela, a Noruega passou de um país relativamente pobre em recursos para um dos países mais prósperos do mundo. Isso não foi ao acaso. Nunca o é. Mas a fuga do seu monarca para Londres e depois América juntamente com as reservas de ouro, abandonando à sua sorte o povo da invasão nazi, levou a que a «protecção» de Roosevelt contra a URSS fosse traduzida num apoio monetário substancial à construção dos riquíssimos poços de petróleo com que as suas «elites» se deleitam. E por falar em «elites» devemos dizer que não foi por acaso que o rei fugiu. Essa fuga desprezível, para Nesbo também, aponta para uma clara capitulação sem guerra a Hitler, como o foi a «neutralidade» sueca ou a rendição em 3 dias da Dinamarca. Todos eles estiveram, de uma maneira ou de outra, ao lado de Hitler, sendo o caso da Finlândia uma outra conversa. Não se pense contudo que não houve resistência norueguesa. Haver houve, mas foi fraquíssima e com pouca organização. Remeteu-se aos bosques e a algumas cidades, mas aumentou exponencialmente em 1944, já os soviéticos avançavam sobre Berlim. Astutos, não puderam contudo esquecer-se dos números de antes da guerra: a fria estatística apontava para 3 ou 4 vezes mais mobilizações nas Waffen SS na frente oriental contra os russos do que na débil mas honrosa Resistência. Depois da derrota da Alemanha nazi os soldados vivos voltaram para a Noruega e logo nos dias seguintes da libertação o Forte Akershus abateu milhares de traidores como uma fúria, segundo Jo Nesbo, muito maior do que países cuja resistência foi bem maior. Conta perto de cem mil encostados à parede em todo o país. Cem mil num país com menos de 4 milhões em 1950! Percebemos agora a brandura dos tribunais para com os «traidores» que estiveram na frente oriental e que apodaram de «peixe-miúdo»! Era necessário parar com os fuzilamentos e deixar que a economia funcionasse já que as perspectivas americanas mais o Plano Marshall eram as melhores.
Só que, entretanto, e é disto que trata «O Pássaro de Peito Vermelho», passaram três gerações após a II Guerra Mundial e soldados da frente oriental não tinham motivos para pensar que eram traidores de coisa nenhuma e que lutarem ao lado dos alemães foi lutar ao lado do nacionalismo norueguês contra o inimigo russo! E vieram os filhos e depois os netos a ouvirem estas histórias. Não nos admiremos pois, e o autor não se admira nada, que a Noruega juntamente com outros países nórdicos, sejam onde mais cresceu a extrema-direita e está mais arreigado o clima anti-imigração. Já há governos nórdicos com fascistas declarados. Mesmo que angelicamente a Krippo, a polícia norueguesa, tenha contado somente 59 militantes de extrema-direita no país!
Não se viu o «Ovo da Serpente» de Bergman, um sueco? Não lemos igualmente um outro sueco que já não está entre nós: Stieg Larsson? Jo Nesbo escreve tão bem como ele. Tem as mesmas preocupações que ele! Triste social-democracia que não tiveste engenho, arte ou energia para veres a incubação lenta de um ovo!
António Luís Catarino
quinta-feira, março 10, 2022
«Pan», de Knut Hamsun
Pan é uma edição da Cavalo de Ferro de 2010, sendo a 2ª edição de 2015.
sábado, fevereiro 13, 2021
Centro histórico de Bergen, Noruega. Scketchbook a preto e branco.





