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quinta-feira, novembro 07, 2013

Florencia Abbate em Lisboa, na Fundação José Saramago, 25 de Novembro, 18:30

O livro de Florencia Abbate, Magic Resort, editado pela Deriva, irá estar disponível no encontro

Florencia Abbate vai estar em Lisboa na Fundação José Saramago, em Lisboa

Sessão de leituras - organizado pela Casa da América Latina com a Fundação José Saramago - Florencia Abbate
25 de Novembro, 18h30, na Fundação José Saramago

A escritora e jornalista argentina Florencia Abbate, autora de Magic resort, editado pela Deriva Editores, é a convidada para mais uma sessão de leituras, inserida no ciclo de leituras organizado pela Casa da América Latina com a Fundação José Saramago.
Florencia Abbate é autora dos romances  El grito (2004) e Magic resort (2007) editado pela Deriva em Portugal, bem como das obras poéticas Los Transparentes (2000), La niña bonita (2000) e Una sola alma somos: Mapuches (2006). 
Licenciada em Letras pela Universidade de Buenos Aires, com uma especialização em literatura argentina e latino-americana, Abbate é também Doutora em Filosofia e Letras pela mesma universidade. Escreveu para os jornais La Nación, Página 12, Diario Perfil e El País, entre outros.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Ler é, ainda, o melhor remédio: duas sugestões da Argentina.

Ler ainda é o melhor remédio... Aqui na Deriva, propomos-lhe que vá umas horas até um Magic Resort ou então que escape para Nenhum Lugar. Vale a pena evadir-se, lendo.



Ele adorava andar por diferentes lugares. A vida sedentária era algo que tinha abandonado há muito tempo, e ter de dar explicações parecia-lhe deplorável. As suas viagens duravam um mês, e no princípio contar com esse tempo de solidão resultava-me agradável e produtivo. Estavam a encarregar-me boas traduções e trabalhava com prazer. Tomava o pequeno-almoço no escritório, saia a passear durante a tarde, e voltava a traduzir até de madrugada. Além disso, parecia-me excitante esperar o reencontro e deixar que me sequestrasse de férias quando chegava.
 Um ano depois, tinha a impressão que os meus dias eram mais solitários do que tinha desejado. Comentei um par de vezes a Marcia o meu descontentamento, e conseguiu convencer-me a começar uma terapia. Escolhi um psicanalista que me disse para ir duas vezes por semana. Nunca me senti cómoda no divã. Costumava perder-me num rosário de anedotas infrutíferas, ou então cansava-me do silêncio e adormecia. Uma vez acordei sobressaltada, vociferando que me afundava num lugar que não desejava. Vá-se lá saber o que interpretou, mas foi a sua melhor intervenção. Descruzou as pernas e disse-me: “Compre um caderno e escreva o que quiser. Trabalharemos com esse material. [Magic Resort, Florencia Abbate]


- Chamo-me Mauricio e tenho vinte e sete anos, e amanhã vou rir-me disto tudo, que me chamo Mauricio e tenho vinte e sete anos.

Antes de acabar a frase Mauricio percebeu que tentar tranquilizar-se falando não tinha sido uma boa ideia. No silêncio da noite escutou a sua voz, e foi-lhe tão estranha, tão alheia, que a custo pode controlar o impulso de abrir a porta e afastar-se a correr do carro. Num segundo conseguiu pensar, “não devo correr, não devo correr”, e com a mão na fechadura viu-se fugindo com grandes passadas, sem correr, caminhando a alta velocidade, o corpo duro e torpe tentando acelerar o passo sem desatar a correr. Ainda com a mão na fechadura, foi invadido por um ataque de riso. Riu-se durante vários minutos e, quando pode por fim controlar-se, descobriu-se cansado e sem medo. Talvez agora pudesse voltar a dormir, pensou, enquanto fechava a janela porque começava a sentir o frio." [Nenhum Lugar, Ricardo Romero]

quinta-feira, julho 28, 2011

Cabem num bolso: Magic Resort (Florencia Abbate) e Nenhum Lugar (Ricardo Romero)

 Nenhum Lugar, de Ricardo Romero e Magic Resort, de Florencia Abbate já chegaram.
Para sua comodidade peça-os aqui.
Excerto de  Nenhum Lugar, de Ricardo Romero
«Acordou ao ouvir o silêncio. Entreabriu os olhos, depois abriu-os completamente, mas a claridade continuava sem aparecer. Primeiro avistou as casas, e só ao vê-las soube que tinham parado. As casas estavam aí, feitas de uma quietude negra, do outro lado da rua, demasiado próximas. A ausência do barulho do motor provocava-lhe uma certa angústia, mais ainda que a que lhe podia provocar a ausência do taxista. Por instinto procurou a mochila. Estava aí, continuava pousava perto dos seus pés. Abriu-a e comprovou que não lhe faltava nada. Voltou a olhar para as casas e sentiu-se intimidado. Não se atrevia a sair do táxi. Ainda era de noite e isso não lhe agradava, não lhe podia agradar. Por alguma razão, a noite era ainda mais escura agora, embora a Mauricio não lhe parecesse que houvesse menos estrelas. Mas podia sequer ter a certeza de que era a mesma noite? Procurou a la e não a encontrou. Quis saber que horas eram, mas não conseguiu ver nada no seu relógio de pulso. Em toda a rua só um candeeiro estava aceso, a mais de dois quarteirões de distância.»
 Excerto de  Magic Resort, de Florencia Abbate
«Uma enfermeira jovem contou-me que tinha estado em coma. Olhou-me, boquiaberta, quando lhe disse que me sentia incrivelmente bem, sem nenhuma ressaca, forte, como nunca…
Os médicos não me deram nenhuma esperança. E os meus pais por pouco não desmaiaram porque entraram e me viram a procurar a mochila. O meu pai conseguiu que me dessem alta ao meio-dia. A minha mãe lacrimejou de alegria ao constatar que conseguia descer as escadas do hospital sem ajuda. Eu estava morto de fome e propus um restaurante. Levaram-me a almoçar a esse lugar e fizeram-me as vontades o tempo todo. Até chegarmos a casa mantivemos conversas graciosas e calorosas. Depois, a alegria provocada pela bela surpresa da minha ressurreição foi relegada para segundo plano. O que mais lhes importava era averiguar o motivo da minha tentativa de suicídio.»

sexta-feira, maio 06, 2011

Cabem num bolso: Magic Resort (Florencia Abbate) e Nenhum Lugar (Ricardo Romero)

 Nenhum Lugar, de Ricardo Romero e Magic Resort, de Florencia Abbate já chegaram.
Para sua comodidade peça-os aqui.
Excerto de  Nenhum Lugar, de Ricardo Romero
«Acordou ao ouvir o silêncio. Entreabriu os olhos, depois abriu-os completamente, mas a claridade continuava sem aparecer. Primeiro avistou as casas, e só ao vê-las soube que tinham parado. As casas estavam aí, feitas de uma quietude negra, do outro lado da rua, demasiado próximas. A ausência do barulho do motor provocava-lhe uma certa angústia, mais ainda que a que lhe podia provocar a ausência do taxista. Por instinto procurou a mochila. Estava aí, continuava pousava perto dos seus pés. Abriu-a e comprovou que não lhe faltava nada. Voltou a olhar para as casas e sentiu-se intimidado. Não se atrevia a sair do táxi. Ainda era de noite e isso não lhe agradava, não lhe podia agradar. Por alguma razão, a noite era ainda mais escura agora, embora a Mauricio não lhe parecesse que houvesse menos estrelas. Mas podia sequer ter a certeza de que era a mesma noite? Procurou a la e não a encontrou. Quis saber que horas eram, mas não conseguiu ver nada no seu relógio de pulso. Em toda a rua só um candeeiro estava aceso, a mais de dois quarteirões de distância.»
 Excerto de  Magic Resort, de Florencia Abbate
«Uma enfermeira jovem contou-me que tinha estado em coma. Olhou-me, boquiaberta, quando lhe disse que me sentia incrivelmente bem, sem nenhuma ressaca, forte, como nunca…
Os médicos não me deram nenhuma esperança. E os meus pais por pouco não desmaiaram porque entraram e me viram a procurar a mochila. O meu pai conseguiu que me dessem alta ao meio-dia. A minha mãe lacrimejou de alegria ao constatar que conseguia descer as escadas do hospital sem ajuda. Eu estava morto de fome e propus um restaurante. Levaram-me a almoçar a esse lugar e fizeram-me as vontades o tempo todo. Até chegarmos a casa mantivemos conversas graciosas e calorosas. Depois, a alegria provocada pela bela surpresa da minha ressurreição foi relegada para segundo plano. O que mais lhes importava era averiguar o motivo da minha tentativa de suicídio.»

sexta-feira, março 04, 2011

Magic Resort, de Florencia Abbate - nas livrarias


Numa profunda depressão, Max olha, no ecrã, as imagens do ataque às Torres Gémeas. Este jovem com um transtorno bipolar é o centro de uma constelação de personagens com que a autora, Florencia Abbate,  retoma a estrutura múltipla do seu primeiro romance El Grito, para traçar através de diversas perspectivas a cartografia íntima de um presente marcado pelo desenraizamento e pela tecnologia. Nas histórias destas personagens ressoa as inconstâncias do amor e impressão geracional da pós-adolescência. As viagens, os medos as ausências; vozes distintas e escritas que tocam a cadência poética e onírica e, por vezes, quase documental. Magic Resort passa-se entre o 11 de setembro de 2001 e o crash económico argentino de Dezembro de 2004, apresentando-nos um mundo comprimido pela redução das distâncias temporais e o incessante incremento da velocidade. Desde uma clínica psiquiátrica para jovens em Buenos Aires, até à crueldade da guerra na Faixa de Gaza, passando por Espanha das festas electrónicas e pelo tsunami nas costas asiáticas, o romance de Florencia Abbate submerge-nos num apaixonante imaginário «bipolar», que parte do universal ao íntimo e do colossal ao ínfimo.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Escape à crise, lendo

Ler ainda é o melhor remédio... Aqui na Deriva, propomos-lhe que vá umas horas até um Magic Resort ou então que escape para Nenhum Lugar. Vale a pena evadir-se, lendo.



Ele adorava andar por diferentes lugares. A vida sedentária era algo que tinha abandonado há muito tempo, e ter de dar explicações parecia-lhe deplorável. As suas viagens duravam um mês, e no princípio contar com esse tempo de solidão resultava-me agradável e produtivo. Estavam a encarregar-me boas traduções e trabalhava com prazer. Tomava o pequeno-almoço no escritório, saia a passear durante a tarde, e voltava a traduzir até de madrugada. Além disso, parecia-me excitante esperar o reencontro e deixar que me sequestrasse de férias quando chegava.
 Um ano depois, tinha a impressão que os meus dias eram mais solitários do que tinha desejado. Comentei um par de vezes a Marcia o meu descontentamento, e conseguiu convencer-me a começar uma terapia. Escolhi um psicanalista que me disse para ir duas vezes por semana. Nunca me senti cómoda no divã. Costumava perder-me num rosário de anedotas infrutíferas, ou então cansava-me do silêncio e adormecia. Uma vez acordei sobressaltada, vociferando que me afundava num lugar que não desejava. Vá-se lá saber o que interpretou, mas foi a sua melhor intervenção. Descruzou as pernas e disse-me: “Compre um caderno e escreva o que quiser. Trabalharemos com esse material. [Magic Resort, Florencia Abbate]

- Chamo-me Mauricio e tenho vinte e sete anos, e amanhã vou rir-me disto tudo, que me chamo Mauricio e tenho vinte e sete anos.

Antes de acabar a frase Mauricio percebeu que tentar tranquilizar-se falando não tinha sido uma boa ideia. No silêncio da noite escutou a sua voz, e foi-lhe tão estranha, tão alheia, que a custo pode controlar o impulso de abrir a porta e afastar-se a correr do carro. Num segundo conseguiu pensar, “não devo correr, não devo correr”, e com a mão na fechadura viu-se fugindo com grandes passadas, sem correr, caminhando a alta velocidade, o corpo duro e torpe tentando acelerar o passo sem desatar a correr. Ainda com a mão na fechadura, foi invadido por um ataque de riso. Riu-se durante vários minutos e, quando pode por fim controlar-se, descobriu-se cansado e sem medo. Talvez agora pudesse voltar a dormir, pensou, enquanto fechava a janela porque começava a sentir o frio." [Nenhum Lugar, Ricardo Romero]

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Livros que cabem num bolso...

 Nenhum Lugar, de Ricardo Romero e Magic Resort, de Florencia Abbate já chegaram.
Para sua comunidade peça-os aqui.

Excerto de  Nenhum Lugar, de Ricardo Romero
«Acordou ao ouvir o silêncio. Entreabriu os olhos, depois abriu-os completamente, mas a claridade continuava sem aparecer. Primeiro avistou as casas, e só ao vê-las soube que tinham parado. As casas estavam aí, feitas de uma quietude negra, do outro lado da rua, demasiado próximas. A ausência do barulho do motor provocava-lhe uma certa angústia, mais ainda que a que lhe podia provocar a ausência do taxista. Por instinto procurou a mochila. Estava aí, continuava pousava perto dos seus pés. Abriu-a e comprovou que não lhe faltava nada. Voltou a olhar para as casas e sentiu-se intimidado. Não se atrevia a sair do táxi. Ainda era de noite e isso não lhe agradava, não lhe podia agradar. Por alguma razão, a noite era ainda mais escura agora, embora a Mauricio não lhe parecesse que houvesse menos estrelas. Mas podia sequer ter a certeza de que era a mesma noite? Procurou a la e não a encontrou. Quis saber que horas eram, mas não conseguiu ver nada no seu relógio de pulso. Em toda a rua só um candeeiro estava aceso, a mais de dois quarteirões de distância.»
 Excerto de  Magic Resort, de Florencia Abbate


«Uma enfermeira jovem contou-me que tinha estado em coma. Olhou-me, boquiaberta, quando lhe disse que me sentia incrivelmente bem, sem nenhuma ressaca, forte, como nunca…
Os médicos não me deram nenhuma esperança. E os meus pais por pouco não desmaiaram porque entraram e me viram a procurar a mochila. O meu pai conseguiu que me dessem alta ao meio-dia. A minha mãe lacrimejou de alegria ao constatar que conseguia descer as escadas do hospital sem ajuda. Eu estava morto de fome e propus um restaurante. Levaram-me a almoçar a esse lugar e fizeram-me as vontades o tempo todo. Até chegarmos a casa mantivemos conversas graciosas e calorosas. Depois, a alegria provocada pela bela surpresa da minha ressurreição foi relegada para segundo plano. O que mais lhes importava era averiguar o motivo da minha tentativa de suicídio.»

domingo, outubro 03, 2010

Magic Resort, de Florencia Abbate


A propósito da edição em português do romance  Magic Resort, de Florencia Abbate, recuperamos uma entrevista concedida aquando da apresentação do livro na Argentina.


-¿Qué representa para Ud. el acto de escribir?
-Es uno de mis mayores placeres. Lo disfruto intensamente. A lo largo de mi vida la escritura siempre ha sido el medio de expresión que más me atrae. Nunca dejó de atraerme desde que aprendí a leer y escribir. Siento una enorme fascinación por el lenguaje y sus posibilidades.

-En su narrativa, Ud. parece conservar una relación poética con el lenguaje. La prosa y la poesía se atraen. ¿Es una búsqueda estética intencionada?
-Es algo que me sale naturalmente, pero en esta novela decidí permitir que esa relación poética que tiendo a establecer con las palabras, impregnara la narración. Fue un trabajo más intuitivo y detallista que el que hice en la novela anterior. A esta novela por momentos la pensaba como una composición musical.

-¿Cómo nació la idea de Magic Resort?
-Escribí primero un texto, un cuento largo, en primera persona, imaginando un personaje. En el relato de ese personaje fueron apareciendo otros tres personajes cuyas historias me interesaban explorar. Lo hice y entre esas cuatro historias se había armado un mundo, un mundo que podía llamarse Magic Resort.

-¿Qué desafíos le depararon escribir esta novela?
-El principal desafío fue escribir la historia que transcurre en la Franja de Gaza. Cuando uno ve las imágenes reales de lo que ocurre allí se pregunta si realmente tendrá la capacidad de narrarlo... Pero también diría que fueron un desafío pequeñas escenas donde ocurrían grandes transformaciones en las vidas de los personajes. A los cuatro personajes les ocurren cosas que cambian radicalmente sus vidas. La primera persona obliga a narrar los hechos desde adentro, desde el que vive esa experiencia de cambio, y para contarlo hay que poder encontrar un tono que se corresponda con emociones genuinas.

-¿Cuál cree Ud. que sea el motivo principal al utilizar la composición coral como recurso motriz de sus novelas?
-Me gustan las formas corales porque me aburre la idea de construir un mundo a partir de una perspectiva única. Me resulta más estimulante un mundo que ofrece diversas historias, que está habitado por distintas voces, que me invita a ponerme en la piel de diferentes cuerpos y maneras de pensar y de sentir.

-En Magic Resort, como acontece en El grito, prevalece un clima de desazón e incertidumbre. Sin caer en el tremendismo facil; Ud. desarrolla un sutil realismo que representa la condición actual de la Argentina. ¿Marcar ese estilo, le significó una rigurosa búsqueda formal?
-No diría que me propuse buscar un estilo. El estilo es aquello que se nos impone, como cualquier persona tiene una cierta manera particular de caminar o de reírse. El estilo me sucede a pesar mío. Con respecto a lo otro que tal vez desarrollo una suerte de realismo delirante porque esa es la manera en que a veces se me presenta la realidad, bajo la forma de algo que parece un delirio, a veces un delirio cómico y otras veces un delirio dramático. Y de esa misma manera tiendo a percibir el contexto en el que vivo la mayor parte de mi tiempo, es decir, la Argentina, y más específicamente Buenos Aires.

-Fragmentos de poemas de T. S. Eliot intercalan algunos de los capitulos del libro. ¿Cuál es la razón de esta elección?

-Los Cuatros Cuartetos y La Tierra Baldía son dos de mis poemas predilectos. Siento una gran admiración por T. S. Eliot. Lo que me deslumbra es que en ellos logra sintetizar algo esencial del clima de su época. No son poemas sobre su propia experiencia sino sobre el mundo contemporáneo, y son a la vez un collage y un diálogo con otros libros de distintas épocas y tradiciones.

-Ud. es una intelectual prolífica: poeta, novelista, periodista, editora. ¿Cómo se define a si misma?
-Escritora hiperactiva y muy sociable, lectora inquieta, romántica y viajera.
  [entrevista daqui]

quarta-feira, setembro 15, 2010

Literatura Argentina: "Magic Resort" de Florencia Abbate e "Nenhum Lugar" de Ricardo Romero



"Magic Resort" de Florencia Abbate e "Nenhum Lugar" de Ricardo Romero estão quase, quase a chegar.




Florencia Abbate nasceu em Buenos Aires, no dia 24 de Dezembro  de  1976. Licenciada em Letras pela Universidad de Buenos Aires - UBA, é jornalista cultural e autora dos romances "El Grito" e "Magic Resort".
Ricardo Romero nasceu no Paraná, em 1976. Licenciado em Letras pela Universidade de Córdoba, vive, actualmente, em Buenos Aires. Ninguna Parte é o seu primeiro romance. Dirige a revista literária Oliverio. Em 2006, publicou um livro de contos, Tantas Noches como sean necesarias.  Patrícia Gomes, que esteve até há pouco em Buenos Aires e vive actualmente em Barcelona fará a tradução para o português.

quinta-feira, julho 29, 2010

sexta-feira, julho 23, 2010

Avanço de Temporada: Florencia Abbate e Ricardo Romero na Deriva



Em Setembro, na Deriva, Florencia Abbate, com Magic Resort e Ricardo Romero, com Ninguna Parte

Florencia Abbate nasceu em Buenos Aires, no dia 24 de Dezembro  de  1976. Licenciada em Letras pela
Universidad de Buenos Aires - UBA, é jornalista cultural e autora dos romances  El Grito e Magic Resort.


Florencia Abbate es una de las escritoras más jóvenes y prolíficas del panorama literario actual. Supo desde fines de los años noventa, proyectar con sus libros un claro ajuste entre la búsqueda experimental y el empleo de formas clásicas. Sin ser netamente rupturista, Abbate es una autora posmoderna. Así lo definen algunos de los conceptos esenciales del posmodernismo como: la indeterminación, la incertidumbre y sobre todo la fragmentación que constituyen algunos aspectos medulares de su narrativa. La autora de El grito recurre a estos y otros elementos, para desarrollar sus personajes y modos de escritura con notable fluidez. El resultado es admirable, dado que su prosa articula el pensamiento de nuestra época. Ecléctico, vertiginoso, tecnocrático; y lo transcribe en una suerte de “realismo delirante”, como ella lo prefiere definir. De este modo, sus libros revelan las múltiples capas que estructuran los vínculos humanos actuales, en una era de constantes transformaciones. La literatura de Florencia Abbate es un audaz espejo que pone al descubierto con objetividad las deficiencias de la moral contemporánea. (continua)


Entrevista a Florencia Abbate   aqui.




Ricardo Romero nasceu no Paraná, em 1976. Licenciado em Letras pela Universidade de Córdoba, vive, actualmente, em Buenos Aires. Ninguna Parte é o seu primeiro romance. Dirige a revista literária Oliverio.
Em 2006, publicou um livro de contos, Tantas Noches como sean necesarias. Em 2008 publicou El síndrome de Rasputín e este ano Los bailarines del fin del mundo,  obras de vivem nas margens do    fantástico, do absurdo e do policial.

"El silencio y la calma del desierto sólo eran interrumpidos por el chasquido de su encendedor. Lo encendía y lo ponía frente a sus ojos esperando que el viento lo apagara. Cuando el viento lo apagaba volvía a encenderlo y la llama se alzaba por un instante, vibrando en su anaranjada transparencia, hasta que la brisa la apagaba otra vez. "Tal Vez debería comprarme una pipa" se dijo Mauricio, "dicen que es una buena forma de dejar de fumar". Esto era lo que Mauricio se decía. En tanto, todo el desierto parecía estar esperando que su encendedor se quedara sin gas".
Entrevistas a Ricardo Romero aqui e aqui.

Tradução de Patrícia Gomes.

quinta-feira, abril 29, 2010

Literatura Argentina na Deriva



Em Setembro, na Deriva, Florencia Abbate, com Magic Resort ( cujo site pode ser visto aqui) e Ricardo Romero, com Ninguna Parte (em entrevista aqui)

Florencia Abbate nasceu em Buenos Aires, no dia 24 de Dezembro  de  1976. Licenciada em Letras pela Universidad de Buenos Aires - UBA, é jornalista cultural e autora dos romances "El Grito" e "Magic Resort".

Ricardo Romero nasceu no Paraná, em 1976. Licenciado em Letras pela Universidade de Córdoba, vive, actualmente, em Buenos Aires. Ninguna Parte é o seu primeiro romance. Dirige a revista literária Oliverio.
Em 2006, publicou um livro de contos, Tantas Noches como sean necesarias.

Patrícia Gomes, que esteve até há pouco em Buenos Aires e vive actualmente em Barcelona fará a tradução para o português.