terça-feira, dezembro 13, 2011

Ler à deriva.... [coleção narrativa]


...porque os livros e as leituras ficam... 
....porque vale a pena ler à DERIVA...


Bebendo o Mar, Xavier Queipo


Francis, tradutor galego, radicado na Califórnia conhece Rose, informática e irlandesa. Martin, seu editor norte-americano pede-lhe para traduzir para o inglês a sua obra do momento: trata-se de um tal Saramago que, nesse ano, vai ser de certeza um Prémio Nobel. A obra deste ainda desconhecido escritor português chama-se "Ensaio sobre a Cegueira". 


Odeio as Manhãs, Jean-Marc Rouillan


Jean-Marc Rouillan está preso desde 1987, desde o desmantelamento da Action Directe, cumprindo uma pena de prisão perpétua. Esta crónica foi escrita em 2001 na central de Lannemezan e conta o quotidiano da sua vida prisional sob um regime ultra-severo. Denuncia também a ligação muito discutível entre a medicina e a prisão.


Tempos de Fuga, Ramón Caride


Numa cidade desconhecida, um escritor atormenta-se com o desaparecimento da mulher. Em Nova Iorque, uma hospedeira trafica estranhas pedras e, em Vivier-Sur-Mer, Bretanha, outra mulher terá um inesperado encontro que mudará a sua vida. Os caminhos destas personagens vão confluir de um modo impensável através dos efeitos desses cristais, os "oders".
Prémio Risco de Literatura Fantástica Espanhola




Armai-vos uns aos Outros,Sérgio Almeida


Composto por dois maxi-contos (ou duas mini-novelas, consoante a perspectiva e/ou tara), "Armai-vos uns aos outros" apresenta-nos uma galeria dos espelhos e das deformidades, dos tiques e dos clichés da irrelevância humana. 


A Estranha Estrela, Xabier López López


Tempos de Fuga<br><i>Ramón Caride</i>Romance de aventuras onde Emílio Amarante, o protagonista, está submetido a encontros extraordinários onde as leis naturais não ocupam grande lugar. Filósofos, corsários, navegantes de todos os feitos arrastam o leitor para o prazer puro da liberdade e da fruição da narrativa. Um romance onde se cruza o estilo oitocentista e o pós-moderno.


Ser ou Não, Xurxo Borrazás


A extrema fluidez com que se lê Ser ou Não liga-se fundamentalmente com a estrutura narrativa directa e, por vezes, cruel com que Xurxo Borrazás trata as emoções e os desejos. A história centra-se na realização da própria obra literária numa aldeia perdida no interior da Galiza e onde duas personagens, o autor e uma velha aldeã, se encontram de uma forma estranha e intensa. A atribuição de um prémio literário acompanha paralelamente o desenrolar da história. A ironia encontra-se sempre presente numa obra já marcante da nova literatura galega.


As Rolas de Bakunine, Antón Riveiro Coello


Ser ou Não<br><i>Xurxo Borrazás</i>As Rolas de Bakunine de Antón Riveiro Coello não é só a construção literária do anarquismo galego durante os anos da Guerra Civil de Espanha. É, também, uma ex-celente narrativa tendo por base a vida de Camilo Doldque pouco têm a perder a não ser a dignidade de homens verdadeiramente livres. Um retrato real dos que deram a vida por uma utopia estampada nas páginas desta excelente obra na nova literatura galega a quem foi atribuído o Prémio García Barros. 


Ex, Patrick Raynal


De Lorient a Dublin, de Nice a Bamako, Jo Randa, a personagem deste romance, faz remontar o tempo. Inventário das trajectórias e derivas pessoais, regresso aos anos de chumbo, morte das utopias, término das ilusões políticas, um destino de um homem emerge das sombras do passado. 

Patrick Raynal, nascido em 1946, é autor de numerosos romances, entre os quais Fenêtre sur Femmes (prémio Mystére da Crítica francesa), Arrêt d'urgence, Né de fils inconnu e En Cherchant Sam. 

PROMOÇÃO A Estranha Estrela / Tempos de Fuga

Morto com Defeito, Vítor Pinto Basto


Existe, neste livro de Vítor Pinto Basto, uma estranha deriva que nos leva facilmente do Porto, revisto nas nossas memórias, para a Rússia oligarca dos dias de hoje. Só uma boa ficção pode ligar naturalmente Pusckin a Camões, faz sentar esse anti-herói de nome Carlos Palhal, a personagem principal, no Bar Surrealista em Moscovo, ou obriga a perscrutar o olhar de Irina pelas enormes telas de Vasily Perov ou tenta voar pela densidade psicológica das persona-gens de Dostoievski. Só uma ficção plenamente conseguida nos transporta do Portugal «moderno», esquecido de si, para a Rússia dos Czares, de um país que resistia como podia, para a União Soviética das grandes manifestações de massas, do Portugal bombista e revolucionário para a Rússia a preço de mercado.
Uma obra resoluta, sem concessões, de leitura urgente para quem quer perceber de como são feitas as pessoas iguais a nós. De sentimentos caóticos e desencontrados, da solidão que pesa à alegria esfusiante, de raiva e de amor.



Erros e Tanatos, Gonzalo Navaza

Colectânea de pequenos contos de uma ironia extremamente cáustica, escritos com um rigor assinalável e com finais inesperados
mais aqui