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segunda-feira, janeiro 27, 2014

Paulo Kellerman com a Deriva em 2014

Paulo Kellerman no Bar Abrelatas. Leiria. Janeiro de 2014

segunda-feira, setembro 23, 2013

Ana Teresa Pereira e o elogio de José Tolentino Mendonça

Foto de José Miguel Rodrigues

Há algo de muito justo e nobre no último artigo de José Tolentino Mendonça na Revista do Expresso desta semana, quando se refere a Ana Teresa Pereira como «uma das mais extraordinárias escritoras (que) continua a ser uma perfeita desconhecida». Assim é. Pessoalmente, nunca compreendi este silêncio à volta da autora, mesmo depois de ter ganho o Grande Prémio de Romance e Novela da APE de 2012. Mas deparo-me, mesmo assim, com outro mistério: é que já não é o primeiro prémio, nem o segundo, nem sequer o terceiro que ganha. Tem perto de trinta livros publicados e conheço-a desde os anos 80 fidelizando um público entre o qual me incluo, desde a célebre colecção da Caminho policial. Avanço outras hipóteses: Ana Teresa Pereira tem uma escrita gótica, nada fácil, rebuscada e muito centrada nas teias do corpo e do invisível, das emoções. Mas não me fio que seja isso, porque há quem escreva mal e tenha a distinta lata de pensar que o faz e ainda por cima seja reconhecido. Avento mais uma: viver na Madeira, com as tais insularidades que se pagam caro, no afastamento dos círculos literários do continente. Mas não, não pode ser isso, porque há vários exemplos que o negam. E, paulatinamente, vejo-me na contingência de dar razão a Paulo Kellerman, outro escritor premiado com um APE e a Henrique Manuel Bento Fialho que já escreveu sobre isso. É possível que este «esquecimento» tenha a ver com a escolha pelo conto que Ana Teresa Pereira realizou e, ainda por cima, com uma grande qualidade literária. E tenho receio que tenha razão o Paulo quando diz que, neste país, o conto é um estilo maldito. Talvez seja, mas existir José Tolentino Mendonça que a fez lembrar dá-me outro alento e pensar que ainda há justiça por cá.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Edição espanhola de Os Mundos Separados que Partilhamos, de Paulo Kellerman

Só soubemos hoje. A editora espanhola é a Baile del Sol  (grande nome para uma editora, diga-se), a capa é interessante e Paulo Kellerman está de parabéns. Vamos dando notícias.

domingo, dezembro 02, 2012

Chega de Fado, de Paulo Kellerman

O último livro de Paulo Kellerman editado pela Deriva. Uma entrevista a Novos Livros:

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Chega de Fado»?

R- É a quarta colectânea de contos que publico na Deriva. Tecnicamente, continuo a tentar diversificar e explorar as potencialidades das formas mais breves de narrativa, seja o conto, a micro-narrativa, o diálogo dramático. Tematicamente, perpassa por todo o livro – o que acontece pela primeira vez, de modo consistente – um certo desejo de indignação e insurreição, que caracteriza as personagens (normalmente apáticas e conformadas, quase desistentes) mas que também pode ter uma leitura mais abrangente e ser lido no contexto do nosso actual momento social. Daí o título do livro, no sentido em que o termo “fado” pode designar, de forma abrangente, um certo estado de espírito melancólico e dramático, resignado, uma persistente lamúria e passividade, uma desistência sofrida, uma saudade passiva do que foi.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?

R- O livro é constituída por dezenas de estórias que foram escritas ao longo dos últimos dois anos e, na sua maioria, divulgadas no blogue. Parti do conceito do título e seleccionei, sequenciei e, por vezes, reescrevi todas essas estórias de forma a formar os dez “capítulos” que constituem o livro; cada um destes “capítulos” é composto por um número variável de contos que retratam diversos momentos do relacionamento entre as personagens que integram esse “capítulo” e tendem a derivar para uma intenção de resolução, de superação, de confrontação. O livro nunca deixa de ser uma colectânea de contos, onde cada estória é autónoma e vale por si, mas encerra igualmente uma leitura mais subliminar, já que cada um dos “capítulos” pode ser visto como um esquiço de uma novela em potência.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?

R- Estórias que vou colocando no blogue, uma peça de teatro e os primeiros alinhavos de um romance que não sei se virá a ser efectivamente escrito.

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Paulo Kellerman
Chega de Fado
Deriva Editores, 13€ 

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Chega de Fado, de Paulo Kellerman

"Chega de Fado", o quarto livro de contos de Paulo Kellerman editado pela Deriva, representa a consolidação do percurso discreto mas sólido, e em diversos aspectos ímpar, que este escritor tem vindo a desenvolver. Explorando ao máximo as potencialidade na narrativa breve e marcado por uma construção original. Chega de Fado é um livro habitado por vinte personagens que, unidas em duplas, compõem dez “capítulos” que o formam; em cada um destes “capítulos” (verdadeiros esquissos de potenciais romances), as estórias vão-se sucedendo sob diversas formas narrativas (contos, micro-narrativas, diálogos dramáticos) e evoluindo ou desenvoluindo até à inevitável, e por vezes inconsequente, confrontação total.

Desta multiplicidade de estórias, formatos e vozes nasce uma radiografia desapaixonada e incisiva do quotidiano, um retrato cru dos gestos e dos silêncios, das banalidades e das frustrações, das esperanças e dos secretismos que atravessam as relações e caracterizam a precariedade e imprevisibilidade dos comportamentos e sentimentos de todos nós. Numa escrita elegante e sensível, Paulo Kellerman compõe ambientes urbanos e impessoais perpassados pela omnipresença da incomunicação e da melancolia, ambientes sombrios povoados por seres ávidos de intimidade e compreensão mas incapazes de alcançar uma qualquer forma de felicidade, mesmo que transitória. Ambientes saturados de pessimismo e desânimo, de apatia e solidão, de impotência, de desconforto existencial; até que alguém se insurge e grita chega de repetição e passividade monotonia, chega de lamúria; chega de fado.

sábado, junho 12, 2010

Fernando Pinto Amaral, Paulo Kellerman [Chega de Fado], domingo, 13 de Junho, 17h30 | LEITURAS CRUZADAS (auditório)



Em dia de Santo António, pelas 17.30, Paulo Kellerman e  Fernando Pinto Amaral estarão no Auditório da feira do Livro para  algumas Leituras Cruzadas.

Chega de Fado, o quarto volume de contos de Paulo Kellerman editado pela Deriva, representa a consolidação do percurso discreto mas sólido, e em diversos aspectos ímpar, que este escritor tem vindo a desenvolver. Explorando ao máximo as potencialidades da narrativa breve e marcado por uma construção original, Chega de Fado é um livro habitado por vinte personagens que, unidas em duplas, compõem os dez capítulos que o formam; em cada um destes capítulos (verdadeiros esquissos de potenciais romances), as estórias vão-se sucedendo sob diversas formas narrativas (contos, micro-narrativas, diálogos dramáticos) e evoluindo ou desevoluindo até à inevitável, e por vezes inconsequente, confrontação final.