quarta-feira, março 13, 2013

Medeia Porto. Retrospectiva Homenagem a PAULO ROCHA. No Teatro do Campo Alegre.



Medeia Porto. Retrospectiva Homenagem a PAULO ROCHA. No Teatro do Campo Alegre.

“ A cultura portuguesa é muito afortunada, foi uma grande sorte para nós que pessoas como o Paulo Rocha tenham descoberto o cinema – e através dele conhecemos melhor quem somos”, disse o realizador, professor e ensaísta, João Mário Grilo, num depoimento prestado na altura da morte de Paulo Rocha (1935 – 2012) no final do mês de Dezembro passado. Como escrevia no seu obituário Mário Jorge Torres (Público, 30 Dez., 2012), o cineasta nascido no Porto, que estudou no Institut des Hautes Études Cinématographiques em Paris e foi assistente de Jean Renoir e Manoel de Oliveira, “ ‘viveu’ cinema” e realizou algumas das obras mais intensas da nossa cinematografia. Começou há cinquenta anos com um filme que veio “abalar” o cinema português (o francês Jean-Michel Frodon escreveu que é “o grande filme iniciador da modernidade”), e que será ainda o seu filme mais conhecido e aquele que mais influenciou as novas gerações de cineastas, “Os Verdes Anos”, e prosseguiu, num diálogo com presente e passado da nossa e da sua história, com filmes tão emblemáticos como “Mudar de Vida”, “A Ilha dos Amores” (esse “verdadeiro filme sobre a criação literária, soberbo monumento dedicado à Ásia”, escreveu Serge Daney), “O Rio do Ouro”, até “Vanitas” (está ainda por estrear a sua derradeira obra, “Se eu Fosse Ladrão Roubava”).
Em sua homenagem, a Medeia Filmes organiza, com a colaboração da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, uma retrospectiva da obra do realizador, cujo cinema “é a obra artística de um grande paisagista (barroco?; pós-impressionista?; japonês?), a pintura de uma natureza permanentemente mutável e vibrante, retrato da metamorfose contínua de personagens e das aparências fugazes do mundo; mas é também sobressalto da memória, percepção de indícios, encontro com as ruínas deixadas pelo tempo, pelo diálogo e pela dança com os mortos.” (Roberto Turigliatto, Il Manifesto).
No Teatro do Campo Alegre, de 14 a 20 de Março.
A SESSÃO DAS 22H DO DIA 14 SERÁ SEGUIDA DE UM DEBATE SOBRE PAULO ROCHA E A SUA OBRA, COM A PARTICIPAÇÃO DOS REALIZADORES E ESCRITORES REGINA GUIMARÃES E SAGUENAIL, COLABORADORES PRÓXIMOS DE PAULO ROCHA NA ÚLTIMA DÉCADA E MEIA, E O CRÍTICO DE CINEMA ANTÓNIO ROMA TORRES (este último ainda a confirmar).

HOMENAGEM A PAULO ROCHA: RETROSPECTIVA

quinta, 14 Março
18h30 e 22h OS VERDES ANOS (1963)

sexta, 15 Março
18h30 OLIVEIRA, O ARQUITECTO (1993)
22h MUDAR DE VIDA (1966)

sábado, 16 Março
18h30 A ILHA DE MORAES (1984)
22h  A ILHA DOS AMORES (1978-1982)

domingo, 17 Março
18h30 O RIO DO OURO (1998)
22h O DESEJADO OU AS MONTANHAS DA LUA (1987)

segunda, 18 Março
18h30 AS SEREIAS (2001) + A RAIZ DO CORAÇÃO (2000)
22h POUSADA DAS CHAGAS (1971) + MÁSCARA DE AÇO CONTRA ABISMO AZUL (1988)

quarta, 20 Março
22h, VANITAS (2004)