segunda-feira, maio 27, 2024
"Um Terrível Verdor", Benjamin Labatut
Um post de Diogo Vaz Pinto sobre a biografia de Manuel de Castro
Às vezes, entre as centenas de livros que se editam, o mais estranho é que, do meio da indiferença que nos gela e que é o maior dos abismos desta época, surge um leitor, um abelhão todo coberto do pólen que se reservou nalgumas páginas, nalgum desses livros feitos quase secretamente e só em nome dessa hipótese de haver mais alguém vivo nesta língua que quase se deixou de falar, e que está, para os efeitos de perturbação profunda e de mudança, praticamente morta. Daí o espanto quando afinal ainda nos surge um leitor pela frente, alguém vindo do outro lado, abrindo uma esperança de não sentirmos o desconhecido como um vazio, mas ainda como um território que nos desafie. Curiosamente, este leitor calha ser um antigo editor, desses que deu tudo e acabou atirado para a berma, muitas vezes também por esse género de autores tomados pela sanha de saltar para algo com um ascendente publicitário maior. Porque a chamada cultura literária entre nós ainda não fez mais que um punhado de escritores com verdadeira vontade de criar tudo outra vez, e por isso vão perfumando os cadáveres de ontem enquanto se queixam por não haver margem para fundar uma razão que diga respeito ao amanhã.
Diogo Vaz Pinto, sobre um artigo referente à edição da biografia de Manuel de Castro, no perfil da editora Língua Morta. Maio de 2024.
sexta-feira, maio 24, 2024
«Corpo Cru», João Damasceno
quinta-feira, maio 23, 2024
«O Poeta passeia-se pelo seu túmulo», uma biografia de Manuel de Castro, Nuno dos Santos Sousa
Não porei aqui nenhum poema de Manuel de Castro. Pela simples razão que toda a poesia (como afirmou, «nem todo o poema é poesia!») é nele, um continuum, é muito difícil separá-la em extractos. Compre-se os livros e manuseie-se devagar ou com raiva, cheios de pressa. É convosco. Mas leiam este livro que é igualmente poesia.
segunda-feira, maio 20, 2024
«Camões», Ezra Pound
II Feira de Livros de Arte. Centro de Artes Visuais, Coimbra
sábado, maio 18, 2024
«Menez | Pomar, Cartas»
sexta-feira, maio 17, 2024
segunda-feira, maio 13, 2024
«Planeta» e «De Humani Corporis Fabrica», José Ricardo Nunes
sábado, maio 11, 2024
«A Porta», Magda Szabó
terça-feira, maio 07, 2024
«Leviathan», Paul Auster
Unicórnios, Jornal Mapa 41
quinta-feira, maio 02, 2024
«Tomás Nevinson», Javier Marías
quarta-feira, maio 01, 2024
Carta Aberta a todos os jovens delinquentes
segunda-feira, abril 22, 2024
Jornal Mapa 41, ilustração de artigo de L. Silva
domingo, abril 21, 2024
Jornal Mapa 41
sábado, abril 20, 2024
«Empúsio», Olga Tokarczuk
segunda-feira, abril 15, 2024
«Os Galifões e a luta contra a praxe na Coimbra dos anos 70, seguido de Os Quentes Anos 70 em Coimbra», M. Ricardo de Sousa e F. Carmichael
«Du Traité de savoir-vivre à l'usage des jeunes générations à la nouvelle insurrection mondiale», Raoul Vaneigem
terça-feira, abril 09, 2024
Tradução por IA?
Tentei ler, num ebook, um livro de Mons Kallentoft editado pela D. Quixote. «Sangue Vermelho em Campo de Neve». Não sei se por sua culpa ou não, o que é certo é que fiquei com a sensação de estar a ser enganado. Na ficha técnica não constava o nome de qualquer tradutor/a, a revisão (se é que se pode chamar assim) era de um tal «Soares dos Reis» (??? O escultor que deu nome ao museu do Porto???), a foto de capa é de um misterioso A. Mateur (amador?), embora a capa seja atribuída a Rui Garrido. A edição tinha um nome: Maria da Piedade Ferreira.
A leitura era impossível. havia períodos que nada se compreendia e os parágrafos tinham uma linha de espaçamento, o que comprometia a fluidez da leitura. Acabei por desistir à página 20.Perante a desconfiança generalizada que as traduções em algumas editoras estão a utilizar a Inteligência Artificial eis uma boa oportunidade de virem aqui desmentir esta enorme dúvida que tenho. A ser verdade é um insulto à nossa bolsa e aos livros.
«O Mistério da Estrada de Sintra», Eça de Queirós e Ramalho Ortigão
terça-feira, abril 02, 2024
«Caçadores de Cabeças», Jo Nesbo
Mais do Jo Nesbo. É evidente que ele sabe o que a maioria dos leitores quer ler, o que, em princípio, não é sinal de qualidade. No caso do norueguês Jo Nesbo, junta uma certa expectativa na narração que nos prende e, ao mesmo tempo, sabe que o policial mudou muito desde o século passado. Hoje, a brutalidade é maior, o adn e o csi vieram modificar a pesquisa cerebral, portanto dedutiva, dos detectives para encontrar um assassino e nem sempre o crime não compensa. Neste caso, compensou, sim.
quarta-feira, março 27, 2024
«Há mundo por vir?», de Déborah Danowski e Eduardo Viveiros de Castro
segunda-feira, março 18, 2024
«O Princípio de Tudo - Uma nova História da Humanidade», David Graeber e David Wengrow


























