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«Eis uma poesia que abdica da transcendência e de altos voos, uma poesia rente ao chão e às coisas terrenas atraída pelo 'belo gesto do malogro' e capaz de se intrometer no 'cirúrgico intervalo entre uma escarpa e uma escultura'.» É assim que inicia José Mário Silva a sua crítica no Expresso de hoje a
Telefunken de Luis Maffei poeta brasileiro e professor de Literatura Portuguesa na Universidade Fluminense que a Deriva editou. Também neste artigo JMS destaca o diálogo subtil que este produz com a nossa tradição poética como Camões, Pessoa, Gastão Cruz ou Pires Cabral. JMS termina desta maneira: «É um trabalho de filigrana, feito de paráfrases e desconstruções, bela homenagem de quem, diante de Sophia, se considera 'andresiano em mão segunda' e dirigindo-se a Bocage, consegue escrever um soneto digno do vate de Setúbal.»