domingo, maio 14, 2023
"Ay, Carmela!" Trincheira Teatro
segunda-feira, dezembro 12, 2022
«Cabaret Vian» recital da Escola da Noite nos seus 30 anos
segunda-feira, outubro 17, 2022
«Aqui, onde acaba a estrada», de Igor Lebreaud. Na Escola da Noite
O tema, esse, é de imediato entendido visto que o choque entre duas culturas é bem explícito. A tragédia dos refugiados está à nossa frente, incontornável, absurda. Mas igualmente absurdo é o facto do comandante da fronteira estar de camuflado, botas altas e ser tratado como «professor». Professor de quê, ao certo? O seu comportamento nazi é histriónico e não se consegue perceber o objectivo da sua recusa em deixar entrar quer o homem, quer a caixa. Ou seja, há algum sentido na peça que conseguimos ver, mas há zonas de algum nevoeiro que gostaríamos de ver mais claras. E aquela do soldado bom e do soldado mau não é coisa já estafada? E não há ressentimento entre o dominado e o dominador? Não que fosse obrigatório, mas...
sexta-feira, maio 14, 2021
Dois gigantes do Teatro: Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo
Jorge Silva Melo não é Luís Miguel Cintra, nem Luís Miguel Cintra é Jorge Silva Melo. O facto de os dois serem, a partir de 18 de Maio deste ano, doutores honoris causa pela Faculdade de Letras de Lisboa é justíssimo, embora não entenda muito bem por que razão foi este prémio atribuído em simultâneo. Na minha opinião devia ser dado separadamente, mesmo que os seus caminhos se entrelaçassem e tivessem trabalhado juntos, além de serem amigos e ao que suponho admiradores da carreira um do outro. Mas são diferentes quer no repertório, quer na personalidade, ao que julgo. Ambos escolheram o clássico e devo-lhes dos melhores momentos de teatro da minha vida. Não é de somenos, o trabalho de ambos entranhou-se na minha pele em momentos únicos. O Teatro tem esse condão em mim e em amigos meus.
Dou-vos vários exemplos: o meu contacto com o teatro militante ainda antes de 25 de Abril, em 1973 e puto do liceu, em plenas «eleições» marcelistas assistimos ao «Asno» pelo TEUC o que deu proibição pela polícia e censura e porrada de criar bicho fora do Teatro Avenida, em Coimbra. Foi o meu primeiro contacto físico (e de que maneira!) com o teatro «a sério». Nervoso, visto que eu e João Pinto Ângelo atirávamos do 1º Balcão comunicados da CDE cá para baixo, tremia como varas verdes e nem dei pelo enredo que gozava com Américo Tomás. Ah e lembro-me do literalmente grande João Vilar! Portanto coisa física e militante.
O teatro clássico e de combate veio com Jorge Silva Melo, após o 25 de Abril com Brecht e a assistir às peças que nos levava quase a sentirmo-nos no palco e a partilhar com ele a forte comunicação que sentíamos e que Jorge Silva Melo imprimia com os seus actores. Mas não me esqueço igualmente da seriedade e das entrevistas a um grande Álvaro Lapa e a Joaquim Bravo, este último meu colega em Lagos e que assistia, caladinho no seu atelier cheio de gatos, às provas em papel manteiga que depois transpunha para a pintura. Foi por ele que conheci, numa célebre tarde, Palolo e um jovem Cabrita Reis que pintava os seus quadros ao estilo de Pollock e a que Bravo afirmava ser «puro barroco». Tempos inesquecíveis em que o nome de Jorge Silva Melo vinha variadíssimas vezes à baila. Tornou-se para mim «o» teatro. E avanço a hipótese: não fossem estes documentários (onde a linguagem teatral estava sempre presente) falar-se-ia da mesma maneira destes pintores? Ou não ficaria qualquer registo que fosse? Obrigado, Jorge Silva Melo e também pela excelente colecção de livrinhos de teatro que ainda nos liga a ele pela leitura (e como faz falta essa leitura de teatro!)
Falei há pouco de um amigo que comigo partilhou a estreia do meu primeiro teatro a sério, se bem que não chegasse ao fim pelas circunstâncias que referi. Mas há um outro que testemunhou a comoção que senti ao ver duas peças de Luís Miguel Cintra encenadas pela Cornucópia e que até hoje não esqueci: foi o António Alves Martins que me acompanhou em «A Missão» de Heiner Müller e, em 1992, em «O Público» de Lorca. Neste último, o choque físico como espectador foi tão grande que só consegui falar, literalmente, umas boas horas depois e com ajuda de algumas cervejas. E que actor Luís Miguel Cintra é! Ou seja, o teatro cumpriu, tal como alguns poemas de Herberto Helder que não nos permitem continuar sequer a leitura de outros, durante largo tempo. A poesia, aqui, também cumpriu.
Aos dois, vai um abraço sentido e um muito obrigado por eu continuar a ver teatro de qualidade de gente mais nova, cuja marca da Cornucópia (entretanto desaparecida) e dos Artistas Unidos é e será sempre indelével.
António Luís Catarino
quarta-feira, julho 20, 2011
O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão - TEATRO para a Infância e Juventude
Quarto de Isaac Newton. Roupas, vidros, lunetas, máquinas desmontadas,livros, restos de comida em pratos, copos, tabuleiros,duas cadeiras, rolos de papel de todos os tamanhos, mapas, um telescópio. Tudo a um canto. No centro, um escadote.
1. Entrada
Próspero
(Paciente. Em cima do escadote. Newton, de pé, mãos atrás dascostas, cá em baixo) Repete lá, devagar.
Newton
(Recita) Newton. Isaac Newton. Nasceu em 1642 e morreu em 1727. Quando nasceu a Terra era redonda, quando morreu era achatada nos pólos. Quando nasceu o peso da Lua pressionava o mar e fazia-o subir e descer, quando morreu são o Sol e a Lua quem atrai as águas provocando as marés. Quando nasceu…
Próspero
Já chega. Como é que acaba?
Newton
Acaba assim. “Não sei como o Mundo me verá mas, a mim, parece-me que fui sempre um rapazinho a brincar na praia que por diversão encontrou de vez em quando uma pedra mais redonda ou uma concha mais bonita do que as outras, enquanto o grande Oceano da verdade continuava ali, à minha frente, todo por descobrir.”
Próspero
Quem disse?
Newton
Newton. Isaac Newton. Bonito, hã? (Escuro. Próspero acende uma lanterna. Som do mar, talvez também o canto das baleias. Próspero perscruta o Mar de cima do escadote. Chuva. Newton, senta-se. Próspero, desce do escadote e afasta-se. Toda a luz em Newton. Chuva. Mais forte. Entra a mãe. Fecha o chapéu de chuva e pousa-o)
Mãe
(A Próspero) Boa noite, que chuva horrível. (A Newton) Estás pronto? Estás nervoso? (Não há resposta. Ao público) Este é o meu filho… vem fazer teatro. (Justifica-se) É a primeira vez que vem fazer teatro e por isso ninguém leva a mal com certeza que eu venha com ele... para fazer companhia. Afinal de contas
ele sempre é meu filho. E eu sou a mãe dele, claro… (Exagera) Já sei o que me vão dizer: “Oh, ela é tão nova e já com um filho daquele tamanho”. (Suspiro) Já estou habituada. (Suspiro desmedido) Ele, o meu filho, tem a mania que é o Isaac Newton. Já lhe disse centenas de vezes que não era mas, ele não acredita.
Newton
Sou, sou.
[Para continuar a ler, comprar o livro aqui]
terça-feira, maio 17, 2011
O TEatroensaio apresenta “Damião das Chaves”
terça-feira, março 29, 2011
Normal, de Ricardo Silveira, por Rui Spranger
Normal, monólogo em um acto de Ricardo Silveira é encenado e interpretado por Rui Spranger e estreará a 20 de Abril de 2011, no Pinguim Café, ficando em cena até dia 22 de Maio, de quarta a sexta às 21h30 e sábado e domingo às 22h30.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Pássaro de Papel | Teatro Ensaio
Este espectáculo é criado à volta da História do Papel e da Escrita, pretendendo despertar o gosto das crianças pelos livros, sensibilizando-as para a leitura e esperando alimentar a sua imaginação e criatividade, através da exploração do papel como material de grande versatilidade plástica.
Espectáculos para todos a partir dos 3 anos. De 6 a 19 de Dezembro de 2010
Blackbox Cace Cultural do Freixo,
Rua do Freixo 1071, Porto, estacionamento gratuito
Espectáculos para Escolas EB1,2: de segunda à sexta, às 11h e 15h (sujeito a marcação)
Espectáculos para Público em Geral: sábados e domingos às 16 h
Informações e reservas: 918626345
mais aqui
segunda-feira, maio 03, 2010
TEATROENSAIO apresenta SOLITÁRIO e PARDA
SOLITÁRIO
Texto e encenação: Pedro Estorninho
Interpretação: José Topa
Vídeo: Eduardo Sousa
Desenho de Luz: Romeu Guimarães
Operação de Luz, Som e Vídeo: Filipe Ribeiro
Produção executiva: Alice Prata
Fotografia: Pedro Ferreira
Texto: Gil Vicente
Encenação: Pedro Estorninho
Interpretação: Inês Leite
Execução de cenografia: Ricardo Preto e Teresa Alpendurada
Desenho de Luz: Francisco Tavares Teles
Operação de Luz e Som: Filipe Ribeiro
Sonoplastia: Rui Lima
Produção executiva: Alice Prata
Design gráfico: Luís Silva
Fotografia: Mário Pastor
Datas: 12 a 16 de Maio de 2010 | Hora: 22h
Local: Blackbox Cace Cultural do Porto, Rua do Freixo 1071, Porto (antiga central eléctrica do Freixo), estacionamento gratuito. | reservas e informações: tlf: 918626345 ou 937017575
mail: teatroensaio@gmail.com
blogue: teatroensaio-teatreia.blogspot.com




