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quinta-feira, agosto 14, 2025

"Flauta de Luz" 11

 

Cada número que sai constitui uma surpresa pela qualidade, mas igualmente pela insubmissão que espelha em cada artigo que se lê, não fosse ela feita de Luz. Gostaria de aqui destacar um ou outro artigo, mas seria injusto e ostracizaria todos os outros. Arrisco, no entanto, falar do genocídio de Gaza ("Gaza é o destino da Humanidade", de Ognian Kassabov, por exemplo, é arrasador de tão verdade que é), um texto maravilhoso de Christian Bobin, o fim do extractivismo no Barroso, Alfred Jarry, Gunther Anders, Júlio Henriques, Joelle Ghazarian, David Watson, etc...etc...

terça-feira, janeiro 30, 2024

«Alucinar o Estrume», Júlio Henriques

 

Antígona, 2017. Desenhos de José Miguel Gervásio
Quem conhece a revista «Flauta de Luz», de que Júlio Henriques é um dos responsáveis mais conhecidos, saberá registar a forma literária que dá corpo ao que escreve em pequenos contos fantásticos e de uma crítica social arrasadora: «forma literária» é expressão minha sem presunção ou academismos que ele rejeita com veemência. No entanto, não será muito difícil a cada um de nós lembrar-nos da tradição cáustica e satírica de um Mário-Henrique Leiria, de um Virgílio Martinho, de um Luiz Pacheco ou de Alberto Pimenta, isto só para ficar nas fronteiras da região, porque se pusermos um pé de fora da lusa raia nada me escusa de citar Rabelais, Lawrence Sterne, Swift, Vian, Hrabal, Saunders ou o Voltaire de «Cândido», e pára aí (em Voltaire) porque de Iluminismos estamos cheios. As personagens de Júlio Henriques em «Alucinar o Estrume» são de uma ironia violenta (dirigida aos outros e a si próprios) e, paradoxalmente, absortos nos seus sonhos utópicos e cheios de espanto perante o que os outros lhes podem dar. E, com sábia e pura conveniência, vir a receber. Porque é uma espécie de potlach o que observamos nessas histórias, tanto com Estêvão Vao em «Alucinar o Estrume» ou em Elias Eupróprio em «Deus tem Caspa» de que já falámos por aqui. 

Este dar e receber recusa as trocas em dinheiro ou em mais-valias onde impera o lucro; assume-se, antes, nas solidariedades e cumplicidades dos «neo-rurais», muitos a chegar das cidades e heterogéneos nos objectivos e que, como Adriano, outra personagem que regressa ao campo «...andava a trabalhar em prol de uma autonomia que começava pela alimentar; não se espraiava em devaneantes optimismos segundo os quais podia desde já viver-se ''fora do capitalismo'' bastando para tal a vontade de um ''espírito superior''; e também não idealizava beatamente o mundo camponês, ou o que por aqui restava dele, sabendo todavia - questão prévia - que se trata de uma cultura milenar e que uma cultura destas, como diz John Berger, não se pode deitar fora como quem risca contas saldadas.» (pág.96) No entanto, Estêvão Vao continua a clarificar este regresso ao campo: «A sociedade vigente estava a rebentar pelas costuras e não eram bem-vindas as gentis propostas conducentes a remendar com panos quentes tais costuras. Era diversa e mais funda a perspectiva por ele perfilhada: sair desta civilização, contribuir para a parição de uma outra - sem que isso, contudo, significasse uma inteira tábua rasa: anteriores culturas perseguidas continuavam, agora mesmo, a sua luta pela existência de um mundo plural. Fosse como fosse, em muitos lugares da Terra essa perspectiva estava a caminhar em busca de um novo sol.» (pág.97)

O título ao livro explica-se pelo conto «Aldeias sem estrume S.A.» em que EstêvãoVao se vê solidário com os aldeãos que foram proibidos, por medidas eco-higienizantes e para não incomodar os turistas do Rural, de retirar o estrume usado nos currais e ovis e a colocá-lo na rua da aldeia, coisa que estavam habituados há séculos afora. Esta rede de aldeias sem estrume passou logo pela cabeça de Estêvão Vao que comunicou aos dois aldeãos furiosos que só viam naquelas leis municipais o objectivo de passar «aldeias sem estrume para sem aldeãos» para numa fase seguinte se passasse «a aldeamentos de empreiteiros e agências turísticas nacionais e internacionais.» Assim, conta-nos o autor em dois post scriptum o que se passou em seguida para contrariar as posturas autárquicas: 

«ps1:(...) adiantamos desde já que Estêvão Vao decidiu entabular conversa com os dois comensais, mudando-se para a mesa deles com a travessa de arroz de míscaros ainda fumegante. Lembrou-lhes um lema: para grandes males, grandes remédios. Porque uma afronta daquelas (a proibição de estrume nas ruas da aldeia) estava mesmo a pedi-las. Então agora quem manda nas aldeias são os turistas? É Sua Excelência o Turismo? Vade retro, Satanás! E no lusco-fusco se encetaram os primeiros conciliábulos com vista a resistir à malfadada invasão.
ps2: À noite, na pensão onde estava hospedado, Estêvão Vao pegou num volume, que andava a reler, dos Diários de Miguel Torga, nele deparando, entre outras, com as seguintes linhas: ''A intimidade desta vida de aldeia é um espectáculo ao mesmo tempo repugnante e maravilhoso. Estrume da cabeça aos pés. Entre o porco e o dono não há destrinça. Mas, ao cabo, esta animalidade toda, de tão natural, acaba por ser pura e limpa como a bosta de boi.''» (pág. 38,39)

Repugnante e maravilhoso! Grande Miguel Torga! O estrume, esse, ele encontrá-lo-ia facilmente nos vómitos assestados com mimo nas queimas das fitas coimbrãs, o Doutor! Mas esse académico estrume, não é chamado para o textinho que Júlio Henriques nos trouxe a lembrar, atempadamente, não vá a memória um dia falhar-nos. Porque irá falhar.

No quase-final do livro temos um conjunto de que chamarei, não sem algumas dúvidas, de aforismos, apostos em «Massa (crítica) com Feijão-Manteiga - Notas encontradas num caderninho escolar e Estêvão Vao» (pág.147) em que se pode ler esta pérola tão certeira como actual:

«Chamar cidadão aos eleitores é uma força de expressão certamente desculpável numa democracia avançada. Veja-se este dístico, cuja nobreza palpita na nossa atmosfera: LOUVEMOS E EXALTEMOS O GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL! AVÉ! Com efeito, é isto que aqui se lê. E não é por acaso: esta oração deve rezar-se revezadamente em voz alta antes e depois das refeições, se as houver.»

Antígona, 2017. Desenhos de José Miguel Gervásio

domingo, janeiro 28, 2024

«Deus tem Caspa», Júlio Henriques

 

Antígona, 1993, 2ª edição revista e aumentada. Apresentação de Alice Corinde
Um dos grandes libelos escritos contra o estado em que estão as coisas desde 1988 (mais ou menos), esta 1ª edição do «Deus Tem Caspa» de Júlio Henriques. A Antígona, a quem lhe deve muito pela colaboração que manteve com esta editora (e não foi a única, diga-se), já vai na 3ª edição e esgota sempre.

Verrinoso, intratável, irrecuperável, irónico até doer, Júlio Henriques percebe que povo temos, as suas idiossincrasias, as contradições e a miséria intelectual em que  caiu após um surto de febre facilmente debelável logo na jura à Constituição de 1976 e abandonando todas as múltiplas possibilidades de ser livre. Um país em que mandassem os produtores era bonito de se ver, mas o futebol, a pátria e a zona franca de Fátima levaram a melhor por obra, graça e firme vontade do povo português, nunca dado a grandes bodas com as revoluções. Para isso, usou o parlamento e a democracia liberal que vai de crise em crise até à vitória final, que, entretanto, se vai pondo a milhas do desiderato da população democrática e bem comportadinha., tadinha. Entregou-se igualmente a Deus que, como se vê, tem posto o planeta, e dentro dele o país, em condições de prosperar e encontrar finalmente a paz.

Através de Elias Eupróprio, feito guia-intérprete de Portugal também ele próprio, vai conhecendo a cidade de Coimbra metáfora e alegoria bastante para nos encontrarmos o verdadeiro ethos da nobreza e jactância bendita do povo português. Após, um prefácio de Alice Corinde a abrir as hostilidades e realçando a costumada obediência lusa, entremos em alguns trechos de «Deus tem Caspa» esperando que compreendam que o livro é muito maior do que vos mostro aqui. O critério é meu, portanto:

«(...) Graças ao tecido empresarial, a juventude escolar existe, e os executivos daquele, a quem não hesitaremos chamar Executivos de Deus, muito têm feito para promover tudo quanto é necessário promover. É graças a eles que existem as academias, sendo a de Coimbra tão-só a mais vetusta. Cada qual com os seus trajes particulares, cada qual com as suas praxes próprias [...], mas tudo isso sempre adequado às exultantes e adubáveis realidades do Ensino Sôprior. Daí a cor negra dos trajes e sua modelar inspiração nos seculares hábitos das igrejas: vão-se umas batinas, é certo, mas outras as renovam.(...)» (pág.69)

Mas, após umas aventuras no sul em autocaravana, Elias Eupróprio e mais umas companhias, e porque a chuva começava a cair teimando em terminar o estio, rumam a Coimbra:

«Como os três conduziam, a viagem apresentava-se fácil. Foram dilando um pouco, por aqui e por ali, chegando deste feliz modo a Coimbra, Portugal, com massa bastante para passarem uns tempinhos calmos. Nenhum deles conhecia a cidade; Elias ouvira falar dela, vagamente, como de um sítio sem grande interesse, e foi por essa razão, justamente, que lá decidiram ficar, pensando ser interessante conhecerem uma coisa assim.
Confirmaram-no, de resto, rapidamente. Aquele burgo era de facto uma das coisas mais ininteressantes que já tinham podido topar. Deambularam por cafés, por bares e por buátes, deslocaram-se a algumas residências estudantis e a vários departamentos académico-desportivos, e em todo o lado, harmoniosamente, se confirmava, com dados bastante mais precisos, a vaga informação inicial de Elias. (...) Que admirável era aquela pasmaceira, e a célebre ''mediocritate'' dos estudantes, tão cantada...» (págs.74/75)

«Segundo uma já ilustre e ruidosa multidão de enciclopédias de Cultura em Geral e uma insigne cópia de Obras Turísticas em particular, o português é triste. Inesgotável tema, por certo, cuja trágica trama pôde ao longo dos séculos tecer o oculto tecido do fantasma nacional, que Deus e a Democracia guardam em sua santa e fremente glória. Inquebrantável, rijíssimo tema, por si só lembrando a têmpera feral do ferrete luso! Que o não tema pois quem a ele se abalance, e lhe não falte ar e vinho, eis os votos sinceros e apaniguados deste que assassina quem o contrário sustente a bife da vazia (...)» (pág.105)

Se algum dia (feliz) conseguirem ter este livro entremãos não percam o conto «Lentes», cujo protagonista continua a ser Elias Eupróprio que em longo passeio por Coimbra e no Jardim Botânico encontra uma batata que lhe repetia: ''Fala-te um lente, meu rapaz. Escuta-me e terás uma carreira brilhante e assegurada, deslocações ao estrangeiro com tudo pago e uma bolsa para investigação da Fundação Gulbenkian''. Escusado dizer que o encontro com um tubérculo não impedia que a voz viesse lá do alto. Depois de muito deambular por Coimbra, pela Baixa, pelo referido Jardim Botânico, tendo-se cansado no Jardim da Sereia, passeado pela Praça da República, pisando o solo de Celas, eis que Elias nota que a voz do lente se transformou em 10 volumes da Enciclopédia Larousse-Selecções cuja definição de lente o exaltou. Dizia:

«''Os lentes, contrariamente às lentes, não têm uma vida sexual digna de nota, se bem que, pela razão extraordinária de serem lentes, isso constitua, ipso facto, uma particularidade digna de estudo. Os seus cuidados são absorvidos na busca de alimentos espirituais apodrecidos, que diligentemente absorvem com o fim abnegado de os servirem, depois de mastigados, aos seus sectários, a horas certas. São abundantes na região, mas a sua caça é expressamente proibida; as multas podem ir até 1500 escudos.'' Elias sentiu então uma sede atroz e uma fome atroz. Volveu os olhos para baixo, para a cidade cheia de automóveis e de moscas, e transformou-se em merda.» (pág.144)

O país, Coimbra, é também isto, talvez mais que isto, talvez ainda menos que isto. Na ocasião, nos anos 80, no dealbar de uma época fugaz de alguma rebeldia criadora em Coimbra, que Júlio Henriques também conheceu, já se previa a aceleração da decadência da cidade e a proximidade do cavaquismo que a moldou, tal como ao país inteiro, de muito dinheiro, pez, alcatrão e betão armado, materiais imprescindíveis ao capital(ismo). Sendo assim, fiquem assim com ela e com ele tal como está. Ou pior.

 Antígona, 1993, 2ª edição revista e aumentada. Apresentação de Alice Corinde

sexta-feira, junho 23, 2023

«Outono Alemão», Stig Dagerman

 

Antígona, 3ª ed. 2020. Tradução, introdução e apresentação de Júlio Henriques. Capa de Gonçalo Duarte

Stig Dagerman escreve este livro em 1947 com apenas 24 anos. Sueco, tem uma vida tramada
desde miúdo sendo educado por avós, já que nunca conheceu a mãe e o pai. Anarquista, extremamente humano, suicida-se contudo aos 31 anos, em 1954. Deixa vivas impressões nos seus livros acerca da existência da humanidade numa época de guerra e principalmente no pós-1945 quando se jurava a pés juntos que as guerras teriam acabado de vez. Algo me diz que Dagerman estava longe de acreditar nisto.

Não foi fácil certamente, para Stig Dagerman, escrever o que escreveu acerca de uma Alemanha derrotada, ocupada e violentada nos últimos dias do nazismo e após o suicídio de Hitler, Nuremberga e a desnazificação levada a cabo pelos vencedores. Isto em 1947, quando estava ao rubro o sentimento de ódio pelos alemães a quem acusavam de condescendência geral, quando não cumplicidade para com a violência e horrores nazis. Dagerman tenta compreender, percebe aqui e ali o que levou quase um povo inteiro a jurar lealdade até à morte a um Führer (não a uma constituição que o III Reich nunca teve) e o ter levado a declará-lo mesmo tendo sido obrigado nos últimos dias a defender uma pátria já exangue e em derrota total. Nos pequenos julgamentos de desnazificação realizados pelos ingleses e americanos aos colaboradores das SS, das SA ou do NDASP, estes não se arrependiam, pura e simplesmente diziam que tinham «jurado lealdade» pelo que não conheciam outra maneira de o evitar. Stig Dagerman adivinhou aqui uma das tragédias que assolaram o povo alemão, alguns culpados, outros nem tanto, outros (principalmente o peixe graúdo dos nazis) aproveitados para o funcionalismo da nova social-democracia e da democrata-critã CDU.

Júlio Henriques, num apontamento final sobre Stig Dagerman, dá-nos uma espécie de epitáfio escrito por este último, num esboço de um romance (O Viajante, de 1951): «Deixo simultaneamente sonhos imutáveis e ligações inconstantes. Deixo uma carreira promissora que simultaneamente me prometeu o desprezo por mim mesmo e a consideração geral. Deixo simultaneamente uma má reputação e a promessa de uma reputação ainda pior ainda. Deixo uma centenas de milhares de palavras, algumas escritas com prazer e a maior parte escritas com tédio e por dinheiro. Deixo uma situação financeira miserável, uma posição hesitante perante os problemas do nosso tempo, uma dúvida que já serviu mas de boa qualidade, e a esperança duma redenção. 
Levo, na minha viagem, um conhecimento inútil do globo uma leitura superficial das filosofias e da terceira via, um desejo de extinção e a esperança de uma redenção. Levo, ainda, um baralho de cartas, uma máquina de escrever e um amor desgraçado pela juventude europeia. E levo, finalmente, a visão duma pedra tumular que se ergue no deserto ou no fundo do mar com a seguinte inscrição: 

«Aqui jaz/um escritor sueco/que sucumbiu por nada/o seu crime: a inocência/esqueçam-no muitas vezes.»

Stig Dagerman não tem grandes ou nenhumas expectativas sobre a capacidade de a humanidade fazer o bem, principalmente quando esta se enquadra em instituições burguesas do Estado e do liberalismo capitalista. Sabe do que é capaz e nota-o no seu olhar perspicaz de jornalista e escritor quando conhece in loco a Alemanha após a II Guerra Mundial e o sofrimento do povo alemão, que teve  a ver mais com vingança inútil, como de rapina sem limites. Mais a mais, quando ele observou que essa mesma rapina e exploração atingia as classes mais desprotegidas e sem crimes nazis, enquanto os ricos e os membros do partido nazi se safavam e nada lhes faltava. É claro que na campanha eleitoral de 1946, na Alemanha, os partidos burgueses negavam veementemente a existência de luta de classes. Pudera...

Deixo aqui registado um dos trechos mais significativos e também mais dilacerantes de «Outono Alemão»: «Que distância haverá entre literatura e sofrimento? Será ela função da natureza do sofrimento, da sua intensidade ou do espaço que os separa? A obra literária estará mais próxima do sofrimento que causa o reflexo do fogo ou daquele que provém do próprio fogo? Exemplos imediatos, tanto no espaço como no tempo, mostram existir relações praticamente directas entre a literatura e o sofrimento remoto, fechado, sendo porventura possível afirmar que o facto de sofrer com os outros constitui uma forma de literatura ardentemente em busca das suas palavras.(...)». (pág.132)

Em cada linha de «Outono Alemão», Stig Dagerman partilha desse sofrimento, não tanto para com os alemães que eram, em última análise, os «culpados» de exercerem sofrimento aos outros povos dominados, mas pelo absurdo do sofrimento de homens, mulheres e crianças baseado na guerra em bombardeamentos a cidades onde a temperatura atingia os 1000 graus centígrados, na vida permanente em caves húmidas, na morte pela fome e tuberculose até meados dos anos 50, na prostração psíquica de seres humanos que viam os seus entes queridos, famílias inteiras a soçobrarem em menos de uma semana, a serem obrigadas a roubar, a matar inclusive, a prostituírem-se para sobreviver. Tudo isso, Dagerman observou, sentiu talvez como nenhum outro jornalista ou escritor da altura, também não isentos de culpa acerca da imagem que davam dos próprios alemães. É dele esta ideia transcrita em «Outono Alemão»: quando se pergunta a um alemão, ou alemã, com fome e desprovida de qualquer bem material ou de afecto, se vivia melhor no tempo de Hitler, a resposta provavelmente não seria aquela que o jornalista queria ouvir; mas é esse mesmo jornalista que vai escrever no seu artigo que o amor a Hitler ainda perdura na Alemanha!

segunda-feira, junho 27, 2022

Flauta de Luz, nº9. A minha colaboração num número de excelente qualidade

 




Gosto de ver os meus desenhos para o artigo de José Janela, assim, como se tivesse num café a folhear uma revista que pela equipa de Júlio Henriques nos chega às mãos. Tal como no Jornal Mapa 34, ficam toscos, com luz difusa, cortados... mas que fiquei feliz, sim fiquei.