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segunda-feira, setembro 06, 2021

«Vozes ao Alto! 100 Histórias na História do Partido Comunista Português» AAVV



E chegou-me hoje! «Vozes ao Alto! 100 Histórias na História do Partido Comunista Português». Culpadas/os: Adriano Miranda, Cristina Nogueira, Egídio santos, Isabel Nogueira, Maria Alice Samara, Paulo Pimenta e a querida amiga Vanessa Almeida.
O livro, graficamente muito bem trabalhado, divide-se em três secções qual delas a mais empolgante: a da legalidade (1921-1926), a da clandestinidade (1926-1974) e a da liberdade (1974-2021).
Uma obra excelente que obriga à consulta constante, até porque nos revemos em muitos dos objectos lá descritos e fotografados. Uma antropologia do PCP e da História deste país.

Nota Breve: A 4ª secção, digo-o eu, e ainda não publicada, podem pedir a Isaac Azimov, Stanislav Lem, Ursula Le Guin ou ao Marques Mendes (futurologista conhecido), mas creio que é o melhor perguntar aos primeiros mesmo que estes não respondam de imediato.


sexta-feira, março 05, 2021

100 anos: o primeiro manifesto de Julho de 1921

 A luta operária, determinada e motivada pelas humilhações constantes em que a quiseram remeter, causada pela exploração desenfreada do capitalismo que não poupava crianças, mulheres e homens foi uma marca do século XIX e dos inícios do século XX. Em Portugal, país de brandos costumes e eternos comedimentos, a classe operária soube erguer-se e dizer que não ao capitalismo e propôs-se lutar e resistir, num país medroso de insurreições, de uma religiosidade doentia e com um respeitinho atávico às hierarquias e aos chefes. Mais: conseguiu mostrar-nos um mundo novo. O comunismo surgiu como uma esperança para os produtores e a modernidade veio com os anarco-sindicalistas, sindicalistas revolucionários e finalmente, em 1921, com os comunistas organizados. O PCP nasceu aí. E a modernidade que os operários imprimiram à época é inesquecível e impossível de contornar por historiadores honestos. Em Julho de 1921 começava uma história de 100 anos. O incontornável manifesto podem lê-lo aqui https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4482255

António Luís Catarino