9 de dezembro, na Póvoa. Preparando Domingo no Corpo, de Aurelino Costa, que irá ser apresentado nas Correntes de Escritas em fevereiro de 2013. O poeta e pintor Anxo Pastor e a Otília são igualmente responsáveis pelo grafismo e pelas belíssimas ilustrações que irão ser incluídas no livro. Ondjaki apresenta e prefacia-o.
domingo, dezembro 16, 2012
Preparando Domingo no Corpo, de Aurelino Costa
quarta-feira, dezembro 12, 2012
'Quem Me Procurará Entre os Homens?', 15 de dezembro, 17:00, na Universidade Popular do Porto. Uma conversa sobre Manuel António Pina
Mais um Bairro dos Livros entre 14 e 16 de dezembro. Nos Aliados
O Bando dos Gambozinos musicou poetas em Com Quatro Pedras na Mão. A Deriva editou
José Gomes Ferreira contado por João Pedro Mésseder em Conto da Travessa das Musas
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| Um belo conto de João Pedro Mésseder sobre o Porto e a Travessa das Musas rua emblemática desta cidade onde nasceu o poeta José Gomes Ferreira. As ilustrações são de Manuela São Simão. |
terça-feira, dezembro 11, 2012
Os Oquepena dançaram em Oslo!
Se algum facto político me conseguiu ainda chocar foi a
«cerimónia» de entrega do Nobel da Paz à coisa chamada UE. Não que a Europa não
seja um projeto interessante e socialmente útil se não tivesse sido assaltado
por esta gente neoliberal que o transformou num grupo político cujo único
sentido é a sua própria sobrevivência à custa dos povos e dando as mãos às mãos
dos banqueiros.
Avivemos pois a memória. Os povos europeus foram dos mais
massacrados a nível mundial levando o seu sofrimento à demência de duas guerras
arrasadoras só num único século. Para trás desse século, o que restou, o que
resta da História, não é coisa fácil de analisar. São tempos de razias mundiais
de monarquias dissolutas que, muitas vezes por birras pessoais, outras por
cobiça, outras ainda por ódios nacionalistas sem sentido, levaram à morte, à
fome, à humilhação de centenas de milhar de europeus, para não dizer de
milhões. As ditaduras, os absolutismos vários, os totalitarismos deixaram o seu
rasto de prisões, de massacres, de genocídio de povos, muitos deles indefesos.
Portanto, se alguém conhece a matriz genética dos governos europeus são os seus
povos. Infelizmente conhecemo-los bem e à sua pequena história e, mesmo que a
queiram apagar de supetão, teimaremos em mostrá-la tal como ela é: um desfilar
de incompetências e de vaidades que, num dia qualquer, havemos de recusar em
bloco.
Os discursos de ontem foram terríveis na sua vacuidade. Foram
vazios e quase criminosos porque lhe faltou a centelha de esperança que se deve
dar a quem passa mal, como hoje a Europa passa. O prémio de Oslo, a toque dos
Oquestrada (Oquepena!), foi aproveitado por aquela gente ridiculamente
perfilada que está nos governos europeus. O prémio dos povos esses recebê-lo-ão
pelas suas mãos quando os pusermos dali para fora e criarmos uma Constituição Europeia digna desse nome e de quem cria riqueza e trabalho, motor de todas as sociedades.
quinta-feira, dezembro 06, 2012
Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil e Hortas Verticais
Hoje, nos 18.os Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil, foram apresentados O Futuro Roubado e Ameaça na Antártida, de Rámon Caride, duas narrativas que continuam a saga dos irmãos Sheila e Said de Perigo Vegetal. Falou-se sobre as possibilidades de exploração pedagógica em sala de aula e fora dela - http://aventurasdesheilaesaid.blogspot.pt/ - e houve ainda tempo para um concorrido workshop sobre hortas verticais, dinamizado por João Alves e Ana Sofia, da Land Scapes.
terça-feira, dezembro 04, 2012
Edição espanhola de Os Mundos Separados que Partilhamos, de Paulo Kellerman
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| Só soubemos hoje. A editora espanhola é a Baile del Sol (grande nome para uma editora, diga-se), a capa é interessante e Paulo Kellerman está de parabéns. Vamos dando notícias. |
segunda-feira, dezembro 03, 2012
As aventuras Sheila e Said
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| As aventuras de Sheila e Said |
domingo, dezembro 02, 2012
Workshop sobre a exploração pedagógica dos livros da Aventuras de Said e Sheila, nos 18º encontros luso-galaico-franceses do livro infantil e juvenil
No dia 6 de dezembro, realizar-se-á uma Workshop sobre a exploração pedagógica, às várias disciplinas do currículo escolar, das Aventuras de Said e Sheila, de Ramón Caride. Estas aventuras compreendem Perigo Vegetal, Ameaça na Antártida e Futuro Roubado e são recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura. Nessa sessão, onde estará presente o autor, apresentar-se-ão atividades de Língua Portuguesa, História, Geografia, Ciências Naturais, Ciências Físico-Químicas, para além de um debate que queremos participado com professores de várias escolas e alunos da ESE do Porto. Os animadores do debate serão Paula Cruz, João Sousa (Landscape) e António Luís Catarino.
Guias Sonoras, de João Pedro Mésseder. Por Ana Margarida Ramos
"Em termos poéticos, os textos aqui reunidos, até pelo seu carácter lapidar, actuam também como roteiro de uma certa visão do mundo,assumidamente contra-corrente, no sentido em que contrariam o pensamento mais comum e apelam a uma reflexão sobre a realidade e a contemporaneidade. Pequenas farpas afiadas, algumas profundamente perturbadoras, os pequenos textos impõem-se também do ponto de vista ideológico, submetendo conceitos, ideologias e, sobretudo, as palavras a um crivo crítico, às vezes desconcertante, capaz de as desconstruir e obrigar à reflexão.Mais insistentemente revisitados, conceitos como a «Democracia», noções como o Tempo, a Noite (muitas vezes associada ao sono e à insónia, mas também à escuridão e, por oposição, à Luz), o Silêncio, a Amizade e uma determinada imagem de Portugal e dos portugueses e da própria contemporaneidade são recriados com uma certa acidez e um desencanto que só, mais esporadicamente, ecoava em Abrasivas. Assim, a dimensão profundamente lírica daquele volume, visível no canto poético de algumas experiências sensoriais ou no culto da palavra enquanto conjugação de significado e significante, perseguida nas suas múltiplas acepções, reveladora do extraordinário fascínio pela linguagem, é atenuada por um relevo crescente da dimensão interventiva dos textos, sobretudo dos introdutórios, a tal capaz de agredir, por atrito, a superfície das consciências. A metáfora da lixa, presente como elemento paratextual na primeira edição, é agora substituída pela das guias sonoras, objectos destinados a evitar o adormecimento. Por outro lado, lidas enquanto balizas físicas, as guias sonoras obrigam a seguir uma rota pré-estabelecida, condicionando a liberdade. Esta sugestão aparentemente contraditória também ecoa em alguns textos, reveladores da fragilidade da humanidade." do posfácio de Ana Margarida Ramos
Chega de Fado, de Paulo Kellerman
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| O último livro de Paulo Kellerman editado pela Deriva. Uma entrevista a Novos Livros: |
1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Chega de Fado»?
R- É a quarta colectânea de contos que publico na Deriva. Tecnicamente, continuo a tentar diversificar e explorar as potencialidades das formas mais breves de narrativa, seja o conto, a micro-narrativa, o diálogo dramático. Tematicamente, perpassa por todo o livro – o que acontece pela primeira vez, de modo consistente – um certo desejo de indignação e insurreição, que caracteriza as personagens (normalmente apáticas e conformadas, quase desistentes) mas que também pode ter uma leitura mais abrangente e ser lido no contexto do nosso actual momento social. Daí o título do livro, no sentido em que o termo “fado” pode designar, de forma abrangente, um certo estado de espírito melancólico e dramático, resignado, uma persistente lamúria e passividade, uma desistência sofrida, uma saudade passiva do que foi.
2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- O livro é constituída por dezenas de estórias que foram escritas ao longo dos últimos dois anos e, na sua maioria, divulgadas no blogue. Parti do conceito do título e seleccionei, sequenciei e, por vezes, reescrevi todas essas estórias de forma a formar os dez “capítulos” que constituem o livro; cada um destes “capítulos” é composto por um número variável de contos que retratam diversos momentos do relacionamento entre as personagens que integram esse “capítulo” e tendem a derivar para uma intenção de resolução, de superação, de confrontação. O livro nunca deixa de ser uma colectânea de contos, onde cada estória é autónoma e vale por si, mas encerra igualmente uma leitura mais subliminar, já que cada um dos “capítulos” pode ser visto como um esquiço de uma novela em potência.
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Estórias que vou colocando no blogue, uma peça de teatro e os primeiros alinhavos de um romance que não sei se virá a ser efectivamente escrito.
__________
Paulo Kellerman
Chega de Fado
Deriva Editores, 13€
A crítica ao crítico, ou a continuação da história de uma recensão
Eu, ontem, fui ver um filme fascistóide, disfarçado de épico. Está lá tudo o que enforma a ideologia: desde o culto da força à incomodidade espacial da imigração, desde a necessidade premente da disciplina à conquista da felicidade terrena, desde a construção de uma nova ordem à conquista territorial, agora transposta para o espaço. Como nova afirmação da humanidade, transformada numa «Una
nimidade», que tudo justifica. Nem lhe falta um filósofo de serviço. Quem? O grande Soljenitsyn, esse mesmo, o adorador de Pinochet. O filme em si é uma tanga, mas é perigoso, devido à sua crítica ao capitalismo e ao dinheiro «que tudo corrompe» (outro valor fascista) que pode confundir os mais incautos ou os distraídos. Hollywood adapta-se aos tempos. O nome do filme? Cloud Atlas.
Mas não vos contei tudo. Há uma cena inicial do filme que vale a pena contar-vos: passa-se no terraço de um prédio, para onde se organizou a apresentação de um livro de um escritor mais ou menos falhado, isto é, que não vendia nada, isto é outra vez, regulado pelo gosto do mercado, que assim é que deve ser. O escritor arfava de raiva contra um crítico que, rodeado de gajas boas, bebia uma coisa entre o gin tonic e um martini branco. O editor acalmava-o. O escritor lembrava-lhe uma antiga recensão destruidora da sua carreira e vai daí atira o crítico pela janela fora. As pessoas no cinema riram-se. O escritor vai para a prisão. O editor ganha balúrdios com o best seller em que se torna o novo livro. A vingança só é completamente terminada com a reclusão forçada do editor num lar para velhos que tenta recriar o célebre Voando Sobre Um Ninho de Cucos, de Kubrik.
Não gosto da ideia de criticar um crítico e fazer alarde avacalhado disso mesmo aqui nas redes sociais ou no cinema. Revela aquilo a que chamamos de anti-intectualismo básico, para além de falta de bons fígados a que um punhado de jovens escritores deviam tomar atenção. Principalmente, quando esse crítico tem razão. Mas aí também se encontra o gérmen desse fascismo atual e da indigência de quem julga muito bom o que escreve e o que vende. Infelizmente, não é assim e o mercado (essa coisa que se diz reguladora) também faz comprar o que lhe convém. O nothing box dos tempos que correm.
nimidade», que tudo justifica. Nem lhe falta um filósofo de serviço. Quem? O grande Soljenitsyn, esse mesmo, o adorador de Pinochet. O filme em si é uma tanga, mas é perigoso, devido à sua crítica ao capitalismo e ao dinheiro «que tudo corrompe» (outro valor fascista) que pode confundir os mais incautos ou os distraídos. Hollywood adapta-se aos tempos. O nome do filme? Cloud Atlas.
Mas não vos contei tudo. Há uma cena inicial do filme que vale a pena contar-vos: passa-se no terraço de um prédio, para onde se organizou a apresentação de um livro de um escritor mais ou menos falhado, isto é, que não vendia nada, isto é outra vez, regulado pelo gosto do mercado, que assim é que deve ser. O escritor arfava de raiva contra um crítico que, rodeado de gajas boas, bebia uma coisa entre o gin tonic e um martini branco. O editor acalmava-o. O escritor lembrava-lhe uma antiga recensão destruidora da sua carreira e vai daí atira o crítico pela janela fora. As pessoas no cinema riram-se. O escritor vai para a prisão. O editor ganha balúrdios com o best seller em que se torna o novo livro. A vingança só é completamente terminada com a reclusão forçada do editor num lar para velhos que tenta recriar o célebre Voando Sobre Um Ninho de Cucos, de Kubrik.
Não gosto da ideia de criticar um crítico e fazer alarde avacalhado disso mesmo aqui nas redes sociais ou no cinema. Revela aquilo a que chamamos de anti-intectualismo básico, para além de falta de bons fígados a que um punhado de jovens escritores deviam tomar atenção. Principalmente, quando esse crítico tem razão. Mas aí também se encontra o gérmen desse fascismo atual e da indigência de quem julga muito bom o que escreve e o que vende. Infelizmente, não é assim e o mercado (essa coisa que se diz reguladora) também faz comprar o que lhe convém. O nothing box dos tempos que correm.
quarta-feira, novembro 28, 2012
Utopias Piratas, de Peter Lamborn Wilson
segunda-feira, novembro 26, 2012
O Futuro Roubado, de Ramón Caride e Miguelanxo Prado. Já nas livrarias.
Continuação de Ameaça na Antártida, os nossos amigos lutam agora contra quem quer fazer mal à Amazónia. Irão ganhar no que já é uma luta sem tréguas contra as grandes companhias madeireiras do planeta.
Recomendado pelo PNL.
Recomendado pelo PNL.
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Ameaça na Antártida, de Ramón Caride e Miguelanxo Prado. Já nas livrarias
Mais um livro de Said e Sheila, os irmãos que, no futuro, lutam sem tréguas contra as grandes multinacionais e companhias sem escrúpulos que querem prejudicar o ambiente em busca de lucro. Agora, contra um plano criminoso que pretende a aceleração do degelo na Antártida.
Recomendado pelo PNL.
Recomendado pelo PNL.
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2ª edição de Perigo Vegetal, de Ramón Caride e Miguelanxo Prado. Já nas livrarias
Já nas livrarias a 2ª edição de Perigo Vegetal, de Ramón Caride. Uma aventura dos irmãos Sheila e Said que vivem no futuro e que travam uma luta sem tréguas contras a companhias multinacionais sem escrúpulos que tentam assenhorear-se das sementes do planeta. Com belíssimas ilustrações de Miguelanxo Prado.
Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.
Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.
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domingo, novembro 25, 2012
O Substituto
Quem for ver O Substituto com os padrões a que geralmente se está habituado no mundo fácil de Hollywood, ou mesmo do agora chamado de cinema «independente», não perceberá absolutamente nada do filme. Tal como os que irão vê-lo no mundo menos fácil, mas mais dicotómico, da Fenprof. Se forem lá para a catarse coletiva do «professor desgraçadinho» que trabalha e ninguém lhe liga, da «profissão desconsiderada», tirem o cavalinho da chuva. Esse discurso também lá aparece, mas dito por quem menos se espera: de um representante político que, em nome dos proprietários, exige melhores resultados na escola secundária, como modo de valorizar o bairro contíguo e assim aumentar as rendas.
Mas vamos ao que interessa. O filme nada tem a ver com a Escola. Ou melhor, também tem a ver com ela. Já que fomos vê-lo, saímos de lá com a sensação mais do que esquisita que nem um murro no estômago. Levámos foi um verdadeiro enxerto de porrada e ainda por cima quando estávamos já no chão, prostrados, sem defesa alguma. Somos todos não-pessoas. Passamos a vida a agredir-nos com 20 ou 30 vocábulos já estafados, mas sem que nos magoemos a sério, visto que não nos expressamos melhor para sermos, de facto, maus. Mas somos. Conseguimos ser perfeitamente maus ao ponto de sermos cínicos. Hitler ganhou e o realizador lembra-nos isso com imagens e vozes sobrepostas por cima de uma aula num universo concentracionário em que se tornou tudo o que nos rodeia. Não há conteúdos para ensinar. Não há leis, ou, as que existem, são para lembrar e reprimir-nos sem remédio ou piedade. Não há casas. Há celas onde nos movemos e tememos as supostas infrações individuais. Tudo é pago, tudo é privado. Tudo é mercado.
Assim, o substituto é-o, mas sem ter ninguém para substituir porque todos já ensandeceram. Consegue sobreviver pela escolha do limbo onde vive, porque é quase invisível. Resiste ao suicídio, mesmo que a sua mãe o tenha praticado e uma sua aluna o tenha avisado dessa possibilidade que concretiza. Os velhos e os jovens, os demasiado jovens, já não interessam à sociedade, ao mercado. Portanto soçobram pela doença mental.
Na Escola não há conteúdos para ensinar. Aliás, a única atividade proposta a alunos ausentes por este substituto de professores continuamente doentes é só uma: imaginem-se no vosso próprio funeral e escrevam o vosso discurso pos-mortem.
quinta-feira, novembro 22, 2012
Programa/Cartaz dos 18º Encontros Luso Galaico Franceses do Livro Infantil e Juvenil. A Deriva apoia
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segunda-feira, novembro 19, 2012
18º Encontros Luso Galaico Franceses do Livro Infantil e Juvenil
Estão confirmadas, nos 18º Encontros Luso Galaico Franceses do Livro Infantil e Juvenil, as presenças de Ramón Caride (Perigo Vegetal, Ameaça na Antártida e Futuro Roubado), Álvaro Magalhães e Vergílio Alberto Vieira. Vão realizar-se nos dias 6 e 7 de dezembro na ESE do Porto. Vamos continuar a dar-vos notícias.
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Ramón Caride
sexta-feira, novembro 16, 2012
Hobbby e Dandy, da arte na sua relação com a sociedade, de Jean Claude-Pinson
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| Allan Kaprow | How To Make A Happening | 1966 |
in Hobbby e Dandy, da arte na sua relação com a sociedade, de Jean Claude-Pinson (trad. e nota de leitura de Ana Paula Coutinho), col. Pulsar, Deriva.Apelar a essa terceira lógica é também, e ao mesmo tempo, abandonar a conceção «aristocrática» (tradicional) da arte para dar direito a uma outra abordagem, a um outro modelo, o modelo «democrático», de que Tocqueville traça os contornos no seu famoso De la démocratie en Amérique. Nos «séculos democráticos», isto é, nas sociedades modernas em que as condições e os hábitos tendem a igualizar-se e em que a paixão da igualdade se torna a paixão dominante (e com ela o individualismo), a arte conhece uma mudança quantitativa notória. «o número daqueles que cultivam as ciências, as letras e as artes, escreve Tocqueville, torna-se enorme» e as «obras tornam-se inumeráveis», mesmo se são «muitas vezes imperfeitas». Em última análise, cada um aspira ao estatuto invejável de artista (e procura a obtenção do «quarto de hora de fama» a que julga ter direito como qualquer outro). Mas esta mudança quantitativa faz-se acompanhar, no século XX, de uma mudança qualitativa e mesmo de uma redefinição radical da arte. Trata-se de uma mudança que atinge as condições tanto da produção da obra como da sua receção, e que vem alterar as definições de artista e de obra até então aceites. De um modo mais geral, tende a diluir se não mesmo a apagar as fronteiras entre a arte e a não-arte, fronteiras essas que se tornaram cada vez mais incertas. Mais ainda: existe toda uma corrente na criação contemporânea que se dedica a desenvolver formas de arte diretamente ligadas à vida quotidiana. É o que faz, desde os anos 50, o artista americano Allan Kaprow: através da forma do happening, propõe uma experiência de arte que, antes de mais, consiste em inventar dispositivos e enquadramentos, onde o sentido de certas experiências da vida quotidiana é subitamente intensificado e questionado por via do happening (por exemplo, uma colisão entre dois veículos). Nesta ótica, a «obra» já não pode ser considerada como algo fechado sobre si mesmo, um mónada, um objeto acabado. Ela é indissociável do contexto e consiste na própria experiência; não é mais senão o processo em ato (apraxis), a «performance». Na arte de hoje, isso corresponde a diferentes corren¬tes, nomeadamente àquela, multiforme, da arte relacional ou contextual. Paul Ardenne define-a como uma arte «onde a obra significa inserção no tecido do mundo concreto» e onde o artista «escolhe investir a realidade de uma forma de evento». Assim, longe de voltar as costas à sociedade, o artista imerge nela, ainda que essa intervenção esteja marcada por uma ambivalência intrínseca. Com efeito, graças a essa implicação, o artista aceita entrar no jogo da sociedade, o jogo da associação. Mas, por outro lado, ele também está a apelar à dissociação, na medida em que a sua intervenção se reveste muitas vezes de um sentido crítico.
quarta-feira, novembro 14, 2012
Apresentação de A Vida depois do Capitalismo de Michael Albert. 16/nov. na BOESG, Lisboa
Espaço Musas promove 1º Encontro Manuel António Pina
domingo, novembro 11, 2012
Este mês: pode encontrar nas livrarias O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão
Com prefácio muito a propósito do astrónomo Máximo Ferreira e um guia de atividades de Astronomia na escola, Luís Mourão apresenta-nos um teatro hilariante e pedagógico facilmente montável nas turmas do Básico e Secundário. Proposto pelo PNL ainda o pode encontrar nas principais livrarias.
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O Homem que Via Passar as Estrelas
Este mês pode encontrar nas livrarias mais dois livros do ILC/Deriva Editores sobre Coleridge e Pinson
Mais dois livros da parceria Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da FLUP e da Deriva Editores: na coleção Cassiopeia temos a Biographia Literaria de Samuel Taylor Coleridge com seleção, introdução, tradução e notas de Jorge Bastos da Silva e, na coleção Pulsar, um novo livro de Jean-Claude Pinson, Hobby e Dandy, Da Arte na sua Relação com a Sociedade. Procure-os nas livrarias.
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Jorge Bastos da Silva
Este mês pode encontrar Observações Sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Wittgenstein
Da coleção de Sociologia da Deriva saiu Observações sobre 'O Ramo Dourado' de Frazer, de Ludwig Wittgenstein, uma obra incontornável sobre a visão científica da moderna antropologia. Ainda pode encontrá-lo em algumas livrarias de referência. Sobre a apresentação de novos livros desta coleção iremos informar-vos em breve.
Este mês ainda pode encontrar Vale Formoso de Filipa Leal
Ramón Caride Ogando nos 18º Encontros Luso Galaico Franceses de Literatura Infanto Juvenil. A 6 e 7 de dezembro
Ramón Caride Ogando vai estar presente nos próximos Encontros Luso Galaico Franceses de Literatura Infanto Juvenil, a sua 18ª edição a 6 e 7 de dezembro de 2012, com a apresentação de Ameaça na Antártida e Futuro Roubado que continuam as aventuras dos irmãos Said e Sheila que acompanhámos em Perigo Vegetal.
Ramón Caride vai ser acompanhado, em workshop ou em sessão aberta, por Paula Cruz que traduziu as duas últimas obras e que irá apresentar as possibilidades de exploração pedagógica à disciplina de Português. Outros professores convidados participarão nesta sessão.
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