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segunda-feira, setembro 12, 2011

Leitura com História: Notícias das Guerras Napoleónicas


Notícias das Guerras Napoleónicas: Dietário do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro 1807-1816, (prefácio de Luís Oliveira Ramos e transcrição, atualização ortográfica, notas e índices de Maria Isabel Pereira Coutinho)




Da introdução de Maria Isabel Pereira Coutinho a Notícias das Guerras Napoleónicas, Dietário do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro 1807-1816.

«O autor tem esse dom: faz-nos mergulhar na História. História que é também a dum povo - o português- que sem Rei, chefes militares, dinheiro ou armas, munido a princípio apenas dos instrumentos do seu ofício - foices, piques, paus e pedras, além de algumas raras caçadeiras e de muito engenho e coragem - se lançou  na aventura sem igual, (apesar do desnorte e da "anarquia" em que por vezes caíram esses "corpos sem cabeça", como se lhes refere o autor do Dietário), de expulsar da sua Pátria aqueles que tão traiçoeiramente aí tinham entrado e intentavam permanecer. E que mais tarde, integrado já em exércitos regulares, Anglo-lusos e por vezes espanhóis, os perseguia pela Espanha e França dentro, quantas vezes deixando aí o seu sangue e a sua vida.» 



Isabel Pereira Coutinho nasceu em Lisboa, tendo-se licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica da Universidade de Lisboa. Foi Conservadora do Museu Calouste Gulbenkian, onde trabalhou desde 1967. Além de inúmeras exposições em que participou/comissariou, em Portugal e em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, é autora de várias publicações no âmbito da História da Arte, a título individual ou em colaboração, algumas traduzidas ou editadas no estrangeiro. Como membro do ICOM (International Council of Museums – UNESCO) participou em numerosos Congressos e Colóquios em Portugal e no estrangeiro, onde apresentou diversas comunicações. É ainda membro do Grupo Internacional Researches on courtly life – Royal and princely tables. Reformada desde 2003, tem-se dedicado ao estudo e investigação no campo da História Contemporânea de Portugal.

quinta-feira, julho 07, 2011

Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Fundado em 1059 segundo a tradição popular, embora a referência documental mais antiga remonte a 1099, o Mosteiro de Pombeiro gozava de privilégios e justiça própria já em 1112, como o comprova Carta de Couto concedida nessa data por D. Teresa. Esta instituição monacal encontrava-se já documentada desde 853, o que a torna uma das mais antigas do território, embora não existam provas materiais do primeiro estabelecimento. Localizado na intersecção de duas das principais vias da época medieval, uma que ligava Porto a Trás-os-Montes e uma segunda que ligava a Beira ao Alto Minho, o mosteiro adquiriu importância e serviu de guarida à corte e aos peregrinos em viagem. Com as dádivas da família Sousões e dos fiéis, Pombeiro chegou a deter 37 igrejas e um rendimento anual invejável, e cujo poder se estendia até Vila Real. Já na Idade Moderna, o mosteiro sofreu profundas modificações, em especial durante o período Barroco, das quais se destacam uma das alas do claustro, a nova capela-mor, o coro alto, várias obras de talha dourada e as próprias duas torres que ladeiam a frontaria. No início do século XIX procedeu-se a remodelação dos claustros numa intervenção neoclássica, entretanto interrompida com a extinção das ordens religiosas em 1834. Foi classificado como Monumento Nacional a 23 de Junho de 1910. [daqui]

quarta-feira, julho 06, 2011

Notícias das Guerras Napoleónicas: Dietário do Mosteiro de Santa Maria do Pombeiro

"Depara-se o leitor com um relato invulgar que alia a uma vivência pessoal do narrador, ilustrada por ocorrências, cenas e episódios, impossíveis de captar sem a participação directa na acção, num permanente confronto quase diário com factos históricos importantes, para a História da Guerra Peninsular e fim da epopeia napoleónica. Transportando-o da serrania portuguesa para a frente de batalha europeia, marítima ou transcontinental, com a leveza de quem tem acesso a fontes de conhecimento privilegiadas, como se de “palavras apetrechadas de asas” (Odisseia, Canto I) usasse, o autor consegue envolver o leitor num permanente interesse histórico.
Esta constante dicotomia proporciona à narrativa uma vivacidade que atrai o comum leitor, sem de modo algum afastar o estudioso da época que marca a transição do mundo moderno para o contemporâneo.
Num momento e passam 200 anos sobre os acontecimentos relatados, a descoberta acidental deste documento inédito, justifica plenamente a sua publicação."