com a presença de:Manuel António Pina
Rui Amaral
Manuel Jorge Marmelo
João Paulo Sousa
Miguel Miranda
moderação:António Costa
dia 5 de Março | 21.30 | Livraria Leitura, Rua de Ceuta
[...] Da janela, observava aquela travessa de pessoas humildes, onde a sua família era a única de «gente remediada» - assim dizia a mãe - e por onde, ao fim da tarde, circulava um polícia gordo e pachorrento, com cara de tractor amolgado, a quem a garotada chamava «o Bigodes». Era também na rua, quase sem trânsito, que brincava e jogava à bola, com grande alarido, a miudagem das casas pobres. [...] in O conto da Travessa das Musas, João Pedro Mésseder (texto) e Manuela São Simão (ilustração)
Pedro e Inês – 11 emendas e 1 estória. Emendas para salvar Inês – Inès, Agnes, Inese, Ineschka? Mas em boa verdade: acaso se pode emendar seja o que for? Ou apenas ler um anúncio de jornal, ouvir uma mensagem de despedida, desconfiar da estabilidade das cadeiras? O problema é o D. Afonso IV que está dentro de nós.Pedro Eiras, que na Deriva publicou Arrastar Tinta e Um Punhado de Terra, bem como organizou o livro de ensaio Jovens Ensaítas lêem Jovens Poetas, abriu Correntes d’Escritas, no dia 19 de Fevereiro, com a peça Apalavrado, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim.O texto Pedro e Inês, uma comédia sobre a morte, da autoria de Pedro Eiras será, este ano, editado pela Deriva.
"Querido poeta que te queixas das contas por pagar: rescinde os contratos. Nas aldeias abandonadas do interior há casas com poços e terrenos por cultivar. Cria galinhas, poemas que ponham ovos, um ou dois porcos, uma pocilga de poemas. Ainda há peixe para pescar, passarinhos por carpir. Levaram-te as asas? Borda asas de ferro nos ossos, deixa que lhes chova para cima até ficarem ferrugem, ri da pobreza. Não esperes pelos cossacos. Mete um STOP no queixume enquanto aqueces a sopinha instantânea ao microondas. Afinal, para que queres um telefone se a solidão não te lamenta? Queres telefonar à solidão ou esperas que ela te ligue?
Querido poeta, não vês que para escutares o teu Bach no iPod é fundamental haver quem invente o iPod, é preciso Bach e quem o distribua pelos ouvidos dos surdos, são precisos balcões abertos e caixas registadoras. Afinal de que te queixas? Segue o exemplo de tantos dos teus pares e mata-te, abdica, dedica-te à mendicidade. Ou será que tens medo dos becos escuros da cidade? Afinal o que resta em ti de poeta?
És já só a vergonha de um sonho por cumprir, um sonho de vida literária, um amigo das cavernas discursivas, tens a lábia de quem mete conversa e atira contra o espelho o cuspo venenoso da vaidade, queres-te encapado, esterilizado na lombada, consolado no autógrafo, sonhas com mulheres lindas levantando-se a teus pés, és a contraprova da poesia, nada do que resta em ti é já poesia porque tudo o que em ti resta é, afinal, uma ausência confrangedora de coragem, as franjas duma dor sem nervo, o tremor da desconfiança, um palanque, recitais, um queixume do que afinal pretendias sem vontade para tanto.
Sai de casa, faz-te à estrada, segue o exemplo. Mata-te. Querido poeta que te queixas da sociedade, por que te ligas à sociedade através de uma rede sem fios? "
Ricardo Romero participa amanhã na 3.ª mesa de Correntes d'Escritas -“A minha arte é uma espécie de pacto”, moderada por Rui Zink. Depois, às 17:00, apresentação se Nenhum Lugar na Casa da Juventude.
Hoje em dia, a maior parte da comunicação é realizada através dos chamados meios de massas que, tal como o termo 'comunicação de massas', não deixa de ser um eufemismo. Como é sabido, nem as massas comunicam entre si através destes meios, nem eles são das massas, mas sim de uns poucos que produzem massivamente para as massas.Em suma, estes poucos detêm o poder de definir a realidade para os demais, de dizer-lhes o que se passa, o que é bom e o que é mau, o que há a fazer e a não fazer, como fazê-lo, etc. Este poder de fixar o programa social de qualquer comunidade é a chave de controlo social. Lorde Nordcliffe, dono de um dos maiores consórcios jornalísticos de princípios do século XX explicava-o assim, sem papas na língua: "Deus ensinou os homens a ler para que eu possa dizer-lhes quem devem amar, quem devem odiar e o que devem pensar".E o que nos contam é quase sempre a história dos outros, não a nossa. Ora, se estamos ocupados a viver a história dos outros, não temos tempo para nos preocuparmos com a nossa própria. Pois que se dela nos ocupássemos e descobríssemos como são outros que a determinam, não ficaríamos de braços cruzados, tentaríamos mudá-la para melhor.Produção massiva significa produção em série, indiferenciada, simplificação e estereotipada. Como na produção comunicativa o que está em causa são produtos do pensamento, conteúdos de consciência, essa serialização e indiferenciação têm necessariamente a ver com produção de pensamento indiferenciado, acrítico, mágico.Na comunicação, o engano não se dá apenas no quadro dos meios primários, senão que, pelo contrário, ele ocorre sobretudo no âmbito dos meios terciários, quando os participantes necessitam, tanto um quanto outro, de aparelhos para comunicar. A técnica da comunicação, acelerada através das grandes distâncias para grandes quantidades de receptores dispersos, conduz à simplificação dos signos em imagens e abreviaturas linguísticas. Deste modo, reduzem as possibilidades da sua própria decifração, ao mesmo tempo que sobrecarregam a percepção com novas abreviaturas e excedem a capacidade da memória.A maioria das pessoas adquire a sua consciência através do trabalho. Todo o socialismo se baseia na hipótese de que há que consciencializar os seres humanos. Após esta ilustração, serão eles a tomar o seu destino nas mãos, a emancipar-se do poder dominante da economia e dos proprietários dos meios de produção. Uma tal consciencialização não pode dar-se na Era da expansão global dos grandes meios técnicos de comunicação, uma vez que estes não fomentam o trabalho consciente mas, antes, o reduzem. Fazem-no de muitas maneiras. Primeiro, criando tensão. Trata-se de um processo de distracção. Segundo, simplificando a realidade através da oferta dos mesmos padrões de comportamento que são sempre binários: bom e mau, acima e abaixo, falso e verdadeiro, etc. Estas pautas de comportamento realizam-se na figura estética do televisor.Neste processo é também a imaginação que se simplifica. Às pessoas é servido sempre o mesmo, sob formas cada vez mais elementares, primitivas, uma vez que, de acordo com a economia de sinais, os proprietários têm de fazer investimentos cada vez maiores e, por consequência, têm de chegar a números cada vez maiores de receptores, para rentabilizar esses investimentos. Só se pode chegar a audiências cada vez maiores excluindo a diferenciação e reconduzindo permanentemente ao que todos entendem: coito, violência, saída — entrada, subida — descida, isto é, modelos muito rudimentares. Com estes pares binários atinge-se um forte efeito dramatológico, ainda que à custa de grandes perdas em sentido de realidade e possibilidade de conhecimento, pois quem selecciona abstrai e, claro, tem de deixar mais e mais coisas de fora. Em consequência, é de esperar uma longa época de idiotização mediante uma Humanidade mediaticamente enquadrada.Na imprensa, o que conta é a apresentação visual dos conteúdos, que são estruturados de forma a predeterminarem as modalidades perceptivas, bem como aquilo que pode conhecer-se e interpretar-se.E é de esperar que assim continue, enquanto persista a relação directa entre a apresentação como captação visual e as bases comerciais do meio impresso. Quanto maior a tiragem, tanto mais atractiva a apresentação e tanto mais curtos os enunciados. A redução deve-se, em todos os meios, à economia de sinais.Na radiodifusão como na imprensa, portanto, a linguagem é submetida à lei da economia de sinais, isto é, ganhar tempo e poupar espaço para chegar ao maior número de consumidores com o menor gasto possível para o produtor. Assim, o ganho de tempo é a suprema máxima da sua práxis.No respeitante à imprensa e à tele e radiodifusão deve, porém, distinguir-se entre ganho de tempo para o produtor da comunicação e ganho de tempo para o seu consumidor. Pelo prisma da autode-terminação, o ganho de tempo do primeiro não corresponde, necessariamente, a um ganho de tempo do segundo, pois este entrega algum do seu biotempo na suposição de que tal entrega valha a pena para si. Ora essa entrega pode muito bem traduzir-se em 'tempo perdido', isto é, em tempo que não compensou os seus défices cognitivos e emocionais. Simplesmente, o tempo gasto não volta.E o produtor tem a obrigação de reunir todos os consumidores possíveis para a sua comunicação, a fim de poder amortizar com a máxima recepção o gasto técnico que investiu.Os receptores, por seu lado, querem entreter-se, participar, estar em comunicação, uma vez que são seres humanos e não podem, nem querem, viver isolados. Mas quando primem o botão da rádio ou da televisão, ou pegam num jornal, têm de aceitar a apresentação linguística e icónica de redução de cada um desses meios e abandonar o seu dispositivo cognitivo nas mãos de comunicações heterodeterminadas, sem poder contradizê-las, ao contrário do que sucede na comunicação primária. in Intoxicação Linguística, de Vicente Romano
Com o ILC, recebemos em 2011, Kafka, Um Livro Sempre Aberto, de Maria Teresa Oliveira e Gonçalo Vilas-Boas (col. Cassiopeia), Jean-Claude Pinson,com Para Que Serve a Poesia Hoje? (também em parceria com Culturesfrance),Wittgenstein com Observações sobre "O Ramo de Ouro" de Frazer, com tradução e notas de João José de Almeida; revisão e prefácio de Nuno Venturinha; Rosa Maria Martelo e Pedro Eiras sobre Mallarmé e, também na col. Pulsar, Coleridge por Jorge Bastos da Silva. Ainda na Pulsar, Khôra, de Jacques Derrida e Estudos Pos-coloniais e Literatura, de Jacqueline Bardolph, por Maria de Fátima Outeirinho.
Porque sabemos que o Teatro é um caminho de revolução, em breve chegará O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão, com prefácio de Máximo Ferreira. Ainda a pensar nos leitores mais jovens, reeditaremos Perigo Vegetal de Rámon Cáride e Miguelanxo Prado, já de acordo com a nova grafia, e a continuação das aventiras de Sheila e Said, Ameaça na Antártida.
Na História, apresentaremos Notícias das Guerras Napoleónicas /1807-1816, de Isabel Pereira Coutinho, e prefácio de Luís Oliveira Ramos e Finisterrae, Viagem à última Thule de Píteas de Marselha.
Sem rótulos, poesia, ensaio, fragmento, apresentamos um verdadeiro achado: «Do Prazer dos Livros», de Gaetano Volpi.Em 2011, mais um livro de Santiago López-Petit, Amar e Pensar.
E, dando continuidade, A Peste Bubónica, de Ricardo Jorge, apresentaremos Álbum de fotos da Peste Bubónica do Porto, de Aurélio da Paz dos Reis, com apoio da Torre do Tombo e Sec. Estado Saúde.
Para um público mais jovem, a estreia de Pedro Estorninho com Oliwoops.Pedro Eiras apresenta o "seu" Pedro e Inês e, na poesia Jorge Fallorca, com O Livro do Fim, Catarina Costa, com Dos Espaços Confinados e Hugo Neto, com Morte Anual.
Em Novembro de 2010, o Colectivo 84 desenvolveu o projecto Encontros de Novas Dramaturgias Contemporâneas, que teve como missão “promover e divulgar as novas dramaturgias contemporâneas, nomeadamente a dramaturgia portuguesa, oferecendo igualmente um espaço para a dramaturgia europeia, contributo essencial para as trocas culturais e estéticas asseguradas pela parceria com o Corps de Textes Europe, plataforma europeia de difusão de novos autores e textos para o palco”. O Encontro decorreu em Lisboa no São Luiz Teatro Municipal, entidade co-produtora.
Poucos meses depois, o ciclo Leituras no Mosteiro integra na sua programação uma extensão dos Encontros. No próximo dia 8 de Fevereiro, algumas das peças curtas de dramaturgos portugueses, escritas propositadamente para aquele projecto, serão lidas no Centro de Documentação do Teatro Nacional São João: Tiago Rodrigues, Luís Mestre, Pedro Eiras, Ana Mendes, Paulo Castro, Mickaël de Oliveira, André Murraças e José Maria Vieira Mendes são os seus autores. Alguns dos dramaturgos estarão presentes na sessão.Ouviu: – Não fujas. Não esqueças.Filipa Leal, A inexistência de Eva
Era uma mulher lívida de medo de não conseguir esquecer.
À volta da sala, havia um pomar redondo que a envolvia de maçãs
avermelhadas, difusas. Ela estava lívida e suja, entre a castidade e o remorso.
Ouviu: – Esquece o arrependimento. Fica.
«A matéria delas são as palavras. Simples, como elas definem as dos poemas que escrevem. Mesmo que às vezes lhes faltem, ou demorem a cair no papel, as palavras delas permanecem; mesmo que se fechem as páginas que elas têm publicado, as vozes delas continuam a ouvir-se. Porquê? Porque nos levam pela mão e «grande é a mão que toma a de outrém/ sem prepotência».
Elas são Margarida Vale de Gato (autora dos versos citados), Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Margarida Ferra e Renata Correia Botelho. Nasceram entre o fim dos anos 70 e o início dos 80, e é mais antiga do que elas a relação que têm com a poesia. De que outro modo poderiam dialogar com poetas medievais, como faz Catarina; com Borges, como faz Renata; com Sylvia Plath, como faz Margarida V.G.; com Marguerite Duras, como fazem Filipa e Margarida F.? São exemplos, apenas. Ou provas de que os poetas escrevem com a memória. «Não é uma condenação, é uma benção», assegura Renata. «Se um dia não for capaz de dialogar com a memória e com o que nela vive (filmes, quadros, vozes, os pássaros e o mar, roulotes no meio da neve), quero ter a certeza de que não escrevo mais».
Assim se cumpre o ofício destas poetas. Ou poetisas? Pouco lhes importa, até pelo facto de, como sublinha Margarida F., «as palavras não valerem por si, mas pelo lugar que lhes é dado». Catarina, para quem «o poeta é um arqueólogo da linguagem», não o distingue da poeta, tal como não distingue o malabarista da malabarista. «A palavra é um género em si mesma», acrescenta Filipa. E lembra um verso da brasileira Marize Castro: «Amo as palavras./ Por elas também virei homem». Na verdade, apenas porque Filipa um dia deixou escrito: «Esta sou eu que fiz uma pausa na palavra».
E a palavra pode ser «bolso, miopia, pássaro» (Margarida F.) ou «chuva e pólvora» (Margarida V.G.); seja qual for, ao tornar-se habitante dos poemas destas autoras, adquire «um certo grau de nevoeiro» (Catarina), aproxima-se das «fronteiras silenciosas dos mundos» (Renata). Significa mais – e, por isso, escolhemos lê-las. Aqui, são elas que escolhem. E assinam autobiografias sumárias. Como um dia fez Adília Lopes. Desviam-se dela. A poesia é isso mesmo: um desvio capaz de transformar atalhos em v(e)ias principais, comunicantes.
Obcecada com os pós-modernismos e demais ismos, a poesia actual (a esmagadora maioria da poesia, para sermos mais exactos) esquece-se das origens. Por isso, preocupada como se revela com o presente, que se esgota no imediato sem que nos apercebamos, relega e desconsidera a herança literária, como se de uma curiosidade inútil se tratasse. O resultado é uma desmemória que, embora acrescente uma suposta actualidade a estes escritos fortemente ancorados no quotidiano, apenas empobrece o seu conteúdo. Caminho inverso é o que percorre Catarina Nunes de Almeida no seu novo livro - o terceiro -, que assume corajosamente como referências primordiais as cantigas de amor e de amigo. Todavia, a leveza e o ritmo que percorrem estes poemas não os aprisionam num passado remoto. Pelo contrário. Estabelecendo um diálogo permanente entre o ontem e o presente, a autora de A Metamorfose da Planta dos Pés, cuja escrita límpida não descarta a influência de poetas como Eugénio de Andrade ou Sophia de Mello Breyner, assegura uma evidente transcendência que encontra na musical idade extrema a maior virtude. [Notícias Sábado '265]
Paralelamente, s associações culturais poveiras Octopus e Varazim Teatro organizam sessões de cinema e teatro, respectivamente: no dia 17, será apresentado O Filme do Desassossego, de João Botelho, e no dia 24, será exibido um filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río, José e Pilar. A 19 de Fevereiro, às 22h00, irá subir ao palco do Auditório Municipal a peça Bela Dona, Apalavrado 3 de Pedro Eiras.
"Como me propusesse lançar por escrito o que aconteceu enquanto duraram as operações defensivas sobre o Vouga, darei agora fim ao meu pequeno trabalho, porque., ainda que os mesmos corpos entrassem nas operações ofensivas dos dias 10, 11 e 12 de Maio, e sendo a artilharia do Coronel Trant a primeira que rompeu fogo sobre os Franceses na manhã do dia 10 de Maio, estas tropas já obravam debaixo da ordem do Marechal General, cuja campanha é totalmente distinta. Induziu-me a este pequeno trabalho a curiosidade dalguns amigos, e o meu desejo de corresponder às suas patrióticas intenções me obrigou a aclarar alguns apontamentos que fiz a este respeito, aonde não entrou outra consideração mais do que a justa admiração por um acontecimento que tanto enobrecera a História Portuguesa do ano de 1809. Os povos da esquerda do Vouga, levados de uma gratidão pelos esforços que fez o Coronel Trant para salvar o país entre o Vouga e a Mondego, pretenderam colocar num monumento sobre a altura do Marnel, situada entre a ponte deste nome e a do Vouga"
Este Estudo que agora se reedita é de uma grande utilidade porque contém uma descrição muito rigorosa da campanha do Marechal Soult, em 1809, no norte de Portugal. O relato é feito por um oficial do Corpo de Estado-Maior, manifestamente competente, que analisa com precisão todos os episódios da Invasão. Não se circunscreve, todavia, aos diversos passos que ela seguiu; junta-lhes comentários muito ajustados e que ajudam à compreensão dos acontecimentos e das decisões tomadas. Ele não disfarça as dificuldades quer dos Franceses quer das tropas aliadas luso-britâncias. E não cai em manifestações “patrioteiras”. Fala, com lucidez, da falta de preparação das nossas tropas e da disciplina violenta e, por isso, muito contraproducente das populações. (do prefácio de Luís Valente de Oliveira, Presidente da Comissão para a Evocação do Bicentenário das Invasões Francesas no Porto)“AS COBAIAS” é o título do segundo disco de originais do projecto da dupla João Nobre/Pedro Quaresma.
Baseado na história original com dez capítulos, criada por Adolfo Luxúria Canibal, este novo projecto vai muito para além da música e será editado em formato de livro, onde a história, além de ser musicada, será também ilustrada integralmente em banda desenhada, por João Maio Pinto.
Sinopse: O Professor M. é um pacato cientista, entregue à pesquisa obcecada de novas ferramentas tecnológicas no laboratório de física nuclear de uma grande empresa de informática. Mas por detrás do seu ar de investigador alienado esconde-se um implacável homem de acção, de uma frieza extrema, sempre pronto a intervir quando considera que uma nova invenção caiu em mãos erradas ou pode pôr em causa a segurança do planeta…Mais aqui.