Deriva das Palavras
terça-feira, dezembro 30, 2025
"O Ofício", Serguei Dovlatov
quinta-feira, dezembro 25, 2025
"Ódio à Civilização Moderna", William Morris
segunda-feira, dezembro 22, 2025
2026
sábado, dezembro 20, 2025
"L' Adversaire", Emmanuel Carrère
domingo, dezembro 14, 2025
"O Náufrago", Thomas Bernhard
«Um Sonho», de August Strindberg
terça-feira, dezembro 09, 2025
"La Fôret de Flammes et d'Ombres", Akira Mizubayashi
segunda-feira, dezembro 08, 2025
"Um Saco de Ossos", Maria Lis
Maria Lis não deixa de nos surpreender com este seu terceiro livro de poesia. Revisitando Georgia O'Keeffe, leva-nos por extensas caminhadas em espaços improváveis no Novo México, no Texas ou ainda em Nova Iorque, deixando-nos uma quadrícula onde pontificam cores, pedras, águas, plantas. A cor está sempre presente dum modo quase obsessivo «...perguntas-me pela música vou respondendo por cores / as palavras não levam a melhor...» e a matéria e a forma de tudo o que nos rodeia, inertes ou vivas, atravessam os poemas «...por ora pinto flores / já que a realidade não precisa de ajuda / posso dedicar-me por inteiro à forma / é que a cor, o âmago, o cheiro / vêm com cada coisa de jeitos torcidos e grotescos...», deixando-nos embrenhados numa mundividência singular protagonizada por O'Keeffe e assenhoreada poeticamente por Maria Lis. Essa osmose, essa junção, é realizada por uma comunicação epistolar baseada provavelmente (soubemo-lo, mais tarde, pelo posfácio) pela correspondência com uma amiga e que a poeta adquiriu num alfarrabista de Santa Fé.
É um livro de poesia que não nos deixa indiferentes, tal como o seu posfácio: violentamente, Maria Lis atropela-nos com a nossa derrota muitas vezes não assumida, na impossibilidade de questionamento político, na eterna fénix capitalista que se ergue sempre vitorioso, retirando-nos a possibilidade de uma vida própria. Resta-nos a fuga ou a poesia dos sentidos. Como este livro.
alc.
sábado, dezembro 06, 2025
"Oráculo Portátil e Arte da Prudência", Baltazar Gracián
sábado, novembro 29, 2025
sexta-feira, novembro 28, 2025
«A Morte é um Acto Solitário», Ray Bradbury
«Umbria: por fim, o Sul.», António Alves Martins
segunda-feira, novembro 24, 2025
25
"Spartakus, Simbologia da Revolta", Furio Jesi
"Jacob's Room", Virginia Woolf
domingo, novembro 16, 2025
«In girum imus nocte et consumimur igni», Guy Debord
sábado, novembro 15, 2025
«Peregrinação em Tinker Creek», Annie Dillard
segunda-feira, novembro 03, 2025
«A Vegetariana», Han Kang
quarta-feira, outubro 29, 2025
«Idade da Perda», Daniel Jonas
«O PREC e o Relógio das Revoluções», Aldo Casas e António Louçã
segunda-feira, outubro 20, 2025
«A Consciência de Zeno», Italo Svevo
























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