Deriva das Palavras
domingo, fevereiro 15, 2026
"Terra Queimada", Jonathan Crary
Ilustr[ações]. Apresentação no Liquidâmbar. 14/02/2026
Ilustr[ações]
Ilustrações,
desenhos, cartoons editados pelo «Jornal Mapa», as revistas «Flauta de Luz» e
«A Ideia». Entre 2021 e 2026 fizeram parte de uma sequência onde pontificaram
desenhos alusivos à crítica ao capitalismo, ao extrativismo, ao militarismo e à
guerra, pelo decrescimento económico e pelo comunitarismo solidário. Por uma
verdadeira Vida e uma outra Sociedade, pela Poesia tornada real n dias que
correm. Nestes desenhos não existe neutralidade, escolhe-se um campo-limite,
uma zona utópica de liberdade e de construção do comum.
ANTÓNIO
LUÍS CATARINO
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
Ilustr[ações]
Ilustr[ações]
Ilustrações,
desenhos, cartoons editados pelo «Jornal Mapa», as revistas «Flauta de Luz» e
«A Ideia». Entre 2021 e 2026 fizeram parte de uma sequência onde pontificaram
desenhos alusivos à crítica ao capitalismo, ao extrativismo, ao militarismo e à
guerra, pelo decrescimento económico e pelo comunitarismo solidário. Por uma
verdadeira Vida e uma outra Sociedade, pela Poesia tornada real nos dias que
correm. Nestes desenhos não existe neutralidade, escolhe-se um campo-limite,
uma zona utópica de liberdade e de construção do comum.
ANTÓNIO LUÍS CATARINO
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
«Longe da Multidão», Thomas Hardy
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
"Partida", Julian Barnes
sábado, janeiro 31, 2026
"A Trilogia de Copenhaga", Tove Ditlevsen
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Nota de Rodapé 29/01/2026
O mundo a desabar entre o autoritarismo e a violência das guerras e da repressão e nós aqui entalados entre um odioso e ridículo Ventura e um autodenominado moderado e humanista pela mão de Seguro. Mesmo que a escolha entre um e outro seja clara na defesa do que ainda há de liberdade nas sociedades actuais, não deixa de ser singular a falta de debates em temas verdadeiramente importantes e que terão a ver com a nossa vida, como a recusa da guerra e do militarismo, a possibilidade cada vez mais necessária de decrescimento económico, a crise climática e o papel do capitalismo verde (a IL, de mansinho, veio colocar a agenda na substituição das energias renováveis pelo extractivismo, pelo carvão e pelo petróleo), a profunda crise do capitalismo liberal que pretende destruir o estado social e a pobre discussão em torno da Constituição já completamente empobrecida com sucessivas revisões. Mesmo o abandono do interior e a destruição de equipamentos sociais e comunitários no interior do país (na Europa é igual) e de que se gosta de proclamar soluções em períodos eleitorais, este discurso é inexistente. Por muito que custe a alguns sectores da sociedade (não tão pequenos como isso) o anticapitalismo é ultrapassado a grande velocidade pelo antifascismo, e aí se vê a importância política do Chega e dos espécimes que o compõem e que ainda não compreenderam o seu triste papel: construir uma união forçada em torno da ideia democrática pela anulação dos seus opostos.
sexta-feira, janeiro 23, 2026
Nota de rodapé 20/01/2026
É quase uma pequena nota no Público de hoje: "a revista científica Lancet [estima] que 14 milhões de mortes possam ocorrer até 2030 com o fim dos programas alimentares e de saúde da USAID". Não posso deixar de ligar isto a um facto descrito em "Terra Queimada", de Jonathan Crary, que citando o "Lugano Report", de 1999, dá conta das perspectivas neoliberais desenhadas pelos autocratas e conselheiros trumpistas que defendem a redução drástica da população mundial afirmando, sem qualquer pudor, que "não podemos defender o sistema liberal de mercado livre e, ao mesmo tempo, continuar a tolerar a presença de milhões e milhões de pessoas supérfluas e improdutivas".
alc
"A Parede", Marlen Haushofer
domingo, janeiro 18, 2026
"Além da Memória", Sebastian Barry
terça-feira, janeiro 13, 2026
"A Curva da Estrada", Ferreira de Castro
sexta-feira, janeiro 09, 2026
"Fronteira", Can Xue
sexta-feira, janeiro 02, 2026
"Artigo 353", Tanguy Viel
terça-feira, dezembro 30, 2025
"O Ofício", Serguei Dovlatov
quinta-feira, dezembro 25, 2025
"Ódio à Civilização Moderna", William Morris
segunda-feira, dezembro 22, 2025
2026
sábado, dezembro 20, 2025
"L' Adversaire", Emmanuel Carrère
domingo, dezembro 14, 2025
"O Náufrago", Thomas Bernhard
«Um Sonho», de August Strindberg
terça-feira, dezembro 09, 2025
"La Fôret de Flammes et d'Ombres", Akira Mizubayashi
segunda-feira, dezembro 08, 2025
"Um Saco de Ossos", Maria Lis
Maria Lis não deixa de nos surpreender com este seu terceiro livro de poesia. Revisitando Georgia O'Keeffe, leva-nos por extensas caminhadas em espaços improváveis no Novo México, no Texas ou ainda em Nova Iorque, deixando-nos uma quadrícula onde pontificam cores, pedras, águas, plantas. A cor está sempre presente dum modo quase obsessivo «...perguntas-me pela música vou respondendo por cores / as palavras não levam a melhor...» e a matéria e a forma de tudo o que nos rodeia, inertes ou vivas, atravessam os poemas «...por ora pinto flores / já que a realidade não precisa de ajuda / posso dedicar-me por inteiro à forma / é que a cor, o âmago, o cheiro / vêm com cada coisa de jeitos torcidos e grotescos...», deixando-nos embrenhados numa mundividência singular protagonizada por O'Keeffe e assenhoreada poeticamente por Maria Lis. Essa osmose, essa junção, é realizada por uma comunicação epistolar baseada provavelmente (soubemo-lo, mais tarde, pelo posfácio) pela correspondência com uma amiga e que a poeta adquiriu num alfarrabista de Santa Fé.
É um livro de poesia que não nos deixa indiferentes, tal como o seu posfácio: violentamente, Maria Lis atropela-nos com a nossa derrota muitas vezes não assumida, na impossibilidade de questionamento político, na eterna fénix capitalista que se ergue sempre vitorioso, retirando-nos a possibilidade de uma vida própria. Resta-nos a fuga ou a poesia dos sentidos. Como este livro.
alc.
sábado, dezembro 06, 2025
"Oráculo Portátil e Arte da Prudência", Baltazar Gracián
sábado, novembro 29, 2025
sexta-feira, novembro 28, 2025
«A Morte é um Acto Solitário», Ray Bradbury
«Umbria: por fim, o Sul.», António Alves Martins
segunda-feira, novembro 24, 2025
25
"Spartakus, Simbologia da Revolta", Furio Jesi
"Jacob's Room", Virginia Woolf
domingo, novembro 16, 2025
«In girum imus nocte et consumimur igni», Guy Debord


































